quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Há Chocos com Caralhotas!



Depois de "A BOLA" ter dedicado uma primeira página ao FC do Porto, para informar os benfiquistas que os azuis e brancos estavam afastados da Taça da Liga, hoje deve ter havido muitos chiliques, muito ranger de dentes, muita promessa de vingança na sede daquela agremiação com carteira de jornalista. É que afinal a notícia era falsa e visava, exclusivamente, pressionar o Conselho de Disciplina.
Indiferente às pressões da redacção de "A BOLA" e daquele clube habituado a ganhar na secretaria, o CD julgou o caso e  confirmou a presença dos portistas na prova. Nem de outra forma poderia ser, se tivermos em consideração casos similares ocorridos esta época, que Miguel Sousa Tavares aqui explica  
 Entretanto o clube dos chocos terá marcado uma conferência de imprensa para protestar contra tamanha injustiça.  notícia a  que o jornal das  Caralhotas deu o merecido destaque. Eles gostam muito que os adversários do FC do Porto ganhem na secretaria, quando não o conseguem fazer em campo.
Parece perceber-se agora melhor os contornos daquele assalto à FPF, como salienta MST no seu artigo de opinião. 
Quando se juntam Chocos e Caralhotas tudo é possível.

Vocês estão a precisar de uma ensinadela...

Já por diversas vezes defendi que pedir factura é um dever cívico.Sempre as pedi nos restaurantes e estabelecimentos comerciais, antes da crise, apesar  de saber que muitos consideravam esse meu gesto como "mau feitio".
No entanto, quando o governo começa a fazer ameaças deste jaez e pretende fazer de cada cidadão um polícia, começo a ter vontade de mandar o Moedinhas, o Gaspar e toda a trupe governativa dar uma voltinha ao bilhar grande.
Está na hora destes gajos levarem uma ensinadela para ver se percebem que gozar com a malta pode acabar mal!
Entretanto, aproveito a oportunidade para fazer uma pergunta:
Em Janeiro pedi cerca de 20 facturas. Por que razão só uma consta no meu registo no portal da AT? 
Talvez consiga fazer a pergunta a um  PIDE  fiscal que me aborde à saída de uma loja, para confirmar se eu pedi factura na compra do jornal. Ou de uma bica...

Cartas do Além

Está confirmado: No Céu não há Internet!  O morto que jaz em Belém  e às vezes dá sinais de vida, através do Facebook, desta vez pretendeu comunicar com o representante de Deus na Terra e utilizou a ancestral forma de comunicação: escreveu uma carta. 
Trata-se de uma carta fantasmagórica e, só por isso, não me atrevo a dizer que mete nojo. Também não digo que é uma vergonha, porque os fantasmas não têm cara. Limito-me por isso a chamar a atenção dos leitores para uma omissão grave:
Só lhe faltou dizer que o Oliveira e Costa e o Dias Loureiro mandavam beijinhos e punham o BPN e a SLN ao seu serviço 

Quarta- feira de cinzas


Coincidência ou premonição, foi numa quarta-feira de cinzas ( 9 de Março de 2011) que Cavaco Silva tomou posse para exercer o segundo mandato de Presidente da República.
Nessa quarta-feira escrevi: entramos finalmente na Quaresma da democracia. Talvez não haja festejos na marquise da Rua do Possolo mas, cumprindo as promessas de Cavaco Silva, os juros da dívida começarão a baixar. Poderemos respirar de alívio e organizar uma peregrinação a Boliqueime para agradecer ao inquilino de Belém. Cumprindo a tradição deste dia, Cavaco será ungido pelo celebrante com as cinzas simbólicas do arrependimento?
Quase dois anos depois, o país continua de luto. O Rei Momo jaz morto e arrefece num palácio com vista para o rio. Há quem afirme que às vezes, durante a madrugada, vê o seu fantasma passear nos jardins a contar os lucros das acções do BPN. 
Quando um medium lhe lembra o estado em que ele  e os seus amigos deixaram o país, responde com um sorriso nos lábios e acena com um maço de notas atado a uma tira de papel onde se lê:
"A má moeda expulsa a boa moeda"- o inverso do que escrevera num artigo há muitos, muitos anos...

Foto do dia (8)

                                           Paris é uma festa!

Pobres diabos


Esta terça feira de Carnaval mostrou, uma vez mais, que o governo está completamente alheado da realidade do país. Ao teimar em não dar tolerância de ponto aos funcionários públicos, PPC foi mais uma vez desautorizado.
 As empresas privadas que costumavam fechar, continuaram a fazê-lo.  
As escolas, por força da pausa lectiva, estiveram encerradas.
Centenas de autarquias marimbaram-se para o PM e fecharam as portas.
O director regional de turismo da zona centro, zurziu forte e feio no governo, acusando-o de estar a asfixiar a economia local. 
As empresas públicas não fecharam, mas a maioria deu opção aos seus trabalhadores para folgarem hoje, ou escolherem um outro dia de folga. 
Os transportes públicos cumpriram os horários  de fim de semana. O metropolitano funcionou com o número de carruagens do fim de semana e com os horários desses dias.
Resumindo, apenas parte do funcionalismo público foi trabalhar. Ou melhor… fingir que trabalhava. Em vários organismos públicos ( muitos deles quase às moscas...) as pessoas apareceram mascaradas. Afiançam-me, vários amigos, que se navegou muito pela Net, se conversou bastante e os almoços duraram até às tantas.  Às cinco da tarde não havia praticamente ninguém a trabalhar.
O balanço da teimosia governamental redundou  em gastos desnecessários.  Se tivesse havido tolerância de ponto, poupar-se-ia muito em energia, água, consumíveis, etc e os funcionários não teriam recebido subsídio de refeição. Teria sido uma poupança significativa, mas o governo preferiu insistir na teimosia e mostrar "quem manda", fingindo ignorar que o dia hoje foi muito pouco produtivo e que a despesa não deu para os lucros.
Não seria muito grave, se isto não explicasse a razão de o governo estar constantemente a errar as contas e a enganar os portugueses, com a sua inépcia contabilística de mercearia rasca de bairro. Nem sequer são capazes de perceber que a sua medida autista prejudica economias locais, num período de grandes dificuldades.