terça-feira, 3 de setembro de 2013

Angústias de um bebé proveta


Normalmente divirto-me a ler as bacoradas do Raposo no “Expresso” on line, mas o artigo dele hoje é sobremaneira mal intencionado para ficar sem resposta.
 Integra-se na campanha de intoxicação do governo  contra a função pública que  conta com a colaboração de muitos comentadores, cuja recompensa é igual à dos jornalistas do regime: mais dia, menos dia, são convidados para  o governo. 
Henrique Raposo faz algumas perguntas, visando intoxicar a opinião pública, por isso, decidi dar-lhe aqui as respostas.
Então aqui vai:

 Henrique Raposo- Por que razão o funcionário público tem uma mão cheia de privilégios em relação ao cidadão comum? 
CR-Dizer que os funcionários públicos têm privilégios é um lugar comum. Importa-se de dar um exemplo desses privilégios?
HR-Por que razão  não pode ser despedido mesmo quando se torna excedentário?
CR- Quem foi que disse que não pode ser despedido? O TC não foi certamente. Apenas vincou que- tal como acontece com os trabalhadores do privado- não podem ser despedidos de forma absolutamente aleatória, como o governo pretende. Como á tentei explicar-lhe noutro local, o governo não pretende reduzir o número de funcionários públicos. Pretende apenas substituí-los por gente com cartão laranja ou azul e amarelo.
HR- Por que razão trabalha menos 5 horas por semana? 
CR-Penso que está a  comparar com  o horário dos trabalhadores do sector privado. Quantos trabalhadores do privado a trabalharem entre 35 e 38 horas semanais quer que lhe apresente?
HR-Por que razão tem a melhor parte do SNS (a ADSE)? 
CR-Por uma razão simples: paga-a! Desconta todos os meses mais 2,5%  do que os trabalhadores do privado. 
HR-Por que razão o cálculo das pensões da CGA é muitíssimo mais favorável do que o cálculo da Segurança Social? 
 CR-Confesso que a esta não sei responder fundamentadamente, mas tenho uma suspeita. Sabe que até há pouco tempo, os funcionários públicos ganhavam muito menos do que os do sector privado? 
HR-No fundo, por que razão vivemos num regime que consagra uma aristocracia, o funcionalismo público? 
CR- Está enganado, senhor Raposo! Se existe alguma aristocracia é a dos comentadores  que escrevem artigos  como este, com  objetivo de  instigar o ódio  dos  leitores  contra  os funcionários  públicos e, quiçá, mendigar um lugar no governo. Prevejo que, dentro de dias, venha aí um artigo a  fomentar o ódio dos jovens contra os velhos. Nessa altura, perguntar-lhe-ei  se os jovens de hoje foram paridos pelos mais velhos, ou feitos em laboratório. Para terem tanto ódio aos pais, devem mesmo  ter sido feitos em  provetas!

5 comentários:

  1. Excelente Carlos.
    Até eu fiquei a perceber melhor a "coisa"
    Abraço
    Rodrigo

    Vou partilhar lá do outro lado.

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  2. Só tem ódio aos mais velhos aqueles que são filhos de uma GRANDE CABRA e já agora de um GRANDE CAB..O.
    M.A.A.

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  3. Óptima resposta!
    Esperemos que o "Raposão" a leia!

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  4. Esse senhor tem mesmo a mania...

    As respostas são boas, para perceber melhos isto!

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  5. Os funcionários públicos sempre foram o cepo das marradas.
    Aqui também é assim.

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