sexta-feira, 10 de maio de 2013

O boato do salário zero!

Um português aqui chegado hoje ( quinta-feira, dia em que escrevo este post )  disse-me que o governo pretende pagar salário zero aos funcionários públicos que se recusem a rescindir amigavelmente e sejam colocados no regime de Mobilidade Especial.
Desatei à gargalhada e disse-lhe ( em tom de brincadeira) que se lançasse esse boato em Portugal ainda se arriscava a ser preso.
O homem ( ainda jovem) olhou-me com ar feroz e garantiu que estava a falar a verdade, tinha lido a notícia no jornal e não sei que mais.
Esta gente não sabe ler e depois  culpa os jornais de darem notícias falsas...
É óbvio que ninguém com um mínimo de bom senso acredita numa patranha destas, mas a convicção com que ele afirmava esta estupidez deixou-me impressionado. É assim que nascem os boatos e este tipo deve ser profissional na matéria...
Claro que se alguma vez o governo ousasse tomar uma medida desse calibre, até aquele senhor de fato azul que garante ser PR e só fala em hotéis era capaz de dizer que demitia o governo. ( Agora sou eu a sonhar que em Portugal temos um PR, mas o homem do fato azul é tão convincente a desempenhar o seu papel, que às vezes até eu acredito na patranha!) 
Bem, se pensam vir a Cabo Verde, tomem cuidado com os boateiros que por aqui aparecem e livrem-se deles rapidamente. É que, pelo menos este, é muito convincente e quando lhe disse que nem um governo de mafiosos seria capaz de tomar medida de tal calibre, porque caía no dia seguinte, respondeu-me:
- Olhe, se não acredita, o problema é seu! Quando chegar a Portugal confirme e, se eu estiver a mentir, pago-lhe um jantar num restaurante à sua escolha.
Depois, com toda a lata do mundo, deu-me um cartão para eu o contactar a partir do dia 20 de Maio, quando ele regressar a Portugal.
Claro que irei telefonar, mas tenho a certeza que o nº de telemóvel é falso. Esta gente é perigosa. Inventam cada boato que não lembra ao careca!

Um estranho conceito de igualdade e justiça!

O fdp* PPC, acolitado pelo seu caniche rezingão, continua apostado em igualar os sistemas retributivos da função pública com os do sector privado.
Qualquer pessoa honesta desmonta facilmente essa falácia dos privilégios dos funcionários públicos, mas  a esat distância, limito-me a fazer duas perguntas:
1)Se o objectivo é a igualdade, por que razão os funcionários públicos não têm direito a subsídio de desemprego?
2) Onde está a justiça de alterar as regras da reforma de um funcionário público já retirado, ou com mais de 35 anos de trabalho que provavelmente ( pelo menos em alguns casos) terá optado por permanecer na função pública, em vez de ir para o privado, precisamente a pensar nas vantagens da reforma? É a isto que se chama equidade?

Já agora... Se um patrão despedir trabalhadores desrespeitando as regras do contrato assinado entre ambas as partes poderá ser julgado em tribunal,  mas se um funcionário público for despedido, roubado na sua reforma e  espoliado dos seus direitos, recorre a quem? Ao cabrão do Schauebel ou ao seu representante em Portugal, Vítor Gaspar?
Presumo que o paspalho de Belém e o papa missas democrata cristão permaneçam calados...

* Já expliquei aos leitores o significado da sigla fdp, por isso, não façam interpretações insultuosas que visem a mãezinha do primeiro minsitro, porque ela não tem culpa de ter parido um canalha.