quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Caderneta de cromos (41)


Durão Barroso, o fugitivo que deixou o país em pantanas e foi para Bruxelas servir de caniche à Merkel, teve o topete de afirmar que a culpa da crise é de Portugal.
O aborto político que Maria José Morgado levou para o MRPP por ser um tipo de discurso fluente e empolgar as massas não se enxerga?  Ninguém lhe explica que a sua incapacidade e inação à frente da Comissão Europeia é co-responsável pela situação catastrófica que se vive nos países do sul da Europa?
Ainda não percebeu  que o resultado das eleições italianas foi um cartão vermelho às políticas de austeridade impostas pela Comissão Europeia?
Será que este cromo ainda terá  lata para se candidatar à presidência da república em 2016?

Aviso do Ministério das Finanças


Avisam-se  os potenciais interessados de que o facto de receber uma esmola obriga à emissão de recibo. Não se esqueçam de exigir sempre a factura!!!
           ( Recebido por mail)

Os novos proletários



Organizado por José Nuno Matos e Nuno Domingos, “Novos Proletários – A precariedade entre a “classe média” em Portugal”, é a segunda parte do estudo sobre o processo de degradação e precarização laboral em curso.
 Na primeira parte, o estudo incidiu sobre a construção civil, as indústrias do Vale do Ave e do Vale do Sousa,  grandes superfícies comerciais, call-centers e trabalho doméstico.
A proliferação dos estágios não remunerados, o trabalho temporário e os falsos recibos verdes, bem como a contradição entre o aumento da qualificação escolar dos jovens e a redução dos salários de trabalhadores mais qualificados estão no centro da análise desta segunda parte do estudo onde, à guisa de introdução, os autores sublinham que a educação por si só não resolve os problemas da deficiente organização produtiva- essa sim, responsável pela proletarização do trabalho qualificado...
A precariedade não é apenas uma condição laboral. É resultante da deterioração das relações entre o capital e o trabalho, sendo os jovens as suas principais vítimas, mas não as únicas. “Portugal tem taxas de desemprego dos jovens adultos entre os 25 e os 34 anos abaixo da média na União Europeia no que toca aos níveis de escolaridade mais baixo, mas acima da média no que se refere aos níveis de escolaridade secundário e superior”- sublinham os autores.
A precariedade está na insegurança do vínculo de trabalho dos estagiários e no espírito manso e obediente que ela promove. Está na ausência de proteção social em caso de despedimento.
Numa análise à proletarização do jornalismo e à submissão do jovem jornalista aos interesses das sociedades detentoras dos órgãos de comunicação social, os autores escrevem:
 “Cada vírgula, cada palavra, cada passo pode significar a ausência de trabalho e até o fim da estrada no jornalismo. Não podemos ser responsabilizados criminalmente pelos nossos erros, mas porque podemos ser apagados rapidamente por termos pisado os calos de alguém. E se um precário perde o trabalho em determinado jornal, perde quase sempre a hipótese de trabalho em todos os jornais, revistas, rádios ou televisões do mesmo grupo económico”.
Em resumo: uma análise sobre o mundo laboral dos nossos dias, que é um retrato do modelo de desenvolvimento que estamos a construir.

Já temos o nosso Gril(l)o


Fernando Seara, o político comentador desportivo, quer trazer Paulo Futre para a política e candidatá-lo a presidente da Junta de Freguesia de Campolide. 
Influenciado pelo efeito Beppe Grillo ou, quiçá, ainda resquícios da noite de passagem de ano, Seara quer abandalhar as eleições autárquicas, propondo aos lisboetas a eleição de um presidente de junta que alcançou a ribalta depois do célebre número dos charters de chineses que encheriam Alvalade.
Seara é apenas mais um dos que não resiste à política-espectáculo. Para ele a vida é um showbizz, a que a política serve de cenário.  Quanto aos actores, pouco lhe interessa que sejam bons ou maus, o importante é que atraiam público e digam umas piadas. 
Seara talvez gostasse de ser Grillo mas, conhecida de todos a sua falta de humor, agarra no comediante que tem mais à mão e atira-o ao público como oferenda. Não podendo ser protagonista, quer pelo menos ser agente artístico. É mais ou menos como os agentes no futebol. Não sabem jogar à bola, mas fartam-se de ganhar dinheiro à  custa dos artistas que evoluem nos relvados.
Seara nunca ficará na História de Lisboa e, muito menos, na de Portugal. Daqui a uns anos, talvez alguns portugueses se lembrem dele, como nota de rodapé, por ter sido marido de Judite de Sousa e ter iniciado a política circense.  Mas isso só acontecerá quando Jel  se candidatar às legislativas e Bruno Nogueira  à Presidência da República.

Foto do dia (18)

                                    Estudante de biologia na Universidade do Cairo (1987)