segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Nós queremos é pilim, pá!


A Santa Casa da Misericórdia decidiu renovar a imagem da lotaria e convidou designers para fazerem a evocação da iconografia nacional nas cautelas.
Há dias foram divulgados os seis vencedores, que receberam mil euros de prémio.
É de louvar a iniciativa da Santa Casa, mas haverá por lá quem acredite que os portugueses vão passar a jogar mais na lotaria, só porque as cautelas mudaram de imagem?
Quem aposta nos josgos da Santa Casa quer é pilim e está-se borrifando para a imagem. Até podem pôr lá o Relvas, porque ninguém vai protestar se for contemplado com a taluda!

Um problema de identidade

Nos últimos tempos os portugueses tiveram de  viver com a pressão provocada por dois dramas pungentes:
1- Deve dizer-se  tomar no cu, ou levar no cu?
2- Eles serão filhos da puta ou filhos de puta?

Para outros, entre os quais me incluo, o drama é não saber se:
1- Cavaco é Presidente da República ou presidente do PSD.
2- Este governo serve os portugueses, ou  se serve dos portugueses?
  Isso sim, faz toda a diferença!

Transferência milionária?

Eu pensava que a época de transferências tinha acabado em 31 de janeiro, mas estava enganado. Já com fevereiro a chegar ao fim há uma transferências milionária. O Marcelo da II Liga acaba de ser promovido para um canal generalista

Meneses, o manipulador das palavras


O “Movimento Cidadãos por Gaia” entregou uma petição pública na câmara, pedindo a redução da factura da água para valores semelhantes aos praticados no Porto.
Na esteira da liderança laranja, hábil  a deturpar a realidade manipulando as palavras, Meneses veio defender que a água em Gaia é mais barata do que no Porto. Na verdade, assim é: no Porto 10m3 custam ao consumidor 11,29€, enquanto o consumidor gaiense paga 11,10€.
Só que o cerne da questão não é esse!  O que o “MCpGaia” pede é a redução da factura, não a redução do preço da água…
Fazendo-se desentendido, LFM ignorou na  resposta que são as taxas de RSU ( resíduos sólidos urbanos) e de saneamento a provocar um agravamento da factura da água dos gaienses em relação aos portuenses.  Com efeito, enquanto no Porto a RSU incide apenas sobre 40% do tarifário, em Gaia esse valor é cobrado a 100%. Já no que concerne à taxa de saneamento, LFM justifica que seja mais gravosa do que no Porto, devido à necessidade de “pagar os avultados investimentos feitos nos últimos 15 anos”.
Já aqui elogiei o enorme desenvolvimento de Gaia durante a presidência de LFM e, quem conhece a cidade, não pode ignorar essa verdade. É natural que sejam os gaienses a pagar esses investimentos da autarquia, pois são eles que estão a beneficiar deles. No entanto, o mesmo não se aplica para a taxa sobre os RSU…
Se chamo à colação este episódio, é para alertar uma vez mais os portuenses para o embuste que poderá ser a criação da cidade Porto/Gaia, se LFM for eleito. Será dos seus bolsos que sairá o dinheiro necessário para pagar a astronómica dívida contraída por Meneses em...Gaia!
À guisa de conclusão, parece-me que a forma habilidosa como o edil gaiense contornou esta questão lhe garante, caso não seja eleito presidente da câmara do Porto, um lugar no elenco governativo pós autárquicas. Ele é feito da mesma massa dos actuais dirigentes do PSD : uma boa dose de aldrabice, percentagem q.b. de malabarismo dialéctico e uma mão cheia de má fé. Depois leva-se ao forno, cobre-se com falta de vergonha na cara e sai um soufflé de laranjas podres.