terça-feira, 16 de abril de 2013

Amanhã vamos ter boas notícias!


A coisa está mesmo preta mas... ( actualizado)

O tom da carta enviada hoje por Passos Coelho a Seguro, mostra que o governo está mesmo à rasca e precisa do apoio do PS para convencer a troika.
Apesar de o "convite" surgir, inacreditavelmente,  na véspera do Conselho de Ministros em que Gaspar e Coelho prometem vingar-se nos indefesos funcionários públicos, reformados e pensionistas, invocando o chumbo do TC, espero que Seguro compareça ao encontro e diga a Pedro Passos Coelho ( e também à troika, com quem se reunirá amanhã) aquilo que vem  defendendo publicamente.
Uma recusa seria mal compreendida pelos portugueses. Ir a jogo é a oportunidade de Seguro defender as  reivindicações do PS e  sair por cima. Terá para isso de falar grosso- coisa que não tem sabido fazer até agora- e tudo fazer para que as suas propostas sejam aceites. Se não forem, terá cumprido a sua obrigação e pode bater com a porta, alegando que PPC só queria dialogar com o PS para ter um alibi. Saí na mesma por cima.
Não estou muito confiante na tenacidade de Seguro, mas espero que esteja consciente que esta é uma oportunidade de oiro para ganhar credibilidade.
Já todos sabíamos que a coisa está preta. Não falta muito tempo para ficarmos a saber  de que cor são os tomates do Seguro! No caso de cedrr a algumas exigências do governo, serão da cor do ketchup!

A mulher ama o Sócrates? Só pode!



Apesar da sua visão um pouco deturpada, tenho algum apreço pela historiadora Fátima Bonifácio. Isso não me impede de considerar a mulher asquerosa e desprezível. A sua vaidade extrema sempre me irritou, a sua sobranceria académica levou-me a desprezá-la. 
Ontem, a TVI 24 deu-lhe tempo de antena no programa "Olhos nos Olhos" e a mulher passou mais de metade do tempo a tecer considerações contra Sócrates. A forma acintosa como sempre se referiu a despropósito a Sócrates, só tem uma interpretação: a mulher ama Sócrates e sentiu-se rejeitada. Só isso justifica que sempre que Judite Sousa ou Medina Carreira lhe colocavam uma questão, ela começasse a responder com uma crítica a Sócrates. Isso trata-se no psiquiatra,  minha senhora! Digo-lhe eu, com os meus parcos conhecimentos de psicologia e a independência de quem nunca foi à bola com a personagem. De qualquer modo, o homem é uma figura e a mulher não passa de uma figurinha.

Que se lixe a troika, vai ao Ritz hoje!

Monopoly Games (5): a troika no feminino


Três mulheres influentes na América do Sul


Como ontem referi, o resultado das eleições na Venezuela são preocupantes e podem  gerar alguma convulsão na Venezuela. A escassa vitória de Maduro, já contestada pela direita, relança a questão sobre  o líder que virá a ser a referência  emblemática da América Latina, depois da morte de Chavez.
Sem carisma e sem capacidade para protagonizar  a continuidade do chavismo, Maduro é um líder a prazo e a Venezuela , seja com ele ou com Capriles, deixará de ter um líder capaz de congregar à sua volta um projecto político-económico para a América Latina, que passa pela libertação dos Estados Unidos. 
Mesmo consciente que  Chavez se tornou num mito e os mitos são insubstituíveis, logo após a morte do presidente venezuelano arrisquei a possibilidade de Dilma Rousseff ser a sua  sucessora natural,  no desempenho desse papel.
 Dilma não é propriamente uma bolivariana, mas não provocará na América Latina uma cisão do movimento bolivariano, enfraquecido com a perda do seu líder natural. Com contradições insanáveis  susceptíveis de provocar fracturas no seu seio, um líder bolivariano sem o carisma de Chavez  não seria capaz de manter a unidade garantida à volta do carismático lider venezuelano. 
Parece-me  claro que  o líder latino americano capaz de congregar toda a região num projecto político e económico comum, não sairá de entre os lideres bolivarianos.  Evo Morales, apesar das referências bolivarianas ( mas também por causa delas) tem os mesmos problemas de Maduro: falta de consistência política e de carisma.
Pelo seu carisma, Mujica seria um excelente candidato, caso o Uruguai não fosse um país demasiado pequeno e um microfone aberto  não tivesse  deixado passar  para o exterior palavras pouco elogiosas e até ofensivas dirigidas a Cristina Kirchner.
Cristina Kirchner  é, agora, uma carta fora do baralho. Ao contrário do que terá pensado, a sua guerra com Inglaterra, a propósito das Malvinas/Falkland não lhe rendeu  popularidade interna, nem externa, apesar das manifestações de apoio à sua causa, por parte da grande maioria dos lideres sul americanos. Tem, como carta de apresentação, a sua oposição firme às políticas do FMI, mas a subida vertiginosa da inflação e o abrandamento acentuado do crescimento da Argentina- a par de uma crescente contestação interna- retiraram-lhe trunfos. Como se tudo isto não bastasse, a escolha de um Papa argentino, veio retirar-lhe ainda mais hipóteses. Numa zona do globo onde a religião tem grande impacto nas populações e a Igreja Católica é vista como grande aliada das ditaduras de direita, ninguém vai colocar todos os ovos no mesmo saco…
Entretanto, nos últimos dias, uma outra mulher surgiu como possível candidata a ocupar o lugar deixado vago por Chavez. Michelle Bachelet, a ex-presidente chilena, anunciou a intenção de se candidatar às eleições de Novembro. Socialista moderada, é uma mulher com carisma e recolhe muitas simpatias entre os seus vizinhos sul americanos. Além do mais é bem vista na Europa, não tendo criado na UE os anti-corpos de Dilma e Cristina Kirchner. 
Pode parecer aos menos atentos que o problema da sucessão de Chavez é um problema menor . Não é. A América Latina é uma região do globo em franco desenvolvimento, assente em governos de esquerda que prosseguem uma política totalmente oposta à que vem sendo adoptada pela União Europeia. É, por outro lado, uma zona com muitos recursos naturais essenciais para a nova economia, que vão muito além do petróleo. A China tem feito grandes investimentos na região, garantindo a exploração de alguns desses recursos, aproveitando a passividade e alheamento da Europa.
Salvo algum acontecimento inesperado, o futuro passará pela América Latina e o modelo de solidariedade entre povos um exemplo que não deixará de ser analisado pelos europeus. A crise  já não afecta apenas “ os pobres países do sul” . Chegou à Europa dos ricos, onde se começa a sentir o efeito  “boomerang” de uma política virulenta e egocêntrica que desprezou e abandonou à sua sorte os países em dificuldades. 
Não tardará muito até que os jovens europeus, dizimados pelo desemprego, pela estagnação da economia europeia e pela destruição do estado social, comecem a olhar  o modelo sul-americano noutra perspectiva e se interroguem se não valerá a pena experimentar outro modelo político e económico na Europa.
Uma líder moderada  como Michelle Bachelet  pode ser inspiradora. Uma região do globo onde as mulheres estão em franca ascensão, liderando os três países mais desenvolvidos, pode ser sedutora. Uma mulher capaz de federar os interesses dessa região, assente em valores como a solidariedade  entre os países  e  o primado do homem sobre a economia, pode despertar um espírito renovador.