segunda-feira, 22 de julho de 2013

(Im)pressões a Martelo

Entre os comentadores e gente com carteira de jornalista que tem como propósito servir os interesses do governo cresce, viçosa, a ideia de que Seguro cedeu às pressões dos notáveis do partido e por isso recusou assinar um acordo com  Casmurro e o Irrevogável.
Claro que esta mesma trupe, com Marques Mendes e Marcelo na liderança,  não falaria de pressões do PR e do governo, se Seguro tivesse assinado um acordo que reduzisse o PS à expressão mínima e afundasse ainda mais o país. Nesse caso, os mesmos comentadores e os abutres com carteira de jornalista que fazem vénias ao governo, elogiariam o sentido de responsabilidade do líder do PS.
Daqui a um mês, porém, estariam a esturricar Seguro e a exigir que ele cedesse ainda mais, em defesa dos interesses do capital país PSD.
O que Cavaco, PSD e comandita queriam, era ter o PS como alibi da sua incompetência e co-responsabilizá-lo pelo segundo resgate que vem aí.
Não há pachorra para esta escumalha!

7 comentários:

  1. Mas tem de ter mesmo pachorra, Carlos, porque o PS não vai ganhar, com o sem o António José Seguro, as eleições.

    O PS é um partido que não é nem da Direita, nem é da Esquerda. Está sim, como um tonto no meio de uma ponte, sem saber para que lado há-de ir.

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  2. Ainda aventei a hipótese de o PR convocar eleições antecipadas.
    Um género de - os meninos não se entenderam, agora os portugueses que digam o que pensam.
    Enganei-me redondamente.
    Aquele abraço e votos de boa semana!

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    1. O seu texto traduz o que penso. Ainda bem que Seguro se " segurou " no meio da ponte e não foi fazer o favor nem para um lado nem para outro . Sei de " gingeira " o que esta gente pensa , reage , como dá a volta e o comentário sai ao contrário... vivo no meio deles, infelizmente tenho-os na família , são ....são...dá-se o dito pelo não dito e não há nada a fazer. Que se entendam , para isso têm a maioria, para isso fizeram as asneiras que têm feito sem ouvir ninguém , o primeiro memorando foi alterado , por eles e agora que se aguentem. O que custa a ver , à maioria , é que o PR não tem " estaleca" , e os garotos são uns cómicos que nos vão deixar nas lonas por muitos e bons anos . Uns aldrabões sem perfil para ocupar o lugar que ocupam ; e com isto não estou a defender o " coelho cor de rosa "...ainda não é com este que se vai lá. M.A.A.

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  3. Como eu esperava, o reformado de Boliqueime não deixou cair o seu Governo, embora isso o tenha feito engolir rãs e sapos e mais coisas.

    Torna-se assim cúmplice e também responsável pelo desastre , pela destruição do país e das vidas de milhões de pessoas, também pelo inevitável segundo pedido de empréstimo ( chamem-lhe o que quiserem).

    O PS fez muitíssimo bem em atender a exigência de conversações feita com um ano de atraso pela múmia das cagarras. E fez melhor ainda em não aceitar assinar um Acordo que o Governo não respeitaria nem uma semana, que foi aquilo que fez com os Parceiros Sociais - especialmente a UGT.

    Quanto aos "jornalistas" estão a um nível de baixeza lamentável! Dos políticos-comentadores, nem se fala.

    Amigo, boa semana

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  4. O PR teve há onze ou doze dias um acesso de energia e quis fazer o papel de um chefe ativo... foi "sol de pouca dura" porque passados esses dias, voltamos a ter o chefe a fazer aquilo que melhor sabe, dar voto de confiança aos seus meninos de coro e pupilos bem comportados.
    Os jornalistas/comentadores são mais uns lacaios em serviço partidário.

    http://www.lavarcabecas.blogspot.pt/

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  5. Bem, pelo menos acabou-se a fotonovela das pseudo-conversações que toda a gente (menos Aníbal, claro) sabiam que não iam resultar em nada. Mas pelo menos já temos o PR em Lisboa, o que me evita ter de ver reportagens debilóides. como se anilhar uma cagarra fosse uma actividade absolutamente extraordinária, apenas ao alcance do Eleito da Nação, que ainda por cima ocupa o precioso tempo de antena a debitar alegorias sobre obstáculos e pedregulhos e metáforas que ninguém, incluindo o próprio, entende muito bem. É triste. É muito triste o que se passa neste país.
    Beijinhos e coragem!

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  6. ERRATA: vi agora um lapso involuntário de concordância. Onde se lê "toda a gente (menos Aníbal, claro) sabiam que não iam resultar" deve ler-se "toda a gente (menos Aníbal, claro) sabiA que não iam resultar" .
    Embruteço quando falo deste fulano...que cruz!
    ;)

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