quinta-feira, 7 de março de 2013

BPN muda de nome

Vai passar a chamar-se Cavaco & Friends

Estás a perceber como se faz, Pedro?


Ontem, PPC disse na AR que a solução mais sensata para combater o desemprego seria baixar o salário mínimo e não aumentá-lo.
Hoje a Auto Europa anunciou que vai aumentar os salários dos seus trabalhadores duas vezes durante este ano e compensá-los pela conjuntura nacional
Estás a perceber, Pedro? Ou precisas que a  Auto Europa te mande umas orelhas de burro?

Tem lógica...

Segundo o Expresso, o governo vai encerrar as smartshops. Tem lógica! Tudo o que  seja smart não se coaduna lá muito bem com este governo.
No entanto, ao ouvir as sucessivas declarações alucinadas de PPC, fico com sérias dúvidas se ele não será um consumidor compulsivo de cogumelos mágicos...

Who cares?


Li, algures, umas previsões que apontam para a possibilidade de Portugal falir em 2014.
Estou-me nas tintas! Na realidade Portugal já faliu há muito e ninguém parece ter dado por isso.
Começou a falir em termos políticos, quando deixou de ter líderes credíveis, faliu definitivamente quando Durão Barroso, depois de prometer salvar o país se pirou para um cargo dourado em Bruxelas, deixando os nossos destinos entregues a Santana Lopes.
Portugal faliu porque falhou nas políticas sociais, na política de saúde e nas questões laborais, varrendo para debaixo da mesa, com desprezível ironia, as conquistas de Abril.
Portugal faliu quando os portugueses se convenceram que viviam num país rico, porque todos lhes esconderam o reverso da medalha do endividamento excessivo.
Portugal faliu quando os portugueses começaram a desconfiar da viabilidade do país, deixaram de acreditar na justiça e nos governos, começaram a torcer o nariz a uma emergente partidocracia e se alhearam do seu dever de cidadania.
Portugal faliu quando perdeu a memória do seu passado histórico e se convenceu que o futuro estava assegurado com o desenvolvimento das novas tecnologias de pataco, tão efémeras quão volúveis.
Portugal faliu quando a luta pelo poder se transformou num espectáculo escatológico de vaidades, mentiras e jogos subterrâneos onde não faltam as rasteiras maldosas.
Portugal faliu quando decidiu seguir o lema da sociedade de consumo onde vale mais parecê-lo do que sê-lo.
Portugal faliu quando um conjunto de valores inalienáveis em qualquer sociedade foram espezinhados e arrivistas incompetentes, com cartão militante, tomaram conta dos seus destinos, usando os cargos como tráfico de influência e exaltação do poder, ou com a subserviência própria dos fracos e inúteis.
Portugal faliu porque escarneceu da democracia e reduziu os princípios democráticos ao acto eleitoral.
Portugal faliu, porque se deixou arrastar na onda de individualismo da sociedade ocidental do “Eu, Ldª”, onde cada um impõe a sua vontade, a solidariedade é palavra vã e o lema é o “salve-se quem puder”.
Portugal faliu porque os portugueses nunca cuidaram de preservar a democracia conquistada em Abril de 74
Por isso me estou nas tintas se, em 2014, uma qualquer comissão liquidatária vier encerrar o país para balanço e lançar uma OPV, na expectativa de algum país emergente comprar isto para transformar em retiro balnear de ricaços famosos.


Foto do dia (22)

Elliot Erwitt
Museu do Prado (1995)