quarta-feira, 17 de julho de 2013

Quer uma boa sugestão para as suas férias?

Vá até à Grécia. Nem precisa de sair de casa!

Tripas à moda do Porto

Confesso que ao ver a capa do JN de hoje, a minha primeira reacção foi de repulsa. Mesmo não tendo qualquer consideração pela ministra, considerei o título uma brejeirice que desprestigia o jornalismo.  
Depois  pensei melhor e reconsiderei.
A questão é esta: veríamos a mesma reacção indignada nas redes sociais, se o título fosse " Vítor Gaspar foi mostrar o buraco?"
Vá lá, sejam sinceros! O problema se calhar, além de revelar algum machismo encapotado, é mesmo aquele que a Ematejoca coloca num comentário a este post!

E as Berlengas?

Não tinha ficado mais barato ir passar a noite às Berlengas, senhor Presidente?

Xeque-mate? Talvez não...



Graças à inabilidade de Seguro, o PS deixou-se entalar por Cavaco, aceitando negociar com os partidos do governo. 
Com o objectivo de entalar ainda mais o PS, o PCP mandou os Verdes avançarem com uma moção de censura.  Claro que uma moção de censura neste momento foi muito bem vinda pelo PSD e CDS, porque ficaram desobrigados de apresentar uma moção de confiança, que poderia criar clivagens com Cavaco.
O PCP e Os Verdes sabem  que estão a fazer um favor ao governo, mas isso não os incomoda absolutamente nada, porque o seu único objectivo é atacar o PS, encostando-o à direita.  PCP/PEV terão pensado que o PS não resistiria a abster-se, mas aqui os socialistas estiveram bem, não se deixando cair na armadilha. 
O anúncio de que o PS votaria a favor da moção de censura foi logo aproveitado à esquerda e à direita para acusar o PS de  incoerência.
Não vejo as coisas assim. O PS pode sempre argumentar que está contra este governo, mas não enjeita conversar com os partidos que o integram, no intuito de melhorar as propostas apresentadas pelo governo e pressionar a troika para aliviar a austeridade dos portugueses. Poderá mesmo acusar PCP e BE de terem recusado sentar-se à mesa, repetindo assim "a cena" de 2011.
Na hora em que o PCP se preparava para avançar com uma torre e dar xeque-mate ao PS, o BE veio  a jogo. 
Apercebendo-se que a jogada do PCP/PEV  poderia deixá-los também numa situação delicada, o BE decidiu convidar PCP e PS para se sentarem à mesa e negociarem um governo de esquerda. O PS aceitou de imediato, mas  foi só para picar o ponto. Logo de seguida  arranjou diversos argumentos  para descartar um acordo à esquerda.
É evidente que o PS não pode agora começar a exigir que o memorando de entendimento seja rasgado. Seria uma atitude irresponsável que só beneficiaria os partidos do governo. Obviamente que o memorando terá de ser renegociado, mas atirá-lo para o lixo, neste momento, seria garantir a reeleição deste governo. PCP e BE sabem isso perfeitamente e estão apenas a tentar tirar dividendos, pelo facto de o PS ter aceite sentar-se à mesa com PSD e CDS.
A estratégia até pode dar resultado nas próximas eleições por isso, para Seguro evitar o xeque-mate, resta-lhe conseguir um bom acordo. Isso passa obrigatoriamente por rejeitar o corte de 4,7 mil milhões, a redução das pensões dos funcionários públicos e os despedimentos no Estado.
Não conseguindo isto, qualquer acordo será um xeque-mate  a Seguro e o aparelho do PS não deixará de reagir, convocando eventualmente um congresso extraordinário para escolher um novo secretário geral.


Controlo positivo

Eu pensava que o problema era meu e por isso nunca contei nada a ninguém... mas afinal este vício e estas sensações não são só minhas.
E ontem valeu mesmo a pena. Não tanto pela paisagem, mas pelo resultado final...