sexta-feira, 12 de abril de 2013

Recados

Cavaco mandou hoje um recado ao governo: e preciso pensar no futuro,porque falar de esperança não  chega. Pena que não aja em conformidade...
Ao aceitar integrar o governo,depois de ter defendido um governo de iniciativa presidencial, talvez Poiares Maduro também esteja a enviar um recado ao governo, mas esse, confesso,não percebi.
Apenas percebi que Relvas vale por dois e que o Álvaro ficou fragilizado coma perda da pasta do desenvolvimento regional e as verbas do QREN. Esse foi o recado que o ministro da economia não percebeu...

A esperança está na Medicina


Já percebemos que PPC nunca abandonará o governo de livre vontade. Face à cumplicidade de um PR que aceita com complacência um governo que não tem legitimidade em governar e recusa  compreender que as instituições não funcionam,  só resta uma esperança de nos vermos livres de Coelho.
Sim, eu sei que muitos clamam por um Buíça, mas já não há portugueses como dantes, por isso o melhor é tirarmos daí a ideia e esperar que a medicina resolva o problema.
Desesperado, incapaz, de sair do imbróglio em que se meteu, talvez um dia destes  PPC  acorde e compreenda que o  mundo esquizofrénico onde vive diverge da realidade. Nessa circunstância, pode ser que se suicide.  Paz à sua alma!

Europa dá mais sete anos a Portugal mas..

o que quer isso dizer, se o governo continuar a insistir nos cortes cegos e na austeridade idiota?
Olhem, lembrei-me do Camões...

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais servira, se não fora
Pera tão longo amor tão curta a vida!
( Luís de Camões)

Chico espertismo


Há dias estava a fazer uma entrevista num restaurante. Peço a factura mas, como não tenho à mão o NIF da empresa, peço que me seja passada como consumidor final.
Alguns minutos depois, o empregado vem com uma factura, cujo valor é quase o triplo do preço da refeição. Constato que se trata de uma factura de outra mesa, cujos clientes dispensaram.
Recuso-a e peço “a minha” factura. O empregado olha para mim incrédulo e, a contra gosto,  traz-me finalmente a factura correspondente ao que realmente consumi.
O meu entrevistado é espanhol e pergunta-me o que se passou. Faço-lhe o relato e ele responde-me com um ar conformado. Em Espanha fazem o mesmo.
Pois, por isso é que vocês são “nuestros hermanos”.