segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Os fingidores

Nos últimos meses criei a rubrica (“Querem mesmo fazer a reforma do Estado? Juram?”) onde tenho tentado demonstrar que o governo não está minimamente interessado em fazer a reforma do Estado.  Entre várias questões , apontei o que se passa nos casos dos cargos dirigentes e chefias. Além de alguns processos concursais serem pouco transparentes,  continua a  haver, em muitos organismos, um ratio chefias/ funcionários perfeitamente exagerado ( 1chefia para 7 funcionários) , havendo  dirigentes que têm apenas a supervisão de 1 funcionário!
O Tribunal de Contas  veio agora confirmar o falhanço do PREMAC de forma bastante dura e acusa o governo de falta de transparência
Entre outras tropelias, Moedas terá criado obstáculos de modo a impedir uma auditoria e o TC  deparou com inúmeras dificuldades para obter informações.
 Cortam-se salários sem qualquer pudor,  mas não se reduzem organismos públicos, nem se cortam chefias superfluas . A explicação, como já avancei, é simples: o governo quer  manter as chefias para, em 2015, colocar os seus boys and girls,  agora em estágio nos gabinetes ministeriais. Vai ser um fartar vilanagem!

2 comentários:

  1. Cuidado Carlos, este seu (excelente) post só fala da missa a metade...

    ...a grande "reforma" do Estado está em marcha, com golpes fortes no SNS, na Escola Pública, no Sector Empresarial do Estado... dá-se a carne e o tutano, fica um corpo magro só de ossos e uma grande cabeça, que não pensa... os reguladores farão o papel que lhes cabe, a soldo dos regulados.

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  2. Fingidores, é pouco, Carlos. Aldrabões assenta-lhes melhor.

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