segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Grandes autores (10)

Richard Zimmler (1956-?)

Este professor e jornalista americano, naturalizado português e a viver no Porto, é outro dos meus autores de eleição.
Os livros de Richard Zimmler são todos fascinantes mas  "Meia-Noite ou o Princípio do Mundo" ( ed.Gotica, 2005)  é de uma beleza ímpar e merece bem figurar na lista dos meus 50 livros de eleição.
Tudo começa com uma criança de sete anos que descobre uma carta de amor entre as páginas de um livro. Fica de tal modo fascinads com o que lê, que a sua vida se desenrola como uma caderneta onde colecciona afectos. Francisca, amiga de infância,  será o seu pilar afectivo e  Meia-Noite, um curandeiro africano, quem o ensina a amar o próximo, independentemente da cor ou raça. Magistral!
Leio todos os romances de Richard Zimmler  com uma enorme avidez e, se escolho este para a lista dos eleitos, não posso deixar de mencionar outros  cuja leitura me envolveu de uma forma quase obsessiva:
"Goa ou o Guardião da Aurora", "A Sétima Porta" e "O Último Cabalista de Lisboa"- o primeiro livro que li. 

Nem tudo são más notícias...

Ontem dei-vos as más notícia do Borda d’Água. Hoje dou as boas  ( pelo menos para alguns)
Começo pelos benfiquistas.
Segundo aquela prestigiada publicação “ O vermelho é a cor de eleição do ano e é sobre ela que Mercúrio exerce o seu domínio” .
Podem pois encomendar desde já as faixas de campeão e reservar bilhetes para a final da Liga dos Campeões Europeus, que em 2014 se realizará no estádio da Luz.
Há também boas notícias para os amantes das Artes:
“ Os escritores que aproveitem e desenvolvam as suas inspirações; os músicos que componham; os pintores que encham as telas de cores e de emoções; os atores que interpretem os textos intemporais e os escultores que procurem dominar a pedra ou o metal com a sua criatividade. Sejam ousados, pois todos temos o dever de combater a inércia”.
E mais não digo. Se quiserem saber mais, comprem o Borda d’Água. São só 2 euros

Que sejam todos muito felizes!

Aproveitei o fim de semana prolongado para fazer uma desintoxicação de notícias. Não liguei a televisão nem li jornais, por isso nem sequer soube o que o coelho disse no Pontal.
Só  antes de entrar no comboio que ontem me trouxe de regresso a Lisboa comprei “ o Público”. Comecei por ler a crónica do Vasco Pulido Valente e fiquei esclarecido: o funcionário que o grande capital colocou a dirigir o país, com a ajuda de alguns milhares de néscios que nele votaram, continua igual a si próprio: um abcesso palavroso.  Repesco apenas algumas frases da crónica de VPV, bem ilustrativas da vacuidade do coelho falante:
“O dr. Pedro Passos Coelho  foi ao Pontal, lugar sagrado da sua seita, onde se aliviou de um emaranhado de frases sem ordem, sem clareza e sem gramática. (…)  Anteontem ( os comentadores)  pareciam bruxas à volta de um endemoinhado. Nem o próprio público jantante o percebeu. Quase que não se ouviram palmas naquela  audiência tratada a arroz de pato e muito bem sentadas em cadeiras de um hotel qualquer. Se aquilo é um partido político ( e eles juram que sim) não sei o que sucedeu  à política.(…)
Tanto quanto consegui compreender, este presidente da JSD que inteiramente por acaso, manda em Portugal, acha que a leve aragem económica que no segundo trimestre passou pelo país confirma a subtileza e a correcção da sua política. Qualquer pessoa com um ou dois neurónios percebe a loucura de comunicar à populaça uma enormidade tão falsa e tão ridícula. Passos Coelho não percebe. (…)”
A crónica de VPV foi suficiente para perceber a acefalia discursiva do coelho mas, pela meia noite de domingo, quando finalmente me dispus a ligar a televisão para ouvir as notícias fiquei a saber – em complemento à notícia sobre o incêndio no Funchal- que a novidade trazida por este comício de rentrée ( que as televisões devem ter considerado de grande importância, para ainda fazerem dele notícia 50 horas depois de ter terminado…)  foi ter  abandonado o bunker de 2012 e  voltado  ao Calçadão da Quarteira.
Ali, acolitado por uns tipos de sorriso idiota e comprometido que exercem funções governativas ou similares,  PPC  ameaçou o Tribunal Constitucional e insistiu na bondade da sua política. É difícil contrariar néscios. Complicado argumentar com gente vendida a interesses financeiros. Inútil contrariar autistas.
Assim, a vida continua com a mesma placidez de há uma semana, o mesmo conformismo tuga, gozando os prazeres da praia sob a canícula do meio dia. 
Como dizia Mugabe há dias, após ter sido reeleito para um novo mandato, quem não gostar suicide-se. Ou emigre. Em 2015, continuaremos a ver nas páginas das revistas cor de rosa a cena que foi o grande sucesso deste Verão 2013: tugas a fazer fila na Manta Rota para tirar uma fotografia com Pedro Passos Coelho.
Se os tugas acreditam mesmo que PPC está a salvar o país, deixemo-los ser felizes.

Those were the days (15)



Estocolmo em três dimensões

Isto está tudo ligado..

Já rola a bola nos relvados portugueses.
Logo à primeira jornada, alguns comentadores desportivos começam a querer rivalizar com os seus parceiros da política, pensando com o coração e não com a cabeça. ( Os meus parabéns a João Gobern que continua a ser o homem vertical que sempre conheci e destoa da onda seguidista, apesar de ser um benfiquista dos sete costados)
Jesus já se queixa das arbitragens e começaram as pressões sobre os juízes. Tal como Passos Coelho parece ter feito no Pontal, sobre os juízes do Tribunal Constitucional.
Isto está tudo ligado... 
Nota final: se Benfica e Porto só jogam o que mostraram nesta primeira ronda, prevejo grandes massacres na Europa e o Sporting e o Braga a discutirem o título.