segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Alguma coisa me está a escapar...

Alguma coisa me está a escapar na polémica alvoroçada sobre o Rei Mago escurinho a que se referiu Arménio Carlos. Havia ou não havia um Rei Mago escurinho? A "foto" parece desfazer todas as dúvidas... pelo que não percebo a razão de o líder da CGTP se ter sentido obrigado a dizer que as suas palavras foram descontextualizadas.
Se há alguém descontextualizado nesta história é o Selassié, que deve pensar que os padrões de vida em Portugal devem ser iguais aos da Etiópia, seu país natal que certamente abandonou por ter um nível de vida demasiado elevado. 
Adenda: Já agora, agradecia que os indignados me explicassem se Arménio Carlos foi racista por dizer que o etíope careca é escurinho, ou por afirmar que um dos reis magos é escurinho...

Uma pergunta inconveniente...

A pergunta não é inocente, mas gostaria de saber quantos directores gerais não se deviam já ter demitido, ou sido demitidos, porque falsearam concursos, com o único objectivo de proteger o seu candidato?
Há por aí algum ingénuo que acredite que  todos os concursos para chefias na Administração Pública são sérios e  têm como objectivo escolher o candidato mais qualificado?

No bom caminho

Portugal está no bom caminho. O problema, é que esse bom caminho é virtual e os portugueses vivem com a realidade: desemprego, corte de salários, "enorme" aumento de impostos e uma luz ao fundo do túnel que apenas os avisa de que, à saída, está um enorme precipício.

A idade da reforma

Em 2011 escrevi um post sobre o regabofe das reformas que podem ler aqui.
Agora, que se volta a falar de cortes e de adiamento da idade da reforma , para os 66 ou 67 anos, parece-me oportuno voltar ao assunto.
Sempre considerei uma estupidez fixar uma idade para a reforma. Que a legislação preveja os 65 anos de idade  e/ou os 40 anos de trabalho como condição para ter acesso à reforma por inteiro, parece-me admissível. Impedir que os trabalhadores acedam à reforma antecipada, se assim o desejarem ( e sofrendo uma penalização) é um absurdo!
Por que razão um trabalhador que aos 55 anos não tem condições para trabalhar, por ter problemas de saúde, não pode pedir a reforma antecipada, independentemente de ela ser decretada por uma Junta Médica?
Que vantagens têm as empresas, ou o Estado, em pagar a um trabalhador que não produz e se quer ver livre do vínculo laboral ?
Por que razões se impede um funcionário público que fez um contrato com o Estado para trabalhar durante 36 anos ( ao fim dos quais poderia obter a reforma por inteiro) de aceder à reforma mesmo sendo injustamente penalizado com um corte do que devia receber?
Poder-me-ão dizer que no Estado já é possível, em determinadas circunstâncias, pedir a reforma ao fim de 15 anos de trabalho. É verdade, mas não se compreende por que razão um trabalhador com 40 anos de serviço, que não tenha 30 anos de serviço efectivo aos 55 anos, vê vedado o direito à reforma!
Há demasiadas injustiças ( e não me refiro às reformas douradas dos políticos ao fim de 12 anos, refiro-me aos casos que relatei no post que acima linkei)), incoerências e contradições nas regras da reforma. O que o governo pretende fazer é aumentar as injustiças. Cortar a eito, sem ter em atenção a carreira contributiva dos trabalhadores, penalizando as reformas futuras. .independentemente dos anos de trabalho já prestados, mas mantendo inalterados os privilégios e a iniquidade do sistema, para quem já se reformou.
Será injusto penalizar retroactivamente quem  se reformou com determinados pressupostos que a Lei estipulava- dirão alguns. Concordo. Mas isso é tão injusto, como penalizar trabalhadores com mais de 30/35 anos de trabalho e de descontos, que vêem sistematicamente adiada a idade da reforma.