terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O homem da Remax

 Pedro Passos Coelho, o homem da Remax, mandou o agente Álvaro a Londres, para vender imobiliário

Quem tem amigos não morre na cadeia

António Ferreira da Silva é um engenheiro de 65 anos que saltou para as luzes da ribalta, depois de ter assassinado o genro, crime que foi filmado e exibido em noticiários televisivos.
Condenado a 20 anos de prisão, Ferreira da Silva ficou a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Aveiro.
Acontece, porém, que o engenheiro é pai da juíza Ana Joaquina, pelo que teve tratamento privilegiado naquela prisão, com direito a receber visitas diárias, não permitidas aos restantes reclusos.
Por razões ainda não apuradas, o engenheiro foi transferido a semana passada para Coimbra e, mais uma vez, com direito a tratamento VIP. Em vez de ir para a "Ala Geral" como acontece com os outros reclusos, o pai da juíza Joaquina foi directamente para uma cela individual.
Lá diz o povo, na sua imensa sabedoria, que "quem tem amigos não morre na cadeia". Quem tem uma filha juíza também não mas, obviamente, que a senhora juíza nada tem a ver com o tratamento especial dedicado ao homicida Ferreira da Silva...

A derrota dos calvinistas


A Itália foi a votos e instalou-se a confusão. Vai ser difícil formar um governo estável e há já quem fale em novas eleições.
Os italianos votaram contra a austeridade, relegando o tecnocrata Monti para a quarta posição, o que constitui um sério aviso à Europa: aqui mandamos nós! Queremos políticos a governar e não técnicos obedientes aos ditames dos países do Norte, munidos de  folhas de Excel enviadas por Bruxelas.
Os países do Norte da Europa - que impuseram Monti para agradar aos mercados e defender os seus interesses -sofreram um forte revés. Os mercados, como se esperava, reagiram negativamente e o futuro dos italianos é sombrio, mas não mais do que o futuro da própria Europa, se insistir nas suas políticas cegas de austeridade para resolver os problemas dos países em dificuldades.
Seria desejável que Coelho e Gaspar percebessem a mensagem, mas isso seria pedir demasiado a quem olha para Portugal como um laboratório de experiências. 
Da troika do etíope e do careca também pouco há a esperar. São meros contabilistas sem visão global dos problemas do país e, muito menos, da Europa. Logo, daí também nada de positivo se poderá esperar a não ser, eventualmente, um alargamento do prazo que, isoladamente, pouco contribuirá para aliviar os nossos sacrifícios, ou resolver os problemas estruturais que afectam o nosso desenvolvimento.
Voltando às eleições italianas. Os italianos votaram contra a austeridade e contra os calvinistas do Norte da Europa, mas o resultado das eleições, além de ter lançado uma enorme confusão sobre o futuro, revela que os italianos estão de tal maneira fartos de austeridade, que não hesitaram  em apostar num palhaço que entrou em cena vindo do nada. Pior ainda… votaram num velho palhaço que nunca cumpriu uma promessa eleitoral e é um dos principais responsáveis pelo descalabro italiano.
Os italianos devem estar loucos, mas conseguiram pôr os nervos em franja aos calvinistas que quiseram impor as regras do circo. Só nos próximos meses se saberá quem ganha este braço de ferro. Talvez em setembro, depois das eleições alemãs, se comece a vislumbrar quem irá ceder. 

Porque somos o melhor povo do mundo?

Custa-me a perceber o conformismo dos portugueses perante a crise e os sucessivos ataques aos seus direitos e aos seus bolsos. Quando via imagens do Relvas no Clube dos Pensadores, fiquei a pensar por que razão as pessoas que assistiam ficaram indiferentes aos protestos protagonizados por duas dezenas que entoavam "Grândola Vila Morena". Se eu lá estivesse, de certeza que me teria juntado ao coro por isso, interroguei-me se a passividade da plateia se deveria ao facto de serem todos apoiantes de Relvas ( o que é preocupante...) ou se eram pessoas apáticas, conformadas com o seu destino que esperavam ali ouvir um sinal de esperança no discurso de Relvas ( o que, a confirmar-se será grave).
Uma terceira hipótese me foi sugerida ontem, ao ler uma notícia sobre a depressão que afecta 200 mil irlandeses, tendo levado já muitos ao suicídio.
Reza a notícia que o governo está extremamente preocupado com o problema e procura soluções para o minorar. Com esse intuito tem promovido diversas conferências, tentando ouvir a opinião de especialistas. Numa delas, um  psiquiatra (ex-deputado trabalhista) propôs uma medida: adicionar à água da rede de abastecimento público, pequenas doses de sais de lítio, substância utilizada em medicamentos para combater as depressões.
Afirma o psiquiatra que esta prática já é seguida no Texas com resultados positivos, pelo que propõe ao governo irlandês que faça uma experiência-piloto numa cidade irlandesa.
Será que por cá já andamos a beber água com sais de lítio e não sabemos?

Foto do dia (16)

Tem barbas, eu sei, mas eu não sou de modas...