sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Grandes autores (5)

Urbano Tavares Rodrigues (1923- 2013)


Nenhum dos livros dele é  "livro da minha vida", por isso Urbano Tavares Rodrigues não devia estar nesta galeria mas hoje, ao saber da sua morte, decidi que ia abrir uma excepção. Por ser  um homem nobre, por ser um espírito livre, pela sua história de vida e, acima de tudo, pela sua obra imensa que não conheço profundamente, mas de que li essencialmente contos e novelas e um único romance: "Os Insubmissos".
Urbano Tavares Rodrigues era comunista. Aquilo a que eu costumo chamar um comunista lúcido.  Esteve em Praga durante a Primavera, em Paris onde os seus camaradas comunistas lhe confirmaram a existência dos  Gulag na URSS, e na Alemanha Oriental, onde desprezou a Stassi. Viu com os seus olhos e ouvidos,  recusou  colocar palas ou ofender a sua consciência, relatou livremente aquilo que viu. Sem temor de ser politicamente incorrecto, porque sempre foi um homem livre. Tão livre, que ousou manter uma amizade cúmplice com Mário Soares, o ódio de estimação dos Pê-cês. Ou ser um assumido mulherengo, desafiando os cânones.

Those were the days (7)

Museu Guggenheim (Bilbao)

Sem palhaço não há circo!




Ontem Coelho interrompeu as férias e veio a Lisboa dizer a Portas " Eu é que sou o presidente da Junta". 
Refastelado na cadeira de chefe na Gomes Teixeira mandou os putos portarem-se com juízo e deu algumas ordens.
Resultado: 
Hoje não houve B(r)ief  do Lomba. O governo não  justificou o cancelamento,  mas Teresa Leal Coelho esclareceu os jornalistas em "off"
Hoje é sexta-feira, não se pode comer carne, p'cebem?
Não houve B(r)ief,  nem houve circo, por  falta de comparência do palhaço. Ou melhor… circo houve, mas  mudou-se para aqui. 
As majorettes é que só chegam no domingo pela hora do jantar.


Caderneta de cromos (36)

Marco António Costa

Já há muito tempo que não enriquecia a caderneta de cromos. Tive de elevar os critérios de admissão, porque o nível brônquico dos membros deste governo e seus apaniguados é tão elevado, que corria  o risco de ser obrigado  a  aceitá-los todos.
Revistos os critérios, não podia recusar a entrada nesta galeria a Marco António Costa. O homem   que Passos Coelho  impediu de se candidatar a Gaia andava a perder-se como obscuro secretário de estado do ministro da Vespa, sendo visível a sua tristeza por não poder fazer aquilo que mais gosta: rivalizar em disparates com  figuras marcantes do PSD como Miguel Relvas ou  Teresa Leal Coelho.
Pedro Passos Coelho decidiu dar-lhe uma oportunidade na remodelação de Julho  e mandou-o para o partido. Logo que aí chegou começou a mostrar a sua jactância, capaz de empolgar os militantes do PSD com QI inferior a 50. 
Ontem, um obscuro e rechonchudo secretário de estado com problemas de identidade, permitiu ao novo homem forte do PSD, o seu dia de glória.  Quando, à noite, foi conversar com Mário Crespo,  Marco António deu o seu melhor para  mostrar que merecia estar aqui. Mal ele sabia que  já tinha conquistado um lugar na  caderneta de cromos, graças a esta brilhante prestação

Cada cavadela, cada minhoca

Pelo menos é o que diz Cândida Almeida...
Deve ser um pivete a laranja podre!