segunda-feira, 4 de março de 2013

Onde está o cheque?

Uma beneficiária(???) do RSI recebeu um cheque de 8,91€. Justamente indignada, enviou-o a Cavaco ( teve de pedir emprestados 4 € à irmã, para enviar a carta registada com aviso de recepção).
Não sei que terá feito Cavaco ao cheque mas, se o seu amigo Oliveira e Costa ainda estivesse no BPN, certamente que lhe poria o dinheiro a render com elevadíssimos juros.

Tudo mudou, menos o Marcelo!


Só hoje me apeteceu escrever sobre os acontecimentos na Faculdade de Direito.
Nos momentos que se seguiram ao estupor provocado pelas imagens do coelho enforcado, recordei os meus tempos naquela Faculdade, quando a luta era mais desigual e banida das notícias. De qualquer modo, não pude deixar de fazer algumas comparações.
Naquele tempo (entre 1967 e 1970) havia gorilas residentes. Agora,  como qualquer trabalhador que leva a marmita de casa, para poupar no almoço, o primeiro ministro leva os gorilas consigo em carros do estado pagos pelos contribuintes.
No meu tempo, Marcelo Caetano opôs-se à entrada da polícia na Faculdade de Direito, ameaçando demitir-se se isso algum dia acontecesse. Haveria de entrar, quando ele já era Presidente do Conselho... Agora, a polícia está mais instruída e entra em todas as faculdades, sem qualquer oposição dos órgãos académicos...
Naquele tempo, também andava por lá o Marcelo Rebelo de Sousa. Enquanto os estudantes se manifestavam, MRS estava do outro lado. Recordo bem um dia em que a Faculdade estava em greve e Marcelo desfilou entre nós, escoltando Pedro Soares Martinez – o mais incompetente e fascista professor que tive em toda a vida.
Desta vez saiu em defesa de PPC, acusando a JSD de se acobardar por não ter saído da sala à frente de PPC para o proteger. Nem me dou ao trabalho de perguntar a Marcelo se por uma vez lhe passou pela cabeça o que poderia ter acontecido se a JSD seguisse o seu conselho e as consequências catastróficas que um acto desses poderia ter. Marcelo só pensou na protecção do seu líder, nunca nos estudantes e jovens que teria gostado de ver confrontarem-se. Não mudou desde os tempos de estudante!
Nos meus tempos da Faculdade de Direito, quando a luta esteve mais acesa e a Faculdade encerrou,  a RTP exibia as “Conversas em Família” do outro Marcelo-  a isso era obrigada- que o senhor presidente do conselho aproveitava para perorar contra os estudantes. Hoje, são os próprios órgãos de comunicação social que convidam o primeiro ministro  para  “ralhar” aos estudantes ( como aconteceu nas comemorações dos 25 anos da TSF) ou um qualquer ministro para defender a política do governo ( como aconteceu com Santos Pereira no mesmo aniversário ou teria acontecido com Relvas nos 20 anos da TVI se os estudantes do ISCTE não tivessem manifestado a sua indignação).
Perante as imagens dos acontecimentos na Faculdade de Direito, revivi os meus tempos de estudante. Tive saudades, mas logo me ocorreu que uma imagem como a do coelho enforcado nunca poderia  ser do meu tempo.  Nós sabíamos que a melhor solução para matar um coelho é alvejá-lo com um tiro certeiro e depois esfolá-lo, antes de ser comido. Os estudantes hoje em dia são muito incompetentes em matéria de culinária!

Do(s) terramoto(s)

Homossexuais fora do Parlamento, já! Sempre considerei Lech Walesa um reacionário idiota. Nunca pensei é que fosse capaz de o admitir em público. Deviam obrigá-lo a devolver o Nobel da Paz
O terramoto que está para vir segundo Daniel Oliveira. A ler!

Quantos são? Quantos são?

Não sei quantas pessoas estiveram na manif de sábado. Sei que foram muitos, a maioria ( pelo menos em Lisboa) acima dos 50 anos e que ao contrário do que aconteceu no 15 de setembro, as pessoas estavam tristes. Revoltadas (como se viu na monumental vaia a Cavaco no Terreiro do Paço) mas também conformadas. Como já escrevi muitas vezes, as manifs não chegam para derrubar este governo. É preciso o passo seguinte...
Voltando à guerra dos números, recordo o que o Paulo Querido escreveu no FB:
"Couberam no Terreiro do Paço 280 000 católicos para ouvir missa. Segundo as mesmas fontes, já se for para cantar a Grândola só lá cabem 80 000 no máximo"