quinta-feira, 13 de junho de 2013

Virgens fora da política. Já!

Desde que Cavaco convocou a Virgem de Fátima para justificar a avaliação positiva da troika, que as Virgens não param de interferir na política portuguesa.
Agora, serviu para o governo justificar a marcação das eleições autárquicas para o dia 29 de Setembro.
A oposição queria que as eleições tivessem lugar em Outubro ( 6 ou 13), enquanto os partidos do governo preferem setembro para que se realizem antes da apresentação do OE 2014  Obviamente que ganhou o governo, mas vale a pena lembrar os argumentos invocados pelo PSD. 
Explicou Macedo que a 13 de outubro não se podiam realizar, porque até os partidos da oposição concordam que é um dia muito especial para os portugueses ( o PCP foi o único partido da oposição a invocar esse argumento, o que não deixa de ser muito curioso!)
E porque não podiam as eleições realizar-se a 6 de Outubro? O mesmo Macedo explicou que sendo a véspera (dia de reflexão) o 5 de Outubro, isso inviabilizaria as comemorações dessa data "tão importante na História do nosso país!"  Macedo só não explicou uma coisa: se o PSD considera o 5 de Outubro uma data tão importante, porque é que o governo acabou com o feriado?
Tenho de reconhecer que os argumentos invocados pelo PSD são plausíveis e concordo com eles, mas não deixo de lembrar que, mais uma vez, foram os desígnios de Deus, ao elaborar o calendário para 2013,  a determinar que fosse feita a vontade ao governo. É no mínimo preocupante, mas não tanto como os argumentos invocados pelo CDS, pela voz  de um deputado cujo nome se me esvaiu:
"O importante é que a campanha eleitoral seja curta para não  desperdiçar dinheiro.Os contribuintes não aceitariam isso" - esclareceu o deputado da Opus Dei CDS.
O melhor era acabar com eleições, não lhe parece, senhor deputado? Esteja descansado, porque para si vão mesmo acabar no próximo acto eleitoral. O seu partido voltará a ser o partido do táxi e creio que quando o senhor lá quiser entrar, a lotação já estará esgotada.

Quadras de Santo António

Ó Santo António, meu velho,
Sei que gostas de animais
Pede lá ao coelho
Que não nos roube mais

Anda daí bailar
Nesta noite de folia
Ma não queiras p'ra teu par
O marido da Maria

És um santo popular
Tens fama de casamenteiro
Serás capaz de casar
O Portas trampolineiro?

Já não posso mais rimar
Estou muito mal disposto
Avistei ali o Gaspar
Vem aí mais um imposto...


O triste espectáculo de Tugalândia

Pedro Passos Coelho foi à Feira de  Santarém. Pisou uma poia, tagarelou  para as televisões com umas loiras contratadas que lamentaram a sua magreza, confirmou que é caloteiro e se está nas tintas para as decisões do TC e depois, sem se rir e  com uma lata indescritível, saiu-se com isto
Horas antes, Cavaco fazia de indignado e deixou o PE a rir baixinho
Ainda lá por fora, perante o encerramento da televisão grega, o cherne remeteu-se ao silêncio e foi enxovalhado por uma ex-ministra de Sarkozy.
Na AR o ministro Álvaro vestia o fato de oposicionista ao governo e  ria à gargalhada, enquanto  um deputado achincalhava Gaspar, naquele que terá sido um dos mais violentos ataques feitos a um ministro na AR. 
A imagem da Tugalândia, por estes dias, anda pelas rua da amargura.