segunda-feira, 29 de julho de 2013

Homengem a Tommaso Buscetta na AR

Hoje, um grupo de preguiçosos, inúteis , desprovidos de honra e dignidade, movidos apenas por interesses pessoais  e acoitados nos grupos parlamentares do CDS e PSD,  votaram uma lei que aumenta para 40 horas semanais  o horário de trabalho dos funcionários públicos e envia milhares deles para o desemprego
Nada melhor para aqueles que nada fazem e vivem à custa do contribuinte, do que aprovar uma lei que põe os outros a dar o corpo ao manifesto. Hoje, foi o dia em  que os deputados  do PSD e do CDS  homenagearam  Tommaso Buscetta!

Olha para o que eu digo...

O Pedrinho    afifou um sopapo no Zequinha  por atirar pedras à janela do vizinho.
No dia seguinte, quando estavam os dois no recreio, o Pedrinho pegou numa pedra e arremessou-a contra a janela do vizinho e disse:
- Tu não podes atirar pedras, mas eu posso.
Dois dias depois escreveu uma redacção que começava assim:
" É muito feio atirar pedras às janelas do vizinho"

E se investigasses, Miguel? Talvez não fizesses essa pergunta...

… Noutro restaurante  de praia próximo, contei nove empregados e apenas dois eram portugueses. No vizinho do lado eram sete empregados, dos quais dois eram portugueses.No negócio de aluguer de gaivotas, pranchas, ski e motos de água, eram todos estrangeiros e até um dos nadadores-salvadores era ucraniano. Onde estão, então, os portugueses do Algarve a trabalhar? Resposta: no subsídio de desemprego. Eu sei que este discurso não é politicamente correcto e até pode conduzir-nos por caminhos perigosos. Mas lá que é assim, é. E dá que pensar.”
( Miguel Sousa Tavares, Expresso, 27 de Julho 2013)

Pois dá, Miguel.Ao ler isto, até me fizeste lembrar o puto Martin, tão incensado empreendedor do salário mínimo. Os argumentos dele são muito idênticos aos teus, Miguel. Ele também acha que pagar o salário mínimo é melhor do que estar a sobrecarregar o Estado com o pagamento do subsídio de desemprego. Desculpa lá, Miguel, mas vou pedir-te para desceres à terra durante dois minutos e ouvires o que tenho para te dizer.
 Eu, que percorro este país de lés a lés vezes sem conta, já me interroguei muitas vezes sobre isso, quando vi brasileiros, ucranianos, africanos ou moldavos, a trabalhar numa perdida aldeia alentejana, ou num recôndito lugarejo da Beira ou Trás os Montes. Como não queria deixar a pergunta suspensa  na minha dúvida, durante essas viagens  fui procurar a resposta. Sabes o que descobri, Miguel?
Que muitos desses  estrangeiros trabalham sem  horário, sem contrato e não recebem sequer o salário mínimo. Alguns vivem em instalações fornecidas pelo empregador, em condições que nem podes imaginar. A maioria é descartada pelos empregadores ao fim de alguns meses, porque  por cada despedido , está pelo menos uma dezena de imigrantes em fila de espera.
Pergunta a esses imigrantes, aí pelo Algarve, quanto ganham, em que condições vivem e o que lhes vai acontecer em Setembro, quando terminar a época turística.  Depois falamos, ok?

Um futuro pouco risonho

A Rússia ocupa o segundo lugar entre os BRIC. É, pois, um país emergente, símbolo de pujança e futuro.
 Será este futuro  de intolerância que eles querem construir? 
(Via Ana Matos Pires- Jugular)

Notícias do novo ciclo (2)

Neste novo ciclo passamos a ser um país desenvolvido.
Segundo Pedro Passos Coelho, é aquele que manda os funcionários públicos para  o desemprego.
E eu a pensar que um país desenvolvido procurava fazer uma reforma do Estado onde os funcionários públicos que"fazem o que não é preciso" ( seja lá o que isso for), fossem requalificados e integrados socialmente, em vez de serem enviados para o desemprego!
Sou muito antiquado...