segunda-feira, 24 de junho de 2013

Ainda o concerto do Lisboa em Si

Partilho a opinião da maioria dos leitores. Foi uma boa ideia, mas saiu furada. O tempo não ajudou, por causa do vento, os sinos quase não se ouviam. Para a próxima talvez resulte melhor. E, se houver próxima, em vez de ir para o Terreiro do Paço, vou para S. Pedro de Alcântara.
Agora, vou ali e venho já, mas vou tentar manter-me em contacto convosco. Até já!

Discos pedidos

No sábado, o governo invadiu a auto estrada com os seus carros de luxo(  terão pago portagens?)  e gasolina paga por todos nós ( não podiam ter alugado um autocarro e ir em grupo para poupar?), e reuniram-se no mosteiro de Alcobaça.
Era suposto Paulo Portas apresentar o guião para a reforma do estado mas, como já aqui escrevi, Paulo Portas não faz a mínima ideia sobre o que deve ser essa reforma, por isso entregou um documento envergonhado a Passos Coelho.
O primeiro- ministro terá olhado para aquilo como um boi para um palácio e remeteu-se ao silêncio. Conclusão? Os ministros foram passear até Alcobaça, desperdiçaram gasolina, pagaram horas extraordinárias aos motoristas e, no final, não se passou nada. Quer dizer... alguma coisa se passou, mas foi a divulgação de uma pouca vergonha.
O ministro Maduro, quiçá inspirado no seu homónimo venezuelano, propôs em conselho de ministros a realização de conferências de imprensa diárias,o que  não deixa de ter um cariz picaresco, mas também preocupante...
Ao contrário do que ouvi por aí, não me parece que a estratégia seja fazer passar a mensagem do governo. Maduro parece-me ser suficientemente perspicaz para perceber que ao fim de uma semana muitos jornalistas, cansados de não ver respondidas as suas perguntas, vão deixar de aparecer. Passam a comparecer apenas os engajados com o governo que depois difundirão, ao bom estilo do SNI do Estado Novo, a mensagem que o governo pretende transmitir. Esse é o objectivo do governo. Passar a ser uma central de informação manipuladora, com a colaboração de meia dúzia de funcionários com cartão dos partidos do governo.
Aquilo não foi um conselho de ministros informal, foi um programa de discos pedidos onde todos queriam ouvir o " Ó tempo volta p'ra trás"

Zangaram-se as comadres...

O FMI reconheceu os seus erros em Portugal, como já fizera em relação à Grécia. As acusações mútuas dentro da troika não se fizeram esperar e já se fala numa saída do FMI. 
Venha o que vier, ninguém conseguirá reparar os efeitos do desemprego que lançou milhões de europeus na miséria. A recuperação da economia nos países sob resgate está longe de ser um dado adquirido nos próximos anos.
Os lideres europeus parecem baratas tontas, incapazes de encontrar uma solução para o desastre em que a Europa está mergulhada. Durão Barroso procura desesperadamente uma oportunidade para voltar a fazer de faxina de alguns líderes mundiais e receber um cargo internacional de relevo, como recompensa. Uma guerrinha  estilo Iraque, fazia-lhe imenso jeito 
No que concerne a Portugal, bem pode o governo vir culpar o FMI, mas a verdade é que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas são igualmente responsáveis pelo descalabro do país. Foram eles que quiseram cá o FMI e a troika. 
Era bom que Seguro pensasse um bocadinho nisso, porque também ele deu lastro ao PSD e a Passos Coelho, para que o PEC IV fosse chumbado.