sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Figurinhas

Este país está cheio de figurinhas. Gente sem coluna vertebral que saltita de partido em partido, à procura de um lugar ao sol. A administração pública, os gabinetes ministeriais, o mundo empresarial e a alta ( e baixa) finança estão cheios  desta gente rasteirinha, que está sempre do lado de quem ganha, nem que tenha de vender a alma ao Diabo.
Já há muito  sabia que Vital Moreira é uma figurinha oportunista. Igual a Zita Seabra ou Pina Moura, mas com bigode.No entanto, tenho pena de ver Vital Moreira ( ui, um catedrático de Coimbra, meu Deus!) fazer estes fretes, sem sequer cuidar de explicar a razão que o leva a defender o oposto do que defendia há dois anos.  Qual será o tacho que este merdoso intelectual da treta quer abichar desta vez? 

Portugal já saiu da Europa?

Ao ler as críticas de Martin Schulz e Juncker ao relatório do FMI, contrastantes com o aplauso do governo português, ocorre- me perguntar se Portugal já terá saído da Europa. Como é possível que um governo que supostamente devia defender os portugueses, seja indiferente às críticas dos dirigentes europeus e aplauda um documento que os condena a sacrifícios insustentáveis?
Parece ser muito claro que este governo está a trair o país e os portugueses. No entanto só o faz porque, não existindo em Portugal um PR, actua impunemente. 
Face à gravidade da actuação do governo, é urgente eleger um PR que, obrigatoriamente, demitirá o governo logo após a tomada de posse. Portugal não se pode dar ao luxo de instalar um reformado em Belém, com o argumento de que é preciso cortar nas despesas do Estado. Precisamos mesmo de um PR a tempo inteiro, que cumpra a Constituição e obrigue o governo a respeitá-la.

Um crime (quase) perfeito

O programador introduziu dados falsos, para que o computador lhe desse a resposta desejada. A batota foi descoberta. Que fará agora o badalo de Belém? Despedirá o burlão com justa causa e sem direito a indemnização, ou continuará a fazer de Bela Adormecida?
Ver como os burlões enganaram o FMI
 Aqui  e Aqui 

Porto Sentido (2)


O Porto foi, noutros tempos, uma cidade cheia de pujança económica e cultural . Hoje, apesar da sua inigualável beleza, parece estar moribunda. Há quem culpe o "traidor" Fernando Gomes e a falta de amor ao Porto de Rui Rio, como os principais culpados do estado a que o Porto chegou. Há também quem aponte o dedo ao governo de José Sócrates, acusando-o de ter abandonado o Porto à sua sorte, ao negar o apoio a alguns investimentos na cidade.
Independentemente das culpas que possam caber aos autarcas que têm servido (mal ) a cidade e aos governos que a têm ignorado, a verdade é que os portuenses também pouco têm feito para evitar o descalabro.
É certo que o Porto se levantou em protesto ( dizem-mo, mas não estava em Portugal para testemunhar) quando quiseram entregar um dos seus ex-libris- o Coliseu- à Igreja Maná. Alguns ( poucos) protestaram contra a decisão de Rui Rio entregar o Rivoli a Filipe La Féria e outros houve ( também poucos) que ergueram a sua voz contra o encerramento do Mercado do Bolhão.
Não serão, porém, as reacções pontuais dos portuenses que permitirão evitar o que se adivinha: a perda de influência da cidade nos destinos do País. Não foi certamente por culpa do poder político que desapareceram ( ou se tornaram insignificantes) alguns jornais do Porto. Foi o desinteresse dos portuenses em relação àqueles títulos.
Os portuenses estão muito orgulhosos- e têm  razão- com o Museu de Serralves e com a Casa da Música, apontando-os como exemplos de uma cidade voltada para cultura. Ficam orgulhosos da sua Ribeira, do seu  reanimado centro histórico ( o atentado perpretado por Rui Rio na Av. dos Aliados parece ter-lhes passado à margem...) e do seu papel em defesa da liberdade, em momentos determinantes da nossa História. Mas isso chega? Não me parece.
Exibir algumas Jóias da Coroa como prova de vitalidade é próprio de famílias arruinadas que se agarram a elas para demonstrar que ainda estão vivos. Infelizmente, não estão... o Porto está moribundo e os portuenses comprazem-se a culpar terceiros da doença, adiando a procura da receita certa, para recuperar a cidade enferma.
O Porto precisa de uma transfusão de sangue , não de placebos! Precisa de rejeitar o bairrismo provinciano que ainda corre nas suas veias e substituí-lo pela "intelligentsia", pelo empreendedorismo local, revitalizando a indústria e o comércio. Precisa de conservar os vultos da sua cultura, evitando a sua sangria para Lisboa ou para paragens ainda mais longínquas na Europa e além -mar. O Porto precisa de gente que goste da cidade, que a ame e a queira voltar a colocar no mapa. Os portuenses não podem continuar a olhar indiferentes para a fuga do seu mais importante capital- as pessoas.
O Porto não pode ficar indiferente ao desaparecimento da sua imprensa, porque nela reside a sua força. Como não pode ficar indiferente ao desaparecimento de um clube como o Boavista FC, uma instituição com mais de 100 anos que faz parte da sua história. 
Os portuenses têm de expulsar dos centros de decisão os Miguéis de Vasconcelos que estão a contribuir para o seu descrédito- chamem-se eles Ricardo Costa, Sílvio Cervan, Fernando Gomes ou Rui Rio - e apoiar quem, vivendo na cidade a tempo inteiro, está interessado em revitalizá-la.
Depois, é engavetar o bairrismo, meter as mãos à obra e lutar para que a cidade recupere o seu prestígio e a sua influência. O Porto merece que os portuenses lutem por ela!
( Continua)