sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Quando as putas se fingem de virgens, acaba-se na violência doméstica


Ontem foi o  Dia dos Arrependidos.  No DN, André Macedo divulgava um encontro conspiratório com Gaspar, onde esteve presente, destinado a delinear uma estratégia concertada de ataque oa governo de Sócrates. Estas reuniões em off  vulgarizaram-se de tal forma, que já não espantam ninguém.As revelações de André Macedo podem causar alguma surpresa mas, não mais do que isso. 
Na Visão, Fernando Moreira de Sá  fez-me lembrar João Carlos Santos ( até nos arrependidos os partidos do  Centrão se equivalem)    ao divulgar, em entrevista, aquilo que há muito fora revelado nas redes sociais.
Da entrevista de Fernando Moreira de Sá,  penso mais ou menos o mesmo que a Fernanda.  
Apesar de tudo recomendo a leitura da Visão. Principalmente àqueles ingénuos  que acreditam em fadas.
A orquestração da campanha contra Sócrates, visando aplanar o caminho de Coelho até ao pote, foi nojenta e toda a gente sabe quem participou nela. Na blogosfera e nos jornais. 
O DN foi o  centro operacional. Entre o  batalhão de jornalistas afectos a Coelho alguns eram pivôs da conspiração ( todos falam do FAL mas esqueceram-se , por exemplo, de Maria de Lurdes Vale?) que se comportaram como fanáticos, manipularam ou fabricaram notícias e desprestigiaram o jornalismo.
Esses jornalistas estão identificados há muito e a notícia dos almoços  e das reuniões  conspiratórias não são novidade nenhuma.  Triste, é assistir ao espetáculo de um  dos intervenientes nesse complô vir  agora fingir-se de virgem, como se nada tivesse a ver com o assunto e só tivesse passado pelos almoços para comer à borla. Esperava mais dignidade de Pedro Correia, apesar de...

10 comentários:

  1. Como li a crónica da Fernanda Câncio fiquei bem elucidada!
    Uns trastes!

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  2. Não li a crónica de Fernanda Câncio, Vou ver se leio. Mas são todos uns
    nojentos!!!~
    Bom fim de semana.
    Bj.
    Irene Alves

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  3. Fui ler Fernanda Câncio.

    Relvas já toda a gente sabia o que era e quanto à manipulação , desculpem, após quase quarenta anos de Democracia as pessoas ainda não aprenderam a pensar?!

    Era do conhecimento geral que Passos não tinha experiência nem de trabalhar nem de governar e, portanto, nunca seria a pessoa indicada para agarrar o país, especialmente na situação em que estava. Aliás, como se comprova largamente!Até Gaspar admitiu que é estúpido e se foi embora, sem deixar no entanto de esfaquear o Fundo Social das Pensões no seu derradeiro dia de governante.

    Quanto a Cavaco, esse reformado vagueando pelas salas de Belém, também foi reeleito apesar das acções do BPN, da grande casa no Algarve,...Estãvam esperando o quê?

    Quanto ao resto nem dá para comentar biltres que se prestam a nojeiras destas .E, por favor, nãi ofendam as prostitutas, porque estas criaturas nem para lhes varrer o chão por caminham têm categoria!!

    Milagres? Nem em Fátima, que a senhora já se cansou !

    Meu amigo, bom final de semana

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  4. O crime de corrupção jornalística (2)- Marinho e pinto no JN
    Publicado em 2013-11-11

    Imagine o leitor que uma pessoa com ligações pessoais ou familiares à construção civil quer ser presidente de uma determinada câmara municipal com vista a favorecer os respetivos interesses empresariais ou apenas para urbanizar os terrenos agrícolas que a família possui nesse concelho. O que habitualmente, em Portugal, se faz nessas circunstâncias é contratar, com muita antecedência, uma empresa de comunicação à qual se passará a pagar uma avença mensal. E, de repente, o protocandidato começa a merecer o interesse de alguns órgãos de informação, os quais inventam todos os pretextos, mesmo os mais artificiais, para falarem bem dele. Discretamente, sem que se perceba bem porquê, começa uma campanha de promoção mediática da sua pessoa.

    Acontece que ele tem um rival, ou seja, o presidente da Câmara que lhe recusou (a si ou à família) a urbanização dos terrenos agrícolas em causa. Então, simultaneamente, sobre este começam a aparecer notícias desfavoráveis, nomeadamente, o empolamento de certos aspetos negativos da sua vida pública ou particular. Nem ele nem ninguém o percebem, mas alguém começou a atuar negativamente no seu "território de imagem".

    A situação descrita passa-se em vários outros domínios sociais, como clubes de futebol, lideranças partidárias (locais, distritais e, até, nacionais), formação de listas de candidatos a deputados e até em eleições para sindicatos, ordens profissionais, associações, etc.. Em todos os casos existem duas vertentes concomitantes: por um lado, a promoção da imagem de uma pessoa e, por outro lado, a destruição da imagem pública do seu adversário. ..hoje, porém, certas pessoas contratam certos "comunicadores" para tratarem do assassínio de caráter dos seus adversários.


    Estas questões não podem ser encaradas apenas no plano da ética informativa ou da deontologia profissional do jornalismo, até porque, em Portugal, não há formas eficazes de escrutinar o cumprimento da deontologia jornalística. Salvo algumas honrosas exceções, o jornalismo tem vindo a tornar-se uma selva onde se encontram sempre "jornalistas" prontos para cometer as piores infâmias desde que recebam as devidas contrapartidas.

    A informação tem vindo a desviar-se progressivamente dos seus fins ético-sociais e, consequentemente, a democracia degrada-se e descredibiliza-se cada vez mais. Por isso a Assembleia da República não pode continuar a fingir que não sabe o que se passa. Quando um jornalista recebe de alguém vantagens (dinheiro, viagens, férias pagas ou bens variados) para praticar atos contrários aos seus deveres deontológicos, estamos, claramente, perante um caso de corrupção num domínio onde imperam relevantes interesses de ordem pública. E, por isso, não se entende por que é que o Estado não cria uma lei para punir essas situações, ou seja, não as tipifica na lei penal como crimes. A AR deveria, também, criar legislação que obrigue as empresas de comunicação a atuar de forma mais transparente e, sobretudo, que puna como corrupção ativa ou como tráfico de influência os comportamentos de "comunicadores" que ofereçam vantagens a jornalistas em troca de atos contrários aos seus deveres deontológicos.

    Há, em Portugal, um negócio de milhões cujo objeto é o tráfico de agressões e de obséquios jornalísticos e cujas consequências mais nefastas se traduzem no aviltamento da própria democracia. O debate público é, frequentemente, viciado e distorcido no seu mérito intrínseco pela atuação de certos "comunicadores" junto de jornalistas certos. Um jornalista poderá sempre cometer erros; o que não pode é receber contrapartidas por isso. Ou melhor, o que não pode é "errar" conscientemente para, em troca, receber vantagens de quem beneficia desses "erros". E os zelotas do jornalismo que não olhem para o dedo quando se aponta para um crime.

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    1. Não é uma resposta, mas uma simples questão. Por favor escrevam os nomes de tudo e de todos. Assim, ficamos a saber quem são. É urgente retirar as máscaras. D'Albano

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  5. O pior nesta "estória" dos blogues apoiantes de Coelho foi o facto de terem feito ao mesmo tempo o mal e a caramunha, acusando outros de fazerem a pouca vergonha que eles fizeram. Quanto ao Pedro Correia, a fazer de virgem, confesso que já tive melhor conceito dele. Mesmo assim, parece-me, sobretudo em função do escreve no Delito de Opinião, que destoa no meio de tanta "puta".
    Mudo de assunto, para responder a uma pergunta que deixaste no meu sítio: de facto , nem sabia do almoço da Confraria do Bucho do Sabugal. Estarei sim, no Sabugal, mas por outras razões. Se tu fores, aproveita, porque o bucho da minha região é, na verdade, um pitéu. E dos grandes. Abraço.

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  6. e assim se liquida um governante e o próprio Pais´, e estranho foi o papel A.J. seguro
    no parlamento, em que parecia uma virgem ofendida , não será que ele também teve culpas no cartório , no assassinato pessoal e politico de José Sócrates ? já que ele
    também andou a minar o terreno , como trabalhador desde tenra idade na J.S. de passos coelho já se sabe tudo , portanto aguardemos.

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  7. Passei aqui por encomenda... e não fiquei admirado pois que mais uma vez se verifica que de facto ainda há muitos troxas à solta por aí

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  8. Bem, Fernanda Câncio não merece grande credibilidade, sobretudo neste assunto e sobre estas pessoas. Mas posso recordar que Sócrates, o "assassinado", tinha uma agência de comunicação bastante forte, onde se incluía o conhecido Câmara Corporativa (também é referida na entrevista, não falam disso porquê?). E amansem a fúria, por favor: é que eu também me lembro das teorias de conspiração em 2004/2005, quando Sampaio dissolveu a AR e demitiu o governo Santana, permitindo a Sócrates ganhar com maioria absoluta. Acho que este Governo não sabe que rumo tomar (e que Passos Coelho é o seu pior elemento), mas branquear Sócrates e torna-lo numa vítima não, por favor.

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