sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Adolfo e o efeito boomerang

"Os comentadores que apoiaram as políticas que nos arruinaram, as associações que beneficiaram das políticas que nos arruinaram, as elites que conviveram bem com as políticas que nos arruinaram e os agentes sociais que fizeram parte das políticas que nos arruinaram são vozes que devemos sempre respeitar, mas às quais não temos de pedir autorização para governar".
(Adolfo Mesquita Nunes no i)

Falas bem, mas não me enganas Adolfo!Dentro de alguns meses, estarei pronto a acrescentar:
" Perante a situação de calamidade em que nos encontramos, os deputados que arruinaram o país quando aprovaram o OE 2013, deviam pedir desculpa aos portugueses e demitir-se. Prestavam um bom serviço ao país e talvez escapassem de ser acusados de traidores".

Thanks God, it's Friday!


Meias verdades

Ontem, só pude ver as notícias da meia noite. Nos serviços noticiosos dos três canais, fartei-me de ouvir dizer que Hollande elogiara o programa de ajustamento português. Como terá acontecido com muitos outros, acreditei que o presidente francês se rendera ao gasparismo. 
Esta manhã, ao ler o "Expresso", constato que as televisões só deram metade da notícia e afinal Hollande fora crítico em relação à via da austeridade escolhida por Gaspar e apoiada por Coelho. Chegou mesmo a dizer que Portugal não é exemplo a seguir
O que terá levado as televisões a truncar a realidade? Não me digam que a Sofia Galvão também já edita os noticiários televisivos!

Tudo normal!

Ricardo Salgado esqueceu-se de declarar 8,5 milhões.  ao fisco. É normal! Eu às vezes também me esqueço de umas moedas no bolso. O que não é normal, é que um tipo que se enganou num cêntimo na declaração do IRS seja multado em 88 euros e um banqueiro seja recompensado com dinheiro dos contribuintes, cada vez que  brinca com o dinheiro dos outros.
Também  é normal que, três anos depois de ter sido preso por suspeitas em relação ao BPN, Oliveira e Costa continue em liberdade à espera da prescrição do processo em que está envolvido. O que não é normal é Relvas continuar a ser ministro. Ou um banqueiro participar nas reuniões do conselho de ministros.
Ou talvez seja...porque é sempre bom não esquecer que vivemos num país que é um protectorado da alta finança.