quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ela não mente! Só tem um contencioso com a verdade...


Ainda ontem garantia, na AR, que nunca tinha mentido sobre as swaps. Que azar, Maria Luís, a  verdade ter ficado gravada em e-mails.  
Aproveito para lembrar que, mais uma vez, foi a LUSA a divulgar tudo. Não era por acaso que o Relvas a queria privatizar...




Divórcio amigável



Muitos comentadores, referindo-se à crise governativa  e sua putativa resolução, usaram a imagem do casal que se separa, mas depois se reconcilia, por perceber que afinal pode ser feliz para sempre. 
Tretas! O putativo casal  continua desavindo, mas pretende um divórcio amigável, depois de repartir os bens. 

O brinquedo: uma novela a seguir com atenção



Há duas semanas, Manuela Ferreira Leite disse que Portas fez birra por ter ficado sem o brinquedo e eu até lhe dei  razão.
Esta noite vou estar muito atento à prestação semanal  da  D. Manuela na TVI 24. Agora que o menino já tem o brinquedo e o PSD está domesticado, o que irá ela dizer?

Inevitável...



Embora  com grande esforço, devo  reconhecer que já estava a afeiçoar-me ao Álvaro e ao seu ar bonacheirão. Com o tempo, tornou-se o único ministro  não  alienígena  deste governo. O homem ria com sinceridade.Quando estava a mentir topava-se à légua. Quando queria assumir um ar institucional, eu desatava a rir face à sua falta de jeito para a função.  
Não consigo entender a razão que levou Passos Coelho a escolher Álvaro Santos Pereira para ministro. Sendo o PM uma pessoa de plástico, mais falsa do que uma nota de 5€ fabricada numa cave da Porcalhota, não foi normal a escolha. No momento do convite, o neurónio de PPC devia estar de férias, porque a postura do Álvaro nada tem a ver  com a do homem de Massamá. 
O despedimento  surge, também, num momento muito infeliz do neurónio de PPC ( lá está, no Verão o tipo vai de férias e deixa o PM  a pensar sozinho. Ou, pior ainda, com a ajuda do Relvas e do Cavaco).
Bem, mas como  dizia,  aliás, escrevia, o despedimento do Álvaro deve-se precisamente ao facto de ter uma faceta de ser humano. As gargalhadas  na AR, durante o episódio do Borda d’Água, foram genuínas e não atingiram apenas Gaspar. Atingiram, como setas, o primeiro ministro. Era óbvio que uma pessoa com a falta de carácter de PPC não toleraria aquele episódio. Foi nesse dia que o destino de Álvaro ficou traçado.
Deve dizer-se que saiu  sem trabalho visível realizado, mas com mais simpatias do que quando entrou. Na nossa memória vai perdurar  aquele salutar episódio na AR. Até ao dia em que Álvaro abra a boca e comece a escrever na coluna do Haver, as respostas a Gaspar, Coelho e Portas.

O tutor

Convidado de última hora e com três horas para decidir se aceitava o convite, Rui Machete foi a surpresa da maquilhagem  governamental. 
 Para a esmagadora maioria das pessoas foi uma boa surpresa, mas poucos terão percebido que a função do novo MNE não será assegurar a diplomacia económica, mas sim servir de tutor e estabelecer a ordem no recreio, onde é previsível que os putos Pedro e Paulo continuem a rasteirar-se mutuamente.
É por isso ainda mais difícil perceber a razão  que o levou a omitir, no curriculum, as ligações ao BPN. Uma explicação haverá certamente...
 Até para esconder um cuco, há sempre uma explicação, mais ou menos credível