terça-feira, 4 de junho de 2013

Cruz, mi nombre es Penelope Cruz!




Deixei de ver os filmes de James Bond, quando Sean Connery deixou de ser o protagonista. Ainda vi um ou dois com Roger Moore, mas aquilo já não era a mesma coisa.  Muitos anos depois, eis-me de novo entusiasmado com um filme do agente “007”. Motivo?  Acabar de saber que a Bondgirl do próximo filme será Penélope Cruz. Querem outro? Ora deixem lá ver…. Ah já sei! O próximo filme de James Bond será realizado por Sam Mendes 

Memórias de Tian An Men



1989 foi um ano de grandes mudanças no mundo. Um dos  momentos  mais importantes ocorreu no dia 4 de Junho , em Pequim. Não só pelo seu significado, mas também pelas consequências que, entre outras, resultaram no aceleramento da queda do muro de Berlim.
 Fui um dos muitos que teve  a oportunidade de assistir, em directo, ao esmagamento de um tímido movimento democrático chinês.  Naquela manhã de sábado, um tufão reteve-me em casa e, em vez de ir trabalhar, fiquei a ver a CNN, até ao momento em que a emissão foi cortada.
Nesse dia,  os ocidentais melhoravam os seus conhecimentos de geografia e ficavam a conhecer uma nova Praça: chama-se Tian an Men, fica em Pequim, serve de porta de entrada para a Cidade Proibida e  para ali convergiu a atenção do mundo inteiro. A  imagem de um tanque a avançar em direcção a um jovem, perdura ainda hoje na memória de muitos.
Convém, no entanto, não esquecer a reacção dos países ocidentais nos dias seguintes...
Ameaça de boicotes, críticas, corte de relações diplomáticas e uma parafernália de idiotices são recebidas pelo governo de Pequim  com um encolher de ombros.  Na China, já todos  tinham percebido, por essa altura,  que a Europa não estava disposta a abdicar de um mercado de 1,3mil milhões de consumidores, nem da mão de obra barata, por causa dessa “minudência” dos direitos humanos. A única coisa que interessa aos europeus é o mercado e o resto são tretas. Os chineses sabiam muito bem disso e riam-se baixinho das críticas que o ocidente dirigia ao seu regime. 
Pouco mais de duas décadas passadas, o modelo laboral europeu aproxima-se do modelo chinês e já ninguém parece incomodar-se com isso. 
Muitos europeus continuam a olhar para a China como o país das Lojas de 300,dos restaurantes chineses, ou das “very tipical China towns” espalhadas pelo mundo mas, queiram  ou não admiti-lo, a China é um país com um futuro pujante por duas razões muito simples: pela força do seu povo e porque perdeu o respeito ao Ocidente. 

Não há palhaços como os nossos!


Como já aqui vaticinara, o “fenómeno” Beppe Grillo esfumou-se em pouco tempo. Os resultados  obtidos nas  eleições autárquicas  de Maio, pelo Movimento 5 Estrelas,  confirmam que o comediante italiano  não conseguiu convencer  sequer metade dos que nele votaram  nas legislativas de Fevereiro.
Três meses foram suficientes para os italianos perceberem  que Grillo não tem uma única ideia e criou  o Movimento 5Estrelas apenas para proveito próprio.
A debandada tem sido geral. Muitos dos  apoiantes de  Grillo  acusam-no de ser ditador e vários deputados e senadores eleitos  pelo M5E ameaçam abandonar o partido.
Em Itália, como noutros países, os palhaços  aguentam-se  pouco tempo na política. Por cá, são como as pilhas Duracell.  Duram, e duram, e duram…
Era altura de alguns políticos  aprenderem com  as lições que vêm de Itália e de os portugueses perceberem que isto não vai lá com palhaçadas

Sondagens: há males que podem vir por bem...

As sondagens das autárquicas, publicadas ontem, confirmam aquilo que eu adiantara aqui há uns meses. A falta de critério na escolha de alguns candidatos, pode levar o PS a perder bastiões tradicionais como Matosinhos e Braga, para além de um resultado humilhante no Porto e outras surpresas   Não me admirarei se, no rescaldo da noite eleitoral, vir  Seguro muito embatocado, sem poder reclamar vitória. Por um lado não seria mau, pois talvez houvesse uma chicotada psicológica no PS e nos fosse devolvida a  esperança numa alternativa credível a este governo.