quarta-feira, 26 de junho de 2013

La honte



Com a bonomia que lhe é conhecida, Jorge Sampaio disse em 2004 que a nomeação de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia seria uma honra para Portugal. Aceitou, por isso, que o mordomo de Bush e Blair se pirasse de Portugal e entregasse a Pedro Santana Lopes os destinos do país. Os resultados são conhecidos. Ferro Rodrigues sentiu-se enxovalhado, bateu com a porta e abriu o caminho a José Sócrates.
Portugal poderia ser hoje um país diferente se Sampaio tivesse convocado eleições e Ferro Rodrigues tivesse sido eleito primeiro ministro em 2004.
Hoje, temos um país destroçado e um presidente da comissão europeia enxovalhado, por se ter vendido uma vez mais aos americanos. Em vez da honra prevista por Sampaio, Durão é hoje a vergonha ( honte) de Portugal.
Não se pode confiar nestes maoístas  convertidos aos prazeres do capitalismo. A culpa  não pode, porém, ser atribuída exclusivamente a Jorge Sampaio. Recuando aos anos 70 vamos encontrar a verdadeira responsável da ascensão de José Manuel Durão Barroso. Foi Maria José Morgado que, iludida com o discurso fácil do Zé Manel o convidou a entrar para o MRPP.
Vale a pena lembrar este episódio, para que em futuras eleições não nos deixemos iludir por  uma certa esquerda que facilmente se deixa seduzir pela direita das ideias ultra liberais e é capaz de vender a mãe para chegar ao poder.
Como muitos esquerdista reconvertidos, Durão Barroso não presta.É peixe podre na lota de interesses do grande capital.

Há coisas fantásticas, não há?

Pequeno contributo para a tentativa de enriquecimento cognitivo dos ilustres membros deste governo que decidiu escolher os funcionários públicos como alvo a abater.


 "A falsa idéa de que o funccionalismo concorreu para a, situação deploravel da fazenda publica, por ter absorvido por muitos annos grande parte das rendas do estado, levantou no paiz um antagonismo de classes, que em circumstancias menos pacificas do que as que vamos atravessando poderia trazer comsigo bem graves consequencias. 
Uma parte da imprensa, como se pretendera lisongear paixões, tem appoiado as manifestações contrarias ao funccionalismo. Faz n'isso um mau serviço, porque é do desacato àquelles que exercem funcções publicas que resulta o abatimento da auctoridade e a quebra do respeito pelas diversas gradações da hierarchia politica. 
As breves considerações que ahi vão escriptas têem por unico fim mostrar a absurda jurisprudencia com que se pretende julgar os direitos dos empregados; a injustiça das arguições que se fazem ao funccionalismo portuguez ; e a sem razão com que algumas classes acintemente lhe estão movendo guerra. 
Ergue-se uma voz, ainda que fraca, do seio d'esta grande corporação chamada os servidores do estado unicamente para ir chamando ao bom caminho a opinião desvairada, e com o fim de protestar contra a perseguição ; não em nome de falsas vaidades, ou de interesses illegitimos, mas em nome de um principio sagrado nas sociedades civilisadas - em nome do direito. 
Na sua curta vida de empregado publico o auctor tem cumprido sempre religiosamente os deveres que a lei lhe marca;nem os seus, bem que insignificantes, trabalhos litterarios ; nem emfim outras applicações a que se tem dado, o distrahiram nunca do cumprimento d'elles ; e ahi estão para attestalo os homens honrados que têem sido seus chefes. 
Estribado, pois, na força da sua consciencia, e nos argumentos copiosos que o assumpto fornece, é que dá à estampa estas ligeiras considerações, precipitadamente escriptas, . que o auctor se honra de offerecer ao illustrado funccionalismo portuguez". 


A.deOliveira Pires in O Funccionalismo
Typographia Universal
29 de janeiro de 1869
Vale a pena ler este pequeno opúsculo de 24 páginas.Talvez esteja  disponível numa biblioteca perto de si.

Espera aí...

Não era aquele tipo à direita na foto, que convidava jornalistas disfarçados de bloggers para bem regados repastos e lhes dava uns guiões sobre as notícias que deviam publicar no DN? E desse guião não fazia parte um ataque a Sócrates por andar a negociar contratos com um ditador, o que era uma vergonha para o país?
E o tipo da esquerda não é o presidente do tal país que tem um governo ditatorial, com o qual o tipo da direita assinou mais uns acordos comerciais?
A minha memória visual é fracota, mas tenho a certeza que sim.
Bem, mas não me vou espantar com essa ninharia do cumprimento, bem visível na foto. Afinal, o tipo da direita é o mesmo que dizia que o TGV era um disparate e fez um guião para os tais bloggers disfarçados de jornalistas, onde dava ordens para eles alertarem os portugueses para o despesismo que era o TGV. E não é que agora anuncia que o TGV vai mesmo avançar?
O tipo da direita não tem nome. Ou melhor... tem, mas não posso dizer, porque me arrisco a pagar uma multa!

Última oportunidade!

(Amplie a imagem para ler)


Ainda vai a tempo de se candidatar. Aproveite! Quem sabe se não vai ter oportunidade de conviver  com este monitor?