quinta-feira, 9 de maio de 2013

Também fui aos mercados



Parece que vai por aí uma algazarra, porque o Gaspar conseguiu ir aos mercados a pagar quase 6% de juros. Qual é o feito?
Eu também fui ao mercado e ainda trouxe umas papaias à borla!!

O governo não presta,mas está bem acompanhado!

Ontem à noite liguei a televisão para ver umas notícias sobre Portugal. Grande azar! Apanhei logo nas trombas com umas declarações de  Jean Claude Juncker que chama Totó ao "maravilhoso" povo do Gaspar que, em sua opinião, aguenta sem pestanejar o que nenhum povo do Norte da Europa  suportaria.
De imediato fiz um trato com a Petra: vamos partilhar uma hora de Internet, porque eu tenho de desabafar... ( ela paga 12 € por uma hora e eu uso 45 minutos, o que me parece justo quando se negoceia com alemães, mesmo sendo nossos amigos há décadas...) 
Os tugas não são totós, sr Juncker! São cobardes e mansos. A única coisa que sabem fazer é obedecer e resmungar. E é porque o nosso governo sabe isso muito bem, que os trata abaixo de cão, zomba dos seus direitos e os condena à fome e à miséria por decreto. Eles não reagem e não adianta, como sugere o amigo Rogério, cantar-lhes o Acordai. Há um gene qualquer no tuga que o tornou acéfalo, obediente e servil. Foi por isso que tivemos 40 anos de ditadura. O tuga não mexe uma palha... fica à espera que tratem das coisas por ele e depois sai para a rua a cantar vitória! 
Bem podem pedir ao tuga que não se resigne, que ele não o ouve. Sair à rua uma vez por outra, para desfilar de monco caído e gritar umas palavras de ordem, ainda vá que não vá, agora pedir-lhe que se organize, se revolte e lute para derrubar o governo, nem que para isso seja preciso parar o país durante duas semanas, está quieto! O povo tuga só é violento quando se trata de futebol.
O governo não presta, mas vive no conforto de governar um povo acomodado, sempre com Fé de que uma  ida a Fátima lhe resolva os problemas...
De qualquer modo, senhor Juncker, quero recordar-lhe uma coisa: o tuga não é diferente dos outros povos do sul da Europa. E isso explica que Portugal Espanha ou Grécia tenham vivido décadas de ditadura durante o século XX, enquanto no Norte da Europa a democracia vicejava.