terça-feira, 13 de agosto de 2013

Grandes autores (7)

Gabriel Garcia Marquez (1927- ?)

Gabriel Garcia Marquez é um escritor a quem eu volto com frequência. Ainda recentemente, levei comigo para Cabo Verde uma colectânea dos seus contos.
Gaby ajuda-me a voltar à “minha” América Latina, a matar saudades  daquelas paisagens, das gentes  simples mas  cheias de sabedoria, das vivências aventureiras e venturosas que por lá experimentei.
O meu primeiro contacto com Gaby foi através de “Cem anos de Solidão”, um livro curiosamente editado  pela primeira vez em Buenos Aires.  Foi também através de Gabriel Garcia Marquez que comecei a interessar-me pela literatura latino-americana,  que  até então estava restringida a autores brasileiros. 
“Cem Anos de Solidão” não  é apenas o melhor livro de Marquez  - e um dos  10 livros que eu levaria comigo para uma ilha deserta.  É também apontado como o segundo melhor livro da literatura hispânica - logo a seguir a D. Quixote - e uma das obras mais traduzidas em todo o mundo.
Em 1982 recebeu o Prémio Nobel da Literatura. Hoje em dia terá perdido a memória e não voltará a escrever, mas deixa-nos um legado imenso de que vale a pena destacar  “Os Funerais da Mamã Grande”,  “Veneno da Madrugada”, “Crónica de uma Morte Anunciada”, “Amor em Tempos de Cólera”, “Viver para contá-la” e “Memórias das Minhas Putas Tristes”.
Ano passado, a D. Quixote publicou uma  colectânea de 41 contos de Gabriel Garcia Marquez. São 700 páginas para ir lendo e saboreando. Ou para ir relendo e recordando, como  eu fiz em Cabo Verde.

Those were the days (10)

Chegada a Ushuaia, a cidade mais meridional do mundo, na Terra do Fogo ( "A Terra do Fim do Mundo")
Foi num mês de Janeiro ( pleno Verão no hemisfério sul) e estava um dia bastante quente: 7ºC!

Sai um PACU para a Manta Rota?

Em Janeiro de 2011 eu recomendava esta vaselina aos defensores da entrada do FMI em Portugal.
Qual o meu espanto quando ontem li que outro  PACU -desaparecido da Europa desde 2002, mas agora regressado aos mares nórdicos - poderia ser uma bela prenda neste Verão, para uns tipos que  me andam a tratar mal 
Quem sabe se eles não gostam de PACU recheado?

A dignidade não se compra no supermercado

Apesar de não viver nessa altura em Portugal, lembro-me bem da celeridade com que Murteira Nabo, ou António Vitorino, se demitiram quando foram levantadas suspeitas sobre a sua conduta. Assim que surgiram notícias de problemas com o fisco, apresentaram a sua demissão de imediato. Sem desculpas esfarrapadas, nem vitimizações, ou acusações à comunicação social.
Essa é só mais uma característica  que distingue governantes  passados, desta mixórdia coligatória entre um Coelho vaidoso e um Portas deslumbrado. Um ministro deste governo só sai  empurrado, porque confunde servir o país com servir-se do país. É gente que desconhece as palavras honra, honestidade, orgulho, vergonha e dignidade.
Eu sei que a dignidade não se compra no supermercado, nem aprende na Faculdade, mas que faz falta a esta gente, não tenho a mínima dúvida.