sexta-feira, 1 de março de 2013

Vou à manif amanhã, porque...


Gaspar diz que somos o melhor povo do mundo
A coragem dos portugueses merece reconhecimento
Porque estou a perder a paciência
Porque este governo merece ser alvo da chacota dos portugueses

Porque, enfim, não quero que a troika se lixe, mas quero que eles me oiçam!

Gaspar diz que Passos Coelho está maluco!(Actualizado)*

Não, não é invenção minha! Ainda há dias PPC  dizia que estava tudo bem e o pior já tinha passado. Hoje, na AR, Gaspar disse que só quem não está no seu são juízo é que diz que está tudo bem
Afinal, ao contrário do que escreve o DN, não foi Vitor Gaspar , mas sim Paulo Portas, quem disse que Passos Coelho estava maluco. Acabei de confirmar na RTP. O que estaria o jornalista do DN a fazer na AR, quando enganou os leitores?

Tic tac, tic tac...


Depois dos resultados das eleições em Itália voltei a ter uma visão que já me aparecera há tempos. 
Vislumbro, ao longe, os contornos da nova Europa. Retirada a maioria dos direitos sociais aos trabalhadores, engordadas as contas bancárias do capital à custa de horários de trabalho de 65 horas semanais, alcançada a autonomia de alguns territórios como o Kosovo ( outros se seguirão a curto prazo)aos governantes europeus que emergiram da geração dourada de 60, resta-lhes aguardar que se cumpra o seu último desígnio: uma democracia com novo rosto. Traduzida para a nomenclatura moderna destes governantes sem passado e sem futuro ,democracia significa: hás-de votar como eu quero, nem que tenhamos que fazer eleições e referendos as vezes que for preciso.
Já acontecera na Irlanda, é provável que aconteça agora em Itália. Quem vota contra o sistema vigente não é bom cidadão europeu.
O modelo inspira-se em Mugabe. Depois de convocar novas eleições, recusando assumir a derrota, teve esta frase lapidar: só comigo morto é que a oposição governará.
Estaremos preparados para a grande chacina dos actuais líderes europeus? Não me parece... mas que não vem aí nada de bom, é óbvio.

Foi assim que nasceu o Freeport



Ainda sou do tempo em que os jornalistas andavam atrás das notícias e os leitores compravam jornais para saber as últimas.  
Nesse tempo, a  televisão  e a rádio não faziam concorrência à imprensa, ser jornalista era um orgulho e os leitores eram fiéis aos títulos.
Hoje em dia há quem diga  que as novas tecnologias,  a Internet e as redes sociais vão matar os jornais. Discordo em absoluto. Os jornais é que estão a suicidar-se  e muitos jornalistas são os principais responsáveis.  
Com efeito, a  par  de muitos bons jornalistas, cresceu uma pouco recomendável fauna de gente sem escrúpulos que aproveitou o  jornalismo para se amancebar com a justiça, o poder económico e o poder político.
No meu tempo também havia desses jornalistas, mas todos sabiam quem eles eram. Hoje em dia, é mais fácil os jornalistas esconderem essas ligações. É por isso que algumas pessoas ainda se surpreendem quando um idiota qualquer chega a assessor do primeiro-ministro e escreve estas cabrestadas.
Foi assim, fruto da invenção de uns crápulas com carteira de jornalista, que surgiram casos como o Freeport e outros menos mediáticos.
O meu conselho é que lhes fixem os nomes para, quando crápulas como ele regressarem aos jornais, não acreditarem numa única linha do que  escrevem. 

Foto do dia (19)