quarta-feira, 31 de julho de 2013

Farinha do mesmo saco

A querela entre Rio e Meneses continua, mas está a subir de tom. Vejo por aí muita gente entusiasmada com a entrevista de Rui Rio à RTP. 
Nunca gostei de Rio e não esqueço o que ele fez (de mau) ao Porto. Meneses transformou Gaia, mas criou um gravíssimo problema à autarquia para as próximas décadas. Talvez isso seja suficiente para iludir os eleitores portuenses mas, se Meneses vier a ser eleito, vão-se lembrar dele durante muito tempo, pelas piores razões.
Rui Rio e Meneses são farinha do mesmo saco.

Gosto de ver casais felizes


Ontem, na AR, era notória a alegria do casal  antes de partir para viagem de núpcias, digo, férias!

Quando acordarem, pode ser tarde...


A tribo de idiotas e gananciosos que governa a Europa – acolitada por exemplares tugas como Coelho,Gaspar e Marilú-  está tão preocupada em vigiar os cofres, que  não vê o que se está a passar em seu redor.
 Enquanto a Alemanha finge que está empenhada na solidariedade europeia e grupos manhosos de tecnocratas continuam a apostar na punição dos países gastadores do sul, Marine Le Pen vai  somando argumentos para que votem nela, explorando episódios como este.


Há melhor ambiente?


Não tenho dados suficientes que me permitam ter opinião formada sobre o trabalho desenvolvido por Assunção Cristas  à frente do megaministério MAMAOT.  Sei, porém, que com ela os problemas ambientais desapareceram da discussão pública, sendo apenas conhecida uma medida logo no início do seu mandato: dispensar os funcionários do uso de gravata, para poupar electricidade com o ar condicionado. Para além desta medida risível e inócua, não conheço nenhuma outra que tivesse o objectivo de garantir a sustentabilidade ambiental.
Admito que desprezar as políticas ambientais tenha sido uma  decisão do governo ( É bom lembrar que uma das empresas geridas por Passos Coelho acumulou processos por crimes ambientais, o que deixa perceber a importância que ele dá a este temática).
Tendo sido o despedido Álvaro  o primeiro a anunciar que as preocupações com o ambiente eram secundárias e não podiam pôr em causa o emprego e estando Assunção Cristas assoberbada  no MAMAOT  com medidas tão esdrúxulas como a Lei do Arrendamento, aceito sem qualquer rebuço que tenha  apenas esquecido  os problemas ambientais. Ou melhor… que os tenha reduzido à preocupação de destruir as estruturas de fiscalização e investigação na área do ambiente, porque é preciso poupar.
Felizmente, durante os dois últimos anos, não há conhecimento de alguma ocorrência grave em matéria ambiental ( Eu sei que houve incêndios devastadores, mas isso até deve ter sido  encarado como positivo num governo dirigido por um pirómano apostado na destruição do tecido social) e os portugueses -analfabetos funcionais em matéria  ambiental e assoberbados com uma crise financeira que lhes devastou a bolsa – nem se lembraram mais desses ridículos  problemas ecológicos com que os governantes e uma meia dúzia de maluquinhos, em tempo de vacas gordas, lhes atazanavam os ouvidos.
Graças a esta indiferença popular, ninguém se interrogou  sobre as causas  do encerramento de várias praias da Linha e da Costa da Caparica.
Vi na televisão, aliás, um elevado número de banhistas a ignorar a bandeira vermelha com a  mesma displicência com que  cerram os olhos perante os avisos de “Afaste-se desta zona PERIGO de DERROCADA”. Para esses banhistas não há perigo nenhum, é tudo alarmismo. Se uma pedra cai e mata alguém acusam as autoridades porque não fiscalizam e  continuem as férias, porque a vida são dois dias. 
No caso das urticárias que levaram ao encerramento das praias, os tugas lavaram-se com água da torneira e … siga a rusga, toca mas é a reabrir as praias que a água está tão quentinha!
O governo obedeceu de bom grado. Abrir as praias fica mais barato do que encerrá-las  para tentar descobrir a causa  das irritações cutâneas. Além disso, evitam-se os protestos de comerciantes que deixam de fazer negócio numa época crucial para a salvação de muitos estabelecimentos.
Morreram uns golfinhos e deram à costa milhares de peixes mortos, sem se conhecerem as causas senhora ministra!
Que querem que eu faça? – Não há dinheiro para investigar. Se alguém tivesse morrido, ainda se podia fazer uma autópsia, mas foram só peixes… azar, não vamos gastar dinheiro a autopsiar peixinhos!

Depois chamou o assessor de imprensa e ordenou-lhe:
- Diga aos jornais que se calem com isto. Que maçada! Não vêem que eu estou grávida e não tenho tempo nem paciência para me preocupar com as comichões dos banhistas , nem com os peixinhos que deram à costa?

Irritada  telefonou a Portas e exigiu que lhe tirassem a mixordice do Ambiente do seu pelouro.
Portas obedeceu.
Moreira da Silva agradeceu, desconfiado. Afinal já tinha sido convidado para a pasta e depois desconvidado, com este chefe, nunca fiando.
A verdade é que o MAMAOT foi dividido e Moreira da Silva lá tomou conta do pelouro. Ambiental. Para o compensarem da desfeita de 2011, ofereceram-lhe também a Energia. Um problema a menos para Pires de Lima e a Energia até casa bem com o Ambiente. Pena que este governo não goste das renováveis, por ter sido uma aposta de Sócrates. Como o Magalhães ou as Novas Oportunidades.
Se O Magalhães afinal foi um sucesso, porque é que a Energia casada com o Ambiente  não poderá ser uma boa ideia? – alvitrou Portas.
E pronto… temos agora um ministro conhecedor e com boas provas dadas no Ambiente, mas num ministério com as estruturas  e recursos técnicos esfrangalhados . Se conseguir reconstruí-lo, já não será mau.  Se voltar a dar ao Ambiente o protagonismo e eficácia que necessita, ainda melhor. Se descobrir as causas das urticárias, então será ouro sobre azul. Se conseguir recuperar para o seu ministério a pasta do consumo seria um triunfo civilizacional.
Eu confio neste ministro. A maioria dos portugueses é que nem desconfia o que poderá estar escondido por baixo das comichões que se eclipsaram, depois de  lavadas  com água da torneira. Nem eles sonham que, desde 2010, está suspensa a monitorização dos sistemas de saneamento.
Quando as  alterações climáticas provocarem a ira das águas do mar e começarem a inundar as zonas ribeirinhas, os nossos governantes vão pensar que é urticária a atacar o cimento e vão mandar lavar as casas ( ou o que restar delas...) com água da torneira.

Imposto(re)s

O governo insiste na redução drástica do IRC nos próximos 5 anos, passando de 23 para 17%. Hoje, na farsa da AR, o protagonista garantiu que quer ir ainda mais longe até 2020.
Todos estarão de acordo que a redução do IRC pode trazer benefícios à economia, mas todos estranharão o silêncio do governo quanto à redução do IRS, o que prenuncia não ser grande preocupação aliviar os portugueses  do "enorme aumento de impostos"
 Portas e Coelho já se terão esquecido que "a carga fiscal sobre as famílias portuguesas é intolerável", ou estão à espera de 2015 para uma golpada eleitoralista?
Mas, pior do que tudo isto, é prever que a redução do IRC terá como contrapartida cortes nas funções sociais do Estado.