terça-feira, 21 de maio de 2013

Portas merece um par de estalos


Não sou contemporâneo de “o Independente”, o jornal dirigido por Paulo Portas nos anos 80 e 90. Por essa altura andava a ganhar a vida por outros continentes e, embora me chegassem notícias frequentes sobre as suas primeiras capas e os artigos de Paulo Portas, nunca fui seu leitor atento, porque nessa época a Internet  ainda era uma miragem.

É certo que, mesmo à distância, fui de quando em vez acompanhando algumas primeiras páginas, especialmente a estória do fax de Macau, mas nunca tive oportunidade de prestar grande atenção aos artigos de Paulo Portas.
Li por isso, com redobrado interesse, a compilação que o Expresso fez na edição de sábado da "revista" de algumas das apreciações de Portas aos políticos em artigos carregados de veneno.
Confesso que a determinada altura comecei a ficar enjoado com tanta diatribe, porque não resisti a comparar os dichotes do actual líder do CDS/PP  com a sua  postura actual. Poderia aqui  trazer  muitos exemplos, mas o que ele escreveu sobre Cavaco é suficientemente elucidativo do carácter do líder centrista.
O Portas que hoje convive alegremente com Cavaco e lhe tece rasgados elogios  é o mesmo que, enquanto jornalista e director de “o Independente”,  lhe chamava “ordinário”, “vaidoso” “arrogante” e afiançava que  “merecia um estalo”.
Não vou contrariar o que Portas então escreveu mas, ao comparar o seu argumentário anti-políticos, com a sua postura actual, parece-me que Portas não merecia um estalo, mas sim um grande par de estalos e um pontapé no traseiro.
O comportamento do ministro de estado e dos negócios estrangeiros, neste governo de coligação, onde apenas se mantém para salvar a pele, é próprio de alguém que desconhece as palavras dignidade e vergonha. Se não sai pelo seu próprio pé, então que saia com um pontapé no traseiro.
Bem, mas ainda melhor do que a recolha feita pelo "Expresso" são estes dois videos que recomendo vivamente.Sigam o link e vejam até onde chega a falta de vergonha deste tipo!


E os tremoços? Esqueceram-se dos tremoços, pá?

Fantástico! O Conselho de Estado esteve reunido durante sete horas e o comunicado final não tem uma palavra sobre a situação catastrófica do país. 
À saída  ninguém falou. Apenas Jorge Sampaio disse que a reunião foi interessante e falou da Síria.
Terão estado todos a falar do tempo, da aparição de Nossa Senhora , ou do último fds desportivo em volta de umas bejecas? E os tremoços? Havia tremoços, pá?