quarta-feira, 13 de março de 2013

Para grandes males...


Como já não tenho dinheiro para pagar ao jardineiro, despedi-o e fui comprar um corta-relvas. Poupo, liberto a adrenalina e ainda posso ter a sorte de cortar a relva no local certo.

Desculpem lá a pergunta...

Eu não quero ofender ninguém, e muito menos ser chato, mas se é o Espírito Santo que escolhe o Papa, porque é que nunca se decide à primeira? Gosta de suspense, é?

Valha-nos a Madeira!

Se é verdade que a Madeira sorveu muitos recursos do Continente, agora  está a fazer um esforço para nos compensar, contribuindo para  que fiquemos um pouco mais alegres e optimistas. Basta sintonizar a RTP Madeira e ver uma sessão da Assembleia Regional.
Ontem, com a presença dos  comediantes Jardim e Coelho, assistiu-se no plenário a uma rábula digna dos "Gato Fedorento".
Para quem não viu,  resumo em duas linhas.
O deputado Coelho ofereceu a Alberto João uma indumentária de presidiário, sugerindo que o lider madeirense devia estar na prisão e este retribuiu, entregando ao deputado uma fotografia emoldurada de um burro que, afiançou AJJ, é o retrato do deputado madeirense. Riram-se muito os dois, as câmaras fixaram o momento e depois a oposição abandonou o hemiciclo para não votar a moção de confiança apresentada pelo PSD.
Se andavam tristes por não termos por cá os palhaços Grillo e Berlusconni, animem-se. Eles andam por aí.   

Seguro e os jogos de sombras

Lia-se no Expresso on line ontem: " PS pisca o olho à esquerda nas autárquicas".
Há várias coisas que não percebo.
Em primeiro lugar, um tipo que  pisca o olho a uma miúda e depois lhe escreve uma carta a pedir-lhe namoro, não vive no nosso tempo. Mesmo sendo tímido e não tendo coragem de se declarar de forma frontal, nos dias de hoje não escreve uma  carta. Declara-se através do FB, ou envia um SMS!
Em segundo lugar, o pretendente PS faz a proposta sob reserva. Quer namorar com a esquerda, mas só nos dias em que lhe apetecer.  Pelo menos é o que eu subentendo neste excerto:
"... excecionalmente e nalguns concelhos onde o interesse das populações o justifique"
Aliás, este trecho da missiva leva-nos ainda a outra conclusão: o PS pede namoro à esquerda, mas só para provocar uma cena de ciúmes na namorada de que realmente gosta.
Eu bem sei que, mais adiante pode ler-se ".. com particular incidência nos concelhos  governados pela direita, ou onde esta, através do PSD e do CDS/PP se apresenta em coligação", mas isso só confirma que o PS só está interessado na coligação à esquerda, desde que seja para afastar a concorrência de um outro pretendente. Com o qual, aliás, não enjeita coligar-se a nível nacional....
Resumindo: o PS pisca o olho à esquerda, pede-lhe namoro, mas admite desde logo que, depois de juntarem  os trapinhos, pode dar umas facaditas no matrimónio e namorar com a direita.
Não sei se o PS está a atravessar um período naïf, ou é ingénuo, mas a proposta é pouco séria!
Além disso, alguém (à esquerda ou à direita) estaria interessado em coligar-se com o PS em concelhos como Matosinhos ou Cascais, onde os candidatos socialistas afastam até uma boa parte dos eleitores do PS?
É sério desafiar a esquerda para uma coligação autárquica e depois virar-lhe as costas nas legislativas, para se aliar à direita?
Começo a acreditar que  Seguro, além de naïf e ingénuo, tem também um bom coração. Não pretende infligir uma derrota pesada ao PSD nas autárquicas, por isso apresenta candidatos em quem apenas os militantes acéfalos votarão.
O que leva Seguro a ser tão condescendente com o PSD?  Cá para mim, apesar de estar ferido pelo facto de o amigo Pedro Passos de Coelho o ter enxotado assim que chegou ao poder, Seguro não quer inviabilizar a hipótese de uma reconciliação em 2015.
Acontece é que, tal como PPC, Seguro age como se a esquerda e os portugueses em geral, fossem parvos! Uma aliança à esquerda nas autárquicas é mero oportunismo e, do outro lado, um dos partidos com quem Seguro pretende namoriscar também não está nada interessado no  namorico porque, garante, mais vale só do que mal acompanhado. 
A tendência do PCP para o celibato é sobejamente conhecida e não vale a pena tentar convencê-lo. A não ser, claro, que algum pretendente esteja disposto a abdicar da sua identidade e aceite submeter-se às suas regras.
Assim,  estando visto e "ouvisto" (como diria o nosso ministro Relvas),que a esquerda continua a circular em meios de transporte separados, o melhor teria sido mesmo o PS fazer como os judeus ortodoxos e comprar umas palas para não cair em tentação. 







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