terça-feira, 27 de agosto de 2013

O alambique



Este post da Rosa remeteu-me para uma outra crónica de Mazagran.
Em “Ao pé do alambique”, J. Rentes de Carvalho escreve:
Em matéria de feitura de vinho, solidariedade não há, só inveja. Cada um pisa com a família as uvas que lhe darão duas ou três pipas pequenas de duzentos litros. Com o risco que isso comporta de perdas por descuido e falta de conhecimentos necessários. Porque só por si a tradição e a experiência não bastam. Mas não entrará na cabeça de ninguém a ideia de uma união. Nem pensar. Isso de uniões e cooperativas são coisas de cidade, além de que as excelentes uvas de cada um iriam fatalmente sofrer com as miseráveis uvas dos outros.
Assim ficarão dois meses acalentando a vaidade e o medo. Porque depois da prova o comerciante é quem decide e pode preferir o vinho alheio. Acendem-se então inimizades antigas e criam-se discórdias novas, porque nesta gente nada é tão sensível como o orgulho ferido.” (…)
Tenho uma opinião mais alargada - fundada no saber de experiência feito-  sobre  o que aqui expressa  J. Rentes de Carvalho mas, por agora, fico a aguardar as vossas opiniões sobre  este " bom povo português" na caixa de comentários.

4 comentários:

  1. Mas essas disputas só acontecem em Portugal, Carlos?
    Isso não é característica do ser humano?
    Creio que sim.

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  2. Solidários na desgraça, invejosos no sucesso, desconfiados nas relações de vizinhança sobretudo nas aldeias onde ainda se mata por causa de uma extrema, de uma linha de água desviada...
    Mas serão apenas características nossas como pergunta o Pedro Coimbra?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Que pena não ter havido mais desenvolvimentos!

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