terça-feira, 3 de setembro de 2013

Querem mesmo fazer a reforma do Estado? Juram? (6)



Racionalização criteriosa dos serviços

Não sei se há funcionários públicos a mais. Sei é que Portugal é dos países da OCDE  onde- em termos relativos-  há menos funcionários.
De uma coisa tenho, porém, quase a certeza: há serviços a mais. 
Já tentei explicar a razão de haver tanto serviço público. Agora é altura de fundamentar a sua redução, com base na necessidade de prestar serviços de melhor qualidade aos cidadãos.
A redução pode ser feita pela incorporação de pequenas  direcções gerais em estruturas mais amplas, passando as pequenas unidades a departamentos dos ministérios. E pode também ser feita por fusão.
A fusão de serviços não implica despedimentos. Pelo contrário, poderá permitir uma maior eficácia,  com mais recursos humanos orientados para um objectivo comum.  O cidadão só teria a lucrar com isso.
As poupanças resultariam essencialmente da redução do número de chefias ( mas depois como é que os políticos alimentavam as jotinhas partidárias, não é?) , da utilização comum dos recursos e da diminuição dos custos logísticos. Apenas um exemplo: 
Cada vez que há uma alteração na Lei Orgânica de um governo, deitam-se ao lixo milhares de euros. Alguém imagina o que é gasto em envelopes, por todos os ministérios e serviços que mudaram de nome ou de tutela? Provavelmente no governo nunca ninguém fez essas contas, caso contrário, ter-se-iam  poupado várias centenas de milhares de euros. 
Todos os funcionários públicos têm direito a estar bem instalados. Mas alguém tem dúvidas de que não há um aproveitamento racional das instalações de que o Estado é proprietário ou arrendatário? 
 Há muito a fazer nesta área, mas é preciso conhecer profundamente a máquina do Estado e, principalmente, a sua estrutura e logística, coisa que os nossos governantes - desde há mais de uma década- não fazem a mínima ideia como funciona.. 

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