quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nova versão do Marquês de Alorna

A acção deste governo assenta numa deturpação da resposta do marquês de Alorna ao rei D. José, depois do terramoto de 1755: "sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos"
Para este grupo de abutres, a máxima é " sepultemos os vivos, agradeçamos aos mortos e martirizemos os que resistem"

Dicionário de Relvês

Não tenho dúvidas: Relvas quer mesmo ficar na História. Como não o consegue, com boas acções políticas,  está a tentar criar o " Novo Dicionário da Língua Portuguesa".
Depois de, numa entrevista à RTP,  ter afirmado ter "ouvisto" qualquer coisa, agora foi à Comissão de Ética da AR garantir que "não há fundo sem poço".
Como reagirá o especialista em "aborto ortográfico"  que tem lá no gabinete, perante tanta asneirola? Irá propor a edição de  um Dicionário de Relvês?

Um cheirinho a Primavera...

No Egipto a violência não pára e aumenta diariamente o número de mortos. Na Líbia cidadãos ocidentais são obrigados a fugir do país. É o esplendor da Primavera Árabe.

Uma crise cedo demais?

 É no mínimo bizarro,ouvir António José Seguro falar de deslealdade!
Não foi ele que passou anos a demarcar-se de Sócrates, chegando ao cúmulo de se calar num debate televisivo em que o seu adversário laranja fazia acusações indignas ao então líder do PS e lhe tecia elogios, dizendo que seria o candidato ideal para substituir Sócrates?  Não foi Seguro  que, com o cadáver do ex-líder ainda quente, anunciou a candidatura à liderança do PS?
Talvez Seguro e os seus apoiantes não considerem isto deslealdade. Que tal chamar então...cobardia?
Seguro dividiu o PS em vez de o unir. Foi um aliado de Coelho e teve a indignidade de ser desleal com os militantes do PS ao demarcar-se deliberadamente do governo Sócrates, numa tentativa de rasgar o passado. Não fosse Pedro Passos Coelho um perfeito idiota e teria tirado dividendos dessa postura de Seguro.
Por muito que custe aos seus apoiantes, Seguro é a imagem cor de rosa do Coelho laranja.As sondagens falam por si e, enquanto Seguro estiver à frente do PS, os portugueses não acreditam que o PS seja alternativa. Seguro tem vindo a aumentar o "volume de som" e esbraceja cada vez com mais veemência, mas isso não chega. Os portugueses descontentes com este governo querem  ouvir alguém que lhes apresente alternativas e não um tipo qualquer a dizer que a política do governo está errada. Isso eles sabem perfeitamente e sentem-no todos os dias no bolso!
Não sou militante do PS, nem a candidatura de António Costa ( em minha opinião um excelente presidente da Câmara de Lisboa) me  empolga. Vem tarde e de calçadeira. Foram as declarações dos apoiantes de Sócrates que precipitaram a crise no PS. Mais uma vez, António Costa  ameaça avançar, mas depois recua. Não me surpreende. Acredito que não esteja interessado em chefiar um governo e prefira candidatar-se à presidência da República. No entanto, para bem do país, é importante que o PS  apresente ao eleitorado alternativas a este governo e propostas concretas.
Alguns dirão que a crise no PS vem na pior altura. Embora concorde com muito do que escreve o Pedro Coimbra neste post, discordo quanto à falta de oportunidade da crise. À medida que vão sendo conhecidos os candidatos do PS às autárquicas, mais duvido que a vitória dos socialistas seja possível. Quantos simpatizantes do PS irão votar em candidatos como Cordeiro (Cascais) ou Parada (Matosinhos)?
As opções autárquicas de Seguro estão a conduzir o PS para um desastre eleitoral em Outubro. Há pouco tempo para inverter a situação e é bom que a situação interna do PS seja clarificada. Mesmo entregando de bandeja ao PSD a vitória nas autárquicas, um novo líder do PS pode recuperar o partido para uma vitória nas legislativas de 2015. Sim, porque até lá, nem a inépcia de Passos Coelho será capaz de derrubar o actual governo.
Perante o recuo de António Costa, abre-se caminho para um candidato surpresa, como já aqui aventei. Seguro não correrá sozinho no próximo Congresso.