terça-feira, 6 de agosto de 2013

Grandes autores (2)


António Lobo Antunes (1942-?)



Ao contrário de muita gente, não foi "Memória de Elefante" o livro que me deu a conhecer Lobo Antunes. Foi " Os Cus de Judas", publicado em 1979. A partir daí, tornei-me fã e devorava avidamente cada um  dos seus livros, logo que apareciam nos escaparates. Durante muitos anos foi o meu autor português de excelência, mas comecei a torcer o nariz a partir de "Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura".
Já li com dificuldade " Eu hei-de amar uma Pedra" e não consegui acabar " O Arquipélago da Insónia" nem "Que Cavalos são aqueles que fazem sombra no Mar", o último livro que comprei dele. 
Hoje, sou apenas fã das suas crónicas na "Visão". Do melhor que se pode ler na imprensa portuguesa.
Quando procuro escolher o livro que mais gostei, hesito entre "Auto dos Danados", "Fado Alexandrino" e "Memória de Elefante". Todos merecem uma leitura.







Those were the days (4)

No bairro gótico (Barcelona).
Na altura ainda não conhecia Carlos Ruiz Zafon, nem imaginava que Barcelona iria ser tão importante na minha vida profissional.

Marilu and friends

Procurar na equipa governativa das finanças uma pessoa sem rabos de palha, ainda é mais difícil ( ou tão difícil, vá)  que tentar arranjar  uma  noiva virgem num bordel.

Pais Jorge pede ajuda à mãe

Em função dos últimos desenvolvimentos, se Joaquim Pais Jorge fosse uma pessoa minimamente decente e tivesse um mínimo de vergonha, teria convocado de imediato a comunicação social para anunciar o seu pedido de demissão, em vez de esperar que o demitissem
Aceitar em silêncio as declarações de Lomba no briefing desta manhã é um sinal de cobardia. Quem não deve, não teme, por isso o que Pais Jorge deveria dizer era apenas isto: se o governo desconfia de mim, então sou eu a bater com a porta, porque não admito que a minha honorabilidade seja posta em causa ( e entre dentes acrescentaria: por um puto de barba que pensa que a primavera árabe foi um festival de música techno na ilha da Fuzeta.)
Pais Jorge optou por pedir a protecção da mãe, mas Marilu fez-se desentendida e foi comprar um tailleur para levar à próxima reunião do Eurogrupo. Antes de sair de casa, vai demiti-lo. Depois faz um sorriso swaps para as objectivas e segue a sua vidinha, porque o importante é  manter-se serena, mesmo quando os "amigos" que ela convidou para a festa se afogaram na piscina.

Se és de esquerda, não ficas com as pratas!

Helena Sacadura Cabral deu uma entrevista ao Diário Económico. 
Três dias depois de uma sondagem da Universidade Católica ter atribuído 3% de intenções de voto ao CDS, a mãe de Paulo Portas veio esclarecer que, desde Setembro, tem partilhado o sofrimento do filho e alimentava tanta esperança em que ele abandonasse o governo, que até terá feito uma promessa de ir a Fátima.
Helena Sacadura Cabral não faz sequer uma breve referência ao facto de o seu filho estar a fazer sofrer milhares de portugueses, pois esse problema não é dela. HSC está apenas  preocupada em ser uma boa mãe e isso fica-lhe bem. Qualquer mãe tem sempre uma explicação para defender um filho ladrão ou criminoso, por que razão não haveria HSC de encontrar uma justificação para o filho voltar com a palavra atrás e continuar a esmifrar os portugueses? 
Mas se HSC é mãe extremosa, o mesmo não se poderá dizer enquanto avó. Na mesma entrevista, descoroçoada com o facto de o neto  ( filho do Miguel) ser de esquerda, esclareceu que já o avisou :
- não levas nenhumas pratas para a tua casa, isso vai tudo ser vendido antes de eu morrer. Eu a dar as minhas pratinhas à esquerda portuguesa é que não.
 Parece-me, no entanto, que HSC seria mais condescendente se o neto fosse de direita...
Eu até tenho alguma simpatia por HSC, mas penso que tinha sido melhor ficar calada, porque esta entrevista permite tirar algumas ilacções que, estou certo, ela não pretendia.

Juro pela minha saudinha