quinta-feira, 25 de abril de 2013

Um escarro na AR


Eu podia esperar tudo do discurso de Cavaco esta manhã na AR. Não esperava é que o PR cuspisse na mão que lhe deu de comer. Se não vivessemos em democracia, o sr. Aníbal nunca ocuparia o Palácio de Belém, nem desempenharia, cumulativamente, os cargos de PR e de PM.
O discurso de hoje foi um insulto aos portugueses, um vómito em cima da democracia.
Quem discursou hoje na AR não foi um homem que exerce as funções de PR. Foi um escarro com pernas.
O lugar dos escarros é na sanita. É para lá que devemos mandar o escarro que hoje ganhou voz e  discursou na AR.

Celebrar Abril?


Este ano desci a Avenida a contragosto.  Fui arrastado. Não queria ir, porque não há nada para festejar. Com menos vontade fiquei depois de ouvir uma poia a discursar na AR em nome da Nação. 
Abril trouxe  a democracia. Mais direitos, menos pobreza, mais liberdade, menos desigualdade. Era suposto que os filhos de Abril fossem os mais beneficiados. Foram… mas  assim que chegaram ao poder, o que fizeram? Destruíram tudo o que Abril lhes deu. Eliminaram direitos, aumentaram desigualdades, cortaram a esperança num futuro melhor. São uns ingratos estes filhos de Abril.
Eu sei que quem governa neste momento é a escória dos filhos de Abril, mas foram os eleitores  e uma esquerda irresponsável que os puseram lá.Enganaram-se? Então o mínimo que tinham a fazer era corrigir o erro.Falta-lhes, porém, coragem e dignidade para se redimirem.
Assim sendo, não há nada para celebrar... É hora de lutar pela reconquista dos direitos que este governo, com a colaboração de uma poia com pernas, nos roubou!

Reflexões de Abril


Preocupa-me viver numa sociedade que tende a desculpabilizar os criminosos e a perseguir e penalizar os que violam simples regulamentos sociais.
Preocupa-me constatar que a justiça tende a ser complacente com um criminoso, porque acredita na sua regeneração, mas não mostra a mesma compreensão com um fumador, um obeso, um homossexual, um defensor da eutanásia ou o médico que ajude um paciente a praticá-la.
Uma sociedade destas só pode estar assente nos valores da hipocrisia e do materialismo. Está-se marimbando para a segurança dos seus cidadãos, mas é intolerante quando se trata de aplicar uma multa.
Uma sociedade que olha para as questões de segurança com um ligeiro encolher de ombros, mas se torna implacável para quem possa pôr em risco os valores morais em que se sustenta, só pode ser uma sociedade apodrecida.
Não quero viver numa sociedade onde os governantes se comportam como guardiões do “templo dos bons costumes” e compactuam com os salteadores que violam, matam e roubam os que sustentam o templo.
Não quero viver num  paísonde o governo rouba quem trabalha, para dar aos poderosos.
Não quero viver num país onde o Presidente da República desrespeita a Constituição e não ouve a voz do povo.
É por tudo isto que amanhã  vou cruzar o Atlântico e arejar por uns dias. Talvez regresse a respirar melhor...

O discurso do Corta-fitas

Parece que anda por aí muita gente ansiosa por ouvir o discurso do Corta-Fitas de Belém, hoje na AR.
Pessoalmente não tenho quaisquer expectativas. Ou sai coisa balofa ou atira ao lado.  O homem é expert em fazer discursos fora do contexto e é bem capaz de se pôr a falar sobre estufas. Ou então, pior ainda, recuperar o que disse no 5 de Outubro de 2011 e que vale a pena aqui recordar:

“A crise que atravessamos é uma oportunidade para que os Portugueses abandonem hábitos instalados de despesa supérflua, para que redescubram o valor republicano da austeridade digna, para que cultivem estilos de vida baseados na poupança e na contenção de gastos desmesurados, para que regressem ao consumo de produtos nacionais, para que revisitem o seu país e aí encontrem paisagens esquecidas e um património histórico que só sendo conhecido pode ser acarinhado e preservado.”