terça-feira, 9 de abril de 2013

Um criminoso em Copacabana


Há dias em que me arrependo de ler os jornais de uma ponta à outra. Hoje foi um desses dias.
Na página 55 do DN, Francisco Mangas lembra que faz hoje 15 anos que um criminoso e pedófilo, condenado a 13 anos de prisão, aproveitou uma licença precária para se evadir do estabelecimento prisional de Vale de Judeus  e refugiar-se em Copacabana, onde se desdobrou em entrevistas às televisões.
Acusado, julgado e condenado, por ter matado um jovem de 15 anos de quem terá abusado( ou tentado abusar?) sexualmente,  a fuga do padre Frederico levantou  suspeitas de conluios entre Igreja e poder político e discussões acesas, com intervenientes que agora prefiro não recordar.
Lembro-me que na altura da hilariante - para não dizer degradante - “fuga” do Padre Frederico para o Brasil foram várias as vozes que se levantaram contra a justiça portuguesa, acusando-a de estar a querer enxovalhar a Igreja Católica.
Alguns órgãos de comunicação social alimentaram esta tese, favorável às pretensões do clero. Da Igreja Católica, não me recordo de ter ouvido qualquer condenação. Neste momento, com a descoberta dos inúmeros casos de pedofilia em todo o mundo- a que não falta um proxeneta que, no Vaticano, arranjava miúdos com que alimentava os vícios privados de alguns- consta que em Portugal haverá  membros do clero sob suspeita.Não me surpreenderei se o número vier a aumentar substancialmente.  Surpreender-me-ei, outrossim, se o aclamado Papa Francisco mantiver o silêncio sobre este caso.
Depois vem-me à memória  o badalado encontro entre Relvas e Dias Loureiro no Copacabana Palace e tenho uma súbita vontade de vomitar.

O filme do dia


Gaspar, o cientista


Um dia, um cientista  prontificou-se a comprovar, perante uma plateia de sábios, que as rãs tinham os ouvidos nas patas.
Perante a expectativa da audiência, mandou vir a rã, colocou-a em cima de uma mesa e gritou: Salta!
A rã saltou. 
Passou o cientista à segunda fase da sua demonstração. Cortou uma pata à rã e repetiu a ordem.
Embora com mais dificuldade, a rã saltou.
O cientista amputou então outra pata à rã, voltou a repetir a ordem e a rã voltou a saltar, mas ainda com mais dificuldade.
Seguiu-se o corte da terceira pata, a cena repetiu-se.
Após a amputação da quarta pata, o cientista ordenou à rã que saltasse, mas ela permaneceu imóvel.  Estava confirmada, na prática, a teoria do cientista e a plateia aplaudiu a descoberta: sem patas, as rãs ficam surdas!
Vítor Gaspar, apostado em cumprir o projecto de Schaueble de destruição do Estado e entregar as suas funções a empresas alemãs, pretende   provar que a função pública também é constituída por inúteis e calaceiros, que vivem à custa do OE.  Para demonstrar a sua teoria vai-lhe cortando os recursos. 
Com esta medida irá provar a sua teoria: os funcionários públicos são uma insuportável e desnecessária despesa para o país.
A turba de néscios aplaudirá.
Fica por saber como reagirão quando os que agora aplaudem, chegarem aos hospitais e não tiverem médicos para os atenderem; quando reclamarem a presença da polícia e lhes responderem que já só há polícias para fazer segurança aos membros do governo; quando chamarem um bombeiro para apagar um incêndio e forem confrontados com a inexistência de bombeiros, ou quando ligarem para o INEM, a pedir uma ambulância para socorrer um familiar em estado grave, lhes disserem que as ambulâncias não poderão socorrê-lo, porque não há dinheiro para atestar os depósitos.
Nessa altura, talvez percebam que o número de Gaspar nada tem de científico. É puro ilusionismo! As medidas adoptadas para destruir o estado social e paralisar o país estavam há muito decididas. O TC apenas serviu de alibi para justificar a política selvática de um grupo de energúmenos que dirige o circo, perante os aplausos da plateia embasbacada.
Continuem a acreditar que esta gente está a querer salvar o país, que não há dinheiro, que os funcionários públicos são um despesismo insuportável, blá, blá, blá, mas depois não se queixem, nem digam que não tinham sido avisados.
Querem só mais uma prova do embuste? Então leiam aqui

O erro de Sócrates


O ex-primeiro ministro admitiu, na entrevista à RTP, que o seu grande erro foi ter constituído governo sozinho.  Creio, porém, que já terá admitido um outro de grande relevância.
Se tivesse apoiado Manuel Alegre nas presidenciais, talvez  Cavaco não fosse hoje  um okupa do palácio de Belém e a história deste país se estivesse a escrever de uma forma  que não nos envergonhasse!

Oremus!

Nas exéquias de Thatcher, os liberais começarão assim as suas orações

Em nome da Mãe


                                                                          Da Filha


                                                            E dos Espíritos da Santa


No final das exéquias será distribuída esta pajela:
Esta foto/pajela foi roubada aqui