quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Qual é o espanto?


“Tempestade em Leiria revela esqueleto com 400 anos”-leio na capa do DN.
Não percebo a razão do destaque. Em 2011, uma outra tempestade varreu o país, fez ressuscitar Salazar e não me consta que algum jornal tenha, até hoje, alertado os leitores para esse fenómeno da Natureza, de consequências muito mais nefastas para o país.

Mais alto, mais rápido, mais insustentável...



Quando, em 1931, foi inaugurado o Empire State Building,  todos pensavam que a arquitectura tinha atingido os limites do arrojo.  A “crença” durou até 1972 , ano em que foi inaugurado o World Trade Center, destruído no 11 de Setembro de 2001.
A partir dessa data, começaram a suceder-se as construções em altura, com o Dubai sempre na dianteira
Actualmente, o Burj Khalifa, com os seus 220 andares e quase 800 metros de altura, ostenta o título de edifício mais alto do mundo. Tudo indica, porém, que será por pouco tempo…
Com efeito, uma empresa chinesa promete construir nos arredores da cidade de Changsha um edifício com os mesmos 220 andares, mas com uma altura de 838 metros.
Essa megatorre não será, no entanto, apenas a mais alta do mundo. Será também a mais rápida a ser construída.  Enquanto a Burj Khalifa demorou seis anos a ser construída, três meses será o tempo necessário para edificar o Sky City de Changsha. 
Se tudo correr como o previsto, em Junho a China albergará o edifício mais alto do mundo, o mais rápido a ser construído mas, também, o mais insustentável.
Apesar de os seus 30 mil habitantes ( não deve ser fácil administrar este condomínio!…) não necessitarem de usar carro, porque uma centena de elevadores assegurarão as suas deslocações entre a habitação, escolas, hospitais,centro comerciais e escritórios, este megaedifício é classificado como uma aberração ecológica e urbanística. Questão que não deve levantar grandes problemas à empresa que se propõe construí-lo, pois os único objectivos parecem ser construir  o edifício mais alto do mundo no mais curto espaço de tempo. E nesta matéria, a empresa construtora tem provas dadas: construiu um edifício de 30 andares em apenas 15 dias e outro de  15 andares…numa semana!
Quanto à qualidade de vida proporcionada nestes grandes empreendimentos, parece não preocupar ninguém. O importante, mesmo, é bater records sucessivos.

A "Revolta" do Porto



31 de Janeiro de 1891 . No Porto, um levantamento militar de sargentos e praças- a que se juntaram alguns civis-  reclamava contra as cedências do governo e da Coroa ao Ultimato britânico do ano anterior. Da janela da Câmara municipal chegou a ser proclamada a República e anunciados os nomes do governo provisório.
Os revoltosos foram facilmente dominados,  mas o 31 de Janeiro de 1891 foi o primeiro marco na luta contra a monarquia, que viria a ser derrubada 19 anos depois.
Hoje, pelas 18h30m, em frente à Igreja Santo Ildefonso ( de onde a  Guarda disparou os primeiros tiros contra os revoltosos) haverá uma concentração para protestar contra a ingerência do FMI e a submissão do governo às regras que nos são impostas pela troika.
A situação que o país vive  não é muito diferente da de 1891. Portugal perdeu a soberania e o governo está de cócoras  perante a troika.  Revolta não haverá, certamente, mas seria um sinal de vitalidade cívica das gentes do Norte, uma adesão significativa a esta iniciativa. 

Regresso ao campo...


Os deputados do PSD e do CDS devem andar cansados das paisagens bucólicas da AR. (Dizem-me que é normal nos carneiros...)
Vai daí, para quebrarem a pasmaceira dos dias, resolveram apresentar uma proposta. Hélas! Ao fim de 20 meses conseguiram ter uma ideia própria! O problema é que a ideia não é lá muito boa... Impor à RTP  o regresso do TV Rural ( o apresentador continuará a ser Sousa Veloso, ou será substituído pelo Relvas?) não é só uma ingerência inadmissível na grelha da televisão pública, como esconde um desejo subliminar da carneirada da maioria: apascentar-se nas idílicas paisagens da governação laranja.
Estranhamente ( ou talvez não, porque é amigo de Relvas e todos sabemos que os amigos do ministro  são gente pouco recomendável) o administrador da RTP não se pronunciou sobre este assunto. Há quem diga que é natural, porque Alberto da Ponte vem das cervejeiras, onde estava habituado a adaptar-se ao gosto do consumidor. Agora, na RTP, não lhe é difícil respeitar os gostos do patrão. Afinal foi para isso que foi lá posto...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nova versão do Marquês de Alorna

A acção deste governo assenta numa deturpação da resposta do marquês de Alorna ao rei D. José, depois do terramoto de 1755: "sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos"
Para este grupo de abutres, a máxima é " sepultemos os vivos, agradeçamos aos mortos e martirizemos os que resistem"

Dicionário de Relvês

Não tenho dúvidas: Relvas quer mesmo ficar na História. Como não o consegue, com boas acções políticas,  está a tentar criar o " Novo Dicionário da Língua Portuguesa".
Depois de, numa entrevista à RTP,  ter afirmado ter "ouvisto" qualquer coisa, agora foi à Comissão de Ética da AR garantir que "não há fundo sem poço".
Como reagirá o especialista em "aborto ortográfico"  que tem lá no gabinete, perante tanta asneirola? Irá propor a edição de  um Dicionário de Relvês?

Um cheirinho a Primavera...

No Egipto a violência não pára e aumenta diariamente o número de mortos. Na Líbia cidadãos ocidentais são obrigados a fugir do país. É o esplendor da Primavera Árabe.

Uma crise cedo demais?

 É no mínimo bizarro,ouvir António José Seguro falar de deslealdade!
Não foi ele que passou anos a demarcar-se de Sócrates, chegando ao cúmulo de se calar num debate televisivo em que o seu adversário laranja fazia acusações indignas ao então líder do PS e lhe tecia elogios, dizendo que seria o candidato ideal para substituir Sócrates?  Não foi Seguro  que, com o cadáver do ex-líder ainda quente, anunciou a candidatura à liderança do PS?
Talvez Seguro e os seus apoiantes não considerem isto deslealdade. Que tal chamar então...cobardia?
Seguro dividiu o PS em vez de o unir. Foi um aliado de Coelho e teve a indignidade de ser desleal com os militantes do PS ao demarcar-se deliberadamente do governo Sócrates, numa tentativa de rasgar o passado. Não fosse Pedro Passos Coelho um perfeito idiota e teria tirado dividendos dessa postura de Seguro.
Por muito que custe aos seus apoiantes, Seguro é a imagem cor de rosa do Coelho laranja.As sondagens falam por si e, enquanto Seguro estiver à frente do PS, os portugueses não acreditam que o PS seja alternativa. Seguro tem vindo a aumentar o "volume de som" e esbraceja cada vez com mais veemência, mas isso não chega. Os portugueses descontentes com este governo querem  ouvir alguém que lhes apresente alternativas e não um tipo qualquer a dizer que a política do governo está errada. Isso eles sabem perfeitamente e sentem-no todos os dias no bolso!
Não sou militante do PS, nem a candidatura de António Costa ( em minha opinião um excelente presidente da Câmara de Lisboa) me  empolga. Vem tarde e de calçadeira. Foram as declarações dos apoiantes de Sócrates que precipitaram a crise no PS. Mais uma vez, António Costa  ameaça avançar, mas depois recua. Não me surpreende. Acredito que não esteja interessado em chefiar um governo e prefira candidatar-se à presidência da República. No entanto, para bem do país, é importante que o PS  apresente ao eleitorado alternativas a este governo e propostas concretas.
Alguns dirão que a crise no PS vem na pior altura. Embora concorde com muito do que escreve o Pedro Coimbra neste post, discordo quanto à falta de oportunidade da crise. À medida que vão sendo conhecidos os candidatos do PS às autárquicas, mais duvido que a vitória dos socialistas seja possível. Quantos simpatizantes do PS irão votar em candidatos como Cordeiro (Cascais) ou Parada (Matosinhos)?
As opções autárquicas de Seguro estão a conduzir o PS para um desastre eleitoral em Outubro. Há pouco tempo para inverter a situação e é bom que a situação interna do PS seja clarificada. Mesmo entregando de bandeja ao PSD a vitória nas autárquicas, um novo líder do PS pode recuperar o partido para uma vitória nas legislativas de 2015. Sim, porque até lá, nem a inépcia de Passos Coelho será capaz de derrubar o actual governo.
Perante o recuo de António Costa, abre-se caminho para um candidato surpresa, como já aqui aventei. Seguro não correrá sozinho no próximo Congresso.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ainda vejo duas luas



Nos primeiros dias de Janeiro, terminei a leitura do terceiro volume da trilogia de 1Q84. Não vou desvendar o final do livro, obviamente. Limito-me a confirmar que continuo a ver duas luas.
Aumentam , por isso, as minhas preocupações e a minha ansiedade em encontrar a porta de saída para me conseguir libertar do Povo Pequeno. Creio que a nova estratégia desta gente perigosa, para  enxotar todos os que se opõem aos seus desígnios, é asfixiar-nos até à morte. Aqueles que conseguirem escapar à brutalidade dos impostos têm uma nova ameaça pela frente. Foi hoje testada em Lisboa. 


O mexilhão

A comunicação social noticiou que a  Lei dos Duodécimos tem uma falha grave. Esta manhã, enquanto tomava café, ouvi uma conversa sobre o assunto. Um dos intervenientes elevava a voz bem alto, garantindo que a culpa é da incompetência dos juristas contratados para os gabinetes ministeriais que não sabem o que andam a fazer.
Obviamente que não me imiscuí na conversa, mas fiquei a pensar com os meus botões:
A culpa será mesmo dos juristas que fizeram a Lei?  Foram eles que a fizeram, é certo, mas foram eles que a  aprovaram? 
Entre os 120 deputados da maioria que lá estão a abanar as orelhas, limpar os assentos do hemiciclo e dizer de vez em quando "Apoiado" para que o seu nome fique registado no "Diário das Sessões"  existem dezenas de advogados. Não houve nenhum que desse com o erro?  E que dizer dos assessores jurídicos do PR que, certamente, foram ouvidos pelo PR antes de a promulgar? Também estão ilibados?
É fácil culpar o mexilhão e esquecer as responsabilidades de quem decide!

Uma porca na socialite lusa

Cinha Jardim soube que podia adoptar uma porca, através de Paris Hilton. Não há nada como ter fontes privilegiadas de informação, no seio da socialite mundial, para concretizar um sonho!
Cinha garante que a porca Pepa vai ser uma estrela. Acredito! Não tarda nada, a Caras faz-lhe uma entrevista...
O passo seguinte de Cinha, no seu indefectível amor pelos animais, vai ser adoptar uma galinha. Mas isso só acontecerá quando alguém lhe disser que, nos seus tempos de estudante, Alberto João Jardim passeava  com uma galinha pela trela,  nas ruas de Coimbra.

Para memória futura

É bom recordar aos portuenses as ideias do candidato Luís Filipe Meneses. Talvez ele também queira desmantelar com uma assinatura o porto de Leixões, o aeroporto Sá Carneiro,a casa da Música e tudo o que o governo de Lisboa considere supérfluo para o Norte

"Luis Filipe Meneses anunciou ontem, na SIC, que desmantelará a RTP com uma assinatura, proibindo a publicidade no canal público".
( 26 de Fevereiro de 2008)
Uns meses antes afirmara:
" Desmantelo o Estado em seis meses"
Meses depois apoiou a manifestação da função pública contra o governo Sócrates
 Não haverá uma alma caridosa interessada em desmantelar LFM? 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Alguma coisa me está a escapar...

Alguma coisa me está a escapar na polémica alvoroçada sobre o Rei Mago escurinho a que se referiu Arménio Carlos. Havia ou não havia um Rei Mago escurinho? A "foto" parece desfazer todas as dúvidas... pelo que não percebo a razão de o líder da CGTP se ter sentido obrigado a dizer que as suas palavras foram descontextualizadas.
Se há alguém descontextualizado nesta história é o Selassié, que deve pensar que os padrões de vida em Portugal devem ser iguais aos da Etiópia, seu país natal que certamente abandonou por ter um nível de vida demasiado elevado. 
Adenda: Já agora, agradecia que os indignados me explicassem se Arménio Carlos foi racista por dizer que o etíope careca é escurinho, ou por afirmar que um dos reis magos é escurinho...

Uma pergunta inconveniente...

A pergunta não é inocente, mas gostaria de saber quantos directores gerais não se deviam já ter demitido, ou sido demitidos, porque falsearam concursos, com o único objectivo de proteger o seu candidato?
Há por aí algum ingénuo que acredite que  todos os concursos para chefias na Administração Pública são sérios e  têm como objectivo escolher o candidato mais qualificado?

No bom caminho

Portugal está no bom caminho. O problema, é que esse bom caminho é virtual e os portugueses vivem com a realidade: desemprego, corte de salários, "enorme" aumento de impostos e uma luz ao fundo do túnel que apenas os avisa de que, à saída, está um enorme precipício.

A idade da reforma

Em 2011 escrevi um post sobre o regabofe das reformas que podem ler aqui.
Agora, que se volta a falar de cortes e de adiamento da idade da reforma , para os 66 ou 67 anos, parece-me oportuno voltar ao assunto.
Sempre considerei uma estupidez fixar uma idade para a reforma. Que a legislação preveja os 65 anos de idade  e/ou os 40 anos de trabalho como condição para ter acesso à reforma por inteiro, parece-me admissível. Impedir que os trabalhadores acedam à reforma antecipada, se assim o desejarem ( e sofrendo uma penalização) é um absurdo!
Por que razão um trabalhador que aos 55 anos não tem condições para trabalhar, por ter problemas de saúde, não pode pedir a reforma antecipada, independentemente de ela ser decretada por uma Junta Médica?
Que vantagens têm as empresas, ou o Estado, em pagar a um trabalhador que não produz e se quer ver livre do vínculo laboral ?
Por que razões se impede um funcionário público que fez um contrato com o Estado para trabalhar durante 36 anos ( ao fim dos quais poderia obter a reforma por inteiro) de aceder à reforma mesmo sendo injustamente penalizado com um corte do que devia receber?
Poder-me-ão dizer que no Estado já é possível, em determinadas circunstâncias, pedir a reforma ao fim de 15 anos de trabalho. É verdade, mas não se compreende por que razão um trabalhador com 40 anos de serviço, que não tenha 30 anos de serviço efectivo aos 55 anos, vê vedado o direito à reforma!
Há demasiadas injustiças ( e não me refiro às reformas douradas dos políticos ao fim de 12 anos, refiro-me aos casos que relatei no post que acima linkei)), incoerências e contradições nas regras da reforma. O que o governo pretende fazer é aumentar as injustiças. Cortar a eito, sem ter em atenção a carreira contributiva dos trabalhadores, penalizando as reformas futuras. .independentemente dos anos de trabalho já prestados, mas mantendo inalterados os privilégios e a iniquidade do sistema, para quem já se reformou.
Será injusto penalizar retroactivamente quem  se reformou com determinados pressupostos que a Lei estipulava- dirão alguns. Concordo. Mas isso é tão injusto, como penalizar trabalhadores com mais de 30/35 anos de trabalho e de descontos, que vêem sistematicamente adiada a idade da reforma.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O novo pin dos membros do governo


Aponte lá na sua agenda...

E não marque mais nada para esse dia! 
Já agora, não se esqueça que hoje é dia de ir aqui  tomar um café em boa companhia e ouvir uma boa estória. 

Le premier bonheur du jour




Perguntas de um operário que lê

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruída,
quem outras tantas a reconstruiu?
 Em que casas da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
foram os seus pedreiros?
 A grande Roma está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?
 A tão cantada Bizânciosó tinha palácios
para os seus habitantes?
Até a legendária Atlântida
na noite em que o mar a engoliu
viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Índias sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou, Felipe de Espanha chorou.
E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos.
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias.
Quantas perguntas.
( Bertolt Brecht)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Conversas com o Papalagui (65)

- Então, tuga, estás satisfeito por ter regressado aos mercados?
- Bastava-me ter dinheiro para ir à praça. Ou ao Pingo Doce, que dá vales desconto e faz promoções. Parece que nos mercados do País das Maravilhas, os produtos são muito caros...
- Mas nos mercados podes comprar com cartão de crédito, tuga!
- Eu sei, mas não tenho dinheiro para pagar os juros que os agiotas me cobram.
- Não te preocupes! Alguém paga por ti e depois cobra-te os juros nos salários e nas pensões.

Vai uma marradinha?

Há quem se divirta com estas coisas. Gostos...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cá como lá


O povo sabe bem quem são os culpados da crise. A diferença é que na Europa os seus melhores aliados são os políticos.

Apostas viciadas

Desde o dia 1 de Janeiro que o governo português se tornou um sistemático vencedor do Euromilhões. Melhor ainda, o governo português ganha mesmo sem jogar!|
Com efeito, seguindo a táctica dos salteadores que esperam a vítima à saída do banco, o governo português montou um esquema semelhante. Não satisfeito com os impostos que já cobra sobre as apostas, Gaspar "decretou" que quem ganhe mais de 5 mil euros em prémios do Euromilhões terá de entregar 20% ao Estado. 
Cada vez tenho mais dificuldade em distinguir quem nos governa, de um grupo de chulos proprietário de um bordel.

As aparências iludem!

Pouco importa que a economia portuguesa esteja de rastos, os portugueses continuem a ser massacrados com impostos, usurpados dos seus salários e direitos. Para muitos, o mais importante para o país é que Portugal tenha boa imagem lá fora. Ora, segundo os mais recentes relatos,parece que a imagem de Portugal lá fora é muito boa e a de Vítor Gaspar ainda melhor. Pelo menos é o que garante o governo e maltrapilhos associados, no que é secundado por grande parte da comunicação social, cada vez mais apostada em servir de câmara de eco, em vez de fazer jornalismo.
Pela minha parte, apenas coloco uma questão: quantas vezes já lemos ( ouvimos e vimos) relatos de pessoas estupefactas com notícias sobre criminosos, violadores e assassinos que eram considerados na vizinhança como pessoas de conduta exemplar?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Apontem lá no post-it

E se entre Seguro e António Costa estiver alguém a preparar no silêncio dos bastidores uma terceira candidatura? Seria uma surpresa? Certamente... ou talvez nem tanto... é com o efeito surpresa que muitas vezes se ganha um partido e se empolga um país. E, a acontecer, nem seria caso inédito na nossa História recente...

Justiça social


Olga, mãe solteira com um filho para sustentar, começa a trabalhar às 8h30 e “larga” às 17.30. Para arredondar o seu magro salário mínimo faz uns biscates pela vizinhança.
Vítor é especialista num gabinete ministerial.Não tem horário de trabalho, nem filhos para sustentar. Tem carro de serviço sempre às ordens, plafond  abonado para o telemóvel, ajudas de custo, despesas de representação e outras mordomias. No final do mês, recebe 6 mil €.
Vítor é uma pessoa com sentido de justiça por isso, perante a crise, alvitrou que os salários fossem congelados, ou mesmo reduzidos. Não, não se referia ao dele, mas sim ao de Olga.

Preparem-se para descontar mais na saúde!

Embora considere que se trata de mais uma canalhice do governo,( porque mais uma vez não respeita a palavra e rasga um contrato unilateralmente) não prevejo grandes convulsões, se o governo acabar com a ADSE. 
O que me parece ignóbil é o governo  dizer que se trata de acabar com privilégios. Por duas razões:
Primeiro: os funcionários públicos e pensionistas do Estado pagam a ADSE, contribuindo mensalmente com mais 1,5% de descontos, do que os trabalhadores do privado.
Segundo:  não acredito que o governo, ao acabar com a ADSE, vá reduzir os descontos dos funcionários públicos e pensionistas. Serão os trabalhadores do privado a descontar mais 1,5% , o que significa mais um rombo no seu salário mensal.Vale uma aposta?
É melhor os trabalhadores não abrangidos pelo subsistema de saúde começarem a perceber que também  serão afectados com o fim da ADSE.

Contra os mouros, marchar, marchar!



As autarquias nortenhas uniram-se em protesto contra as novas portagens, cuja implantação o governo está a estudar.
Alguns deputados da maioria, eleitos pelos círculos de Viana do Castelo ( o distrito mais afectado) e Braga juntaram-se, timidamente, ao coro de protestos, não vá o diabo tecê-las e em eleições futuras os eleitores darem-lhes um pontapé no rabo.
Entretanto, a imprensa noticia que várias empresas do Norte se estão a deslocalizar para a Galiza, fartas de serem martirizadas com impostos.
Muito provavelmente o governo irá recuar (pelo menos parcialmente) na sua intenção.  Convém, no entanto, não perder a oportunidade para reflectir sobre a perda de influência do Norte.
Tudo começou quando se esboroaram algumas das indústrias – especialmente a têxtil- que geravam riqueza. O outrora próspero Vale do Ave é, actualmente, um exército de desempregados, de famílias em dificuldades para garantir o seu sustento, que convive, paredes meias, com muita luxúria e desperdício. Enquanto esta situação persistir, o Norte não se vai levantar e continuará a ser uma zona de recrutamento de emigrantes, aumentando assim a desertificação.
O Norte é, hoje, a região mais pobre do país. Precisa de revitalização e sangue novo para inverter a tendência de queda da última década.
Arreigadas a tradições, resistentes à mudança, as gentes do Norte dificilmente sairão deste marasmo decadente se não se empolgarem num projecto de desenvolvimento de âmbito regional que aproveite as vantagens da sua proximidade com a Galiza. Duvido que a regionalização seja o remédio para a cura, embora acredite que vale a pena tentar. Até lá, porém, as gentes do norte têm de dar um valente murro na mesa e de manifestar de forma veemente a sua oposição ao centralismo exasperante que na última década lhe retirou protagonismo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Eles gostam é de lixo!

A agência S&P manteve o rating de Portugal ao nível de lixo, justificando a decisão com os riscos de o Tribunal Constitucional  vir a chumbar algumas medidas do OE 2013.
Não digo que foi  mais uma encomenda do governo ( a anterior foi ao FMI)  para pressionar os juízes do TC. Limito-me a supor que, depois deste aviso, as taças de champagne devem ter tilintado em S. Bento e na S. Caetano.
Tudo se conjuga para confirmar o que escrevi no post anterior.

Portugal foi aos mercados comprar couves de Bruxelas

O governo ( acolitado pela imprensa do regime) entrou em euforia esquizofrénica porque Portugal  regressou aos mercados. Sinceramente, ainda não consegui perceber se isso é bom ou mau. Sei é que o governo foi ao mercado fazer compras com o dinheiro que me (nos) roubou. Depois pegou nesse dinheiro, injectou-o nos bancos que, de bolsos cheios, foram comprar o dinheiro que o governo nos tinha roubado.
Foi isto que eu percebi das muitas leituras sobre a matéria que fiz nas últimas 24 horas e por isso tenho uma dúvida:
Se ir ao mercado fazer compras com dinheiro roubado é bom, não será melhor começarmos a pensar que devemos fazer um assalto antes de ir à Feira de Carcavelos, ou ao Pingo Doce?
Mas o melhor estava reservado para mais tarde. Minutos antes de o governo convocar os jornalistas para uma festa com fogo de artifício, Christine Lagarde veio pôr água na fervura e lançou este aviso.
Fiquei então com a certeza de que ao contrário do que os jornais titulam, quem foi aos mercados foi o governo e não Portugal. Pior ainda, o governo só foi aos mercados para disfarçar a sua miséria.
Baseio esta afirmação não só nas declarações da presidente do FMI, mas também em vários artigos que li, especialmente neste., a que me permito acrescentar o seguinte:
- O governo antecipou a ida aos mercados, também para pressionar o Tribunal Constitucional. Se algumas medidas do OE forem consideradas institucionais,logo Gaspar, Coelho e a trupe de acólitos com assento cativo nas televisões virá dizer " vejam os malandros dos juízes. Agora que isto estava a correr tão bem, vieram impedir a recuperação do país".
Com esse pretexto, voltarão a pedir a revisão da Constituição e aplicarão novas medidas de austeridade. Que seriam necessárias em quaisquer condições, mas que serão vendidas à opinião pública como consequência do chumbo do TC. Muitos papalvos vão na cantiga e, em caso de eleições antecipadas,  até serão capazes de votar novamente no PSD, para que tenha maioria absoluta e possa cumprir o seu programa, respaldado no voto popular.
Uma grande jogada de antecipação do governo, esta ida aos mercados! Pena que os portugueses a tenham de pagar com mais desemprego e mais austeridade, porque regressaram de lá apenas com um saco de couves de Bruxelas. Os outros sacos são para distribuir pelo Banco Alimentar... dos agiotas.

Boas notícias

Regressou no dia 14, à RTP 2, a rubrica Cinco Noites Cinco Filmes. Oportunidade para ver (ou rever) alguns filmes de excelência. Na última semana, Mystic River e Gran Torino ( apesar desta ressalva) merecem especial destaque.
Esta semana"Paris 36" ( ontem) e " O Miúdo da Bicicleta" ( dia 25) estão entre os filmes que merecem ser vistos ou revisitados.
O bom cinema está de regresso à RTP 2 e isso merece ser saudado.

Os funcionários públicos, esses parasitas...


O governo recebeu os sindicatos da administração pública para lhes comunicar as decisões que tomou em relação ao futuro da função pública ( episódio sazonal  a que o governo chama eufemisticamente negociações).
O ataque do governo aos funcionários públicos ( iniciado no tempo de Sócrates, é bom lembrar...) como se fossem os culpados da crise é abjecto, porque rasga o contrato que assinou com os funcionários públicos ( muitos com mais de 35 anos de serviço) e os trata como escravos da sua vontade.
Fica bem no pensamento da nossa direita esquizofrénica, culpar o funcionário público pelos males do país.  Para alguma gente que por aí escreve em blogs e colunas de opinião, o funcionário público é um parasita que vive à custa dos impostos, desbaratando o dinheiro que os funcionários da coisa privada preferiam gastar em viagens às Caraíbas e festas de espavento.
Convém, no entanto, lembrar que o funcionário público não é o mangas de alpaca, calaceiro avesso ao trabalho que muitos portugueses gostam de caricaturar
Os impolutos funcionários da coisa privada, sejam meros respigadores ou altos funcionários, esquecem que todos os dias, quando depositam os filhos na escola pública às 8 da manhã e os resgatam às sete da tarde, obrigando-os a cumprir um horário de trabalho superior ao seu, deveriam estar agradecidos às funcionárias que os recebem de manhã, à porta da escola, com um sorriso, que os segue atentamente durante os tempos de recreio e tem sempre um gesto ou palavra de conforto, quando choram.
É o professor que se esforça por dar aos seus filhos uma formação que lhes permita singrar na vida, o director que, preocupado com o sub rendimento escolar de algum aluno convoca os pais para reuniões- a que a maioria falta- onde os procura alertar para as disfunções familiares e sociais que podem influenciar o rendimento educativo dos seus filhos.
O funcionário público é a educadora de infância que substitui as mães atarefadas na sua vida profissional, sem tempo para ouvir os queixumes dos filhos, o médico ou enfermeiro que socorre a criança que teve um acidente na escola, ou o polícia que a livrou de um assalto.
O funcionário público é o homem que nos recolhe o lixo todos os dias à porta de casa, o que ouve com paciência de Job os queixumes de gente desprevenida que se endividou sem nexo e agora procura que alguém a salve dos glutões, exigindo ( quantas vezes mal educadamente) uma solução para a sua incúria.
O funcionário público é aquele que passa os dias a trabalhar na defesa dos direitos dos cidadãos, propondo legislação que permita construir uma sociedade mais justa, ou se esforça a produzir informação sobre ambiente e as armadilhas que a sociedade de consumo reserva aos cidadãos.
O funcionário público é o jurista que os aconselha em momentos de aflição, é o obreiro de um país mais civilizado e mais justo, de que todos nos deveríamos orgulhar. É o funcionário do INEM que nos socorre num momento de aflição, o médico do serviço de urgência, o recepcionista que preenche a ficha de utente.

É contra estes cidadãos que alguma sociedade portuguesa afila os dentes, exigindo o seu despedimento e a redução dos seus salários. Será justo?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lost in translation

Como se diz Manuela Ferreira Leite em japonês? Será Taro Aso?

Governo reconhece falhanço

Por uma vez, o governo reconheceu que falhou todas as suas políticas e veio pedir desculpa à oposição.
 Não acreditam? Ora então vejam lá isto!
Mas não se iludam... o pedido de mais tempo vai sair muito caro a todos nós, porque na verdade não é um prémio por termos sido bons alunos, mas sim o reconhecimento de que as políticas  de austeridade  traçadas pela Merdel e pelo entrevadinho não funcionaram, mas eles não querem  ficar sem o guitame.
Perante essa constatação, o natural seria aliviar a a austeridade, mas alemão é mesmo assim. Mesmo quando sabe que a culpa é dele, castiga as vítimas dos seus erros, para mostrar quem é que manda. 
Por isso, meus caros, preparem-se. Vem aí mais austeridade, que agora será justificada pelo boca de brioche e pelo cabeça de supositório, com a necessidade de ser necessário cumprir as metas traçadas no novo plano de ajustamento.
Estes cabeças de abóbora da direita, só de pensarem que a esquerda tinha razão, até se arrepiam e pensam  logo em dar-lhe vergastadas. Ao gosto dos alemães.

Mais surpresas? Não, obrigado!

António José Seguro disse, em entrevista ao JN, que irá surpreender os portugueses quando anunciar os nomes dos ministros do seu governo.
A avaliar pela surpresa da escolha de João Cordeiro como candidato do PS à câmara de Cascais, temo que   o elenco ministerial escolhido por Seguro seja um desastre. assim, agradeço que não fale mais em surpresas, tá?

O artista Meneses


Luís Filipe Meneses apresentou, no sábado, a sua candidatura à câmara do Porto.
Já aqui elogiei, diversas vezes, o seu trabalho em Gaia. Mudou por completo a face do concelho, tornando-o atractivo e devolvendo aos gaienses a sua orla marítima.
Afirmei, também, que LFM era o candidato de que o Porto precisava para sair do marasmo das últimas décadas e que teria votado nele se fosse eleitor no Porto.
Agora, que LFM formalizou a sua candidatura à Invicta, não tenho a mesma opinião.
O país mudou substancialmente e  LFM não poderá reeditar o que fez em Gaia, uma das mais endividadas autarquias do país. Hoje em dia, as autarquias estão asfixiadas financeiramente e o Porto ( como muitos outros concelhos) precisa de ter um presidente imaginativo e que defenda o Porto.
Ora LFM não é, neste momento, o candidato ideal para fazer nem uma coisa, nem outra.
Em primeiro lugar, porque aceitou o apoio de Relvas, esse elemento cancerígeno do governo que destrói tudo em que toca.
Por outro lado, LFM já manifestou ser um apoiante incondicional deste governo que tem tratado o Norte como um subproduto do país. Ora isso  fragiliza o seu poder reivindicativo e coloca-o numa posição idêntica à de Fernando Gomes que, depois de um bom mandato, traiu os portuenses e se pirou para Lisboa, atraído por um lugar de ministro.
Finalmente, LFM não é um homem que saiba fazer bem com pouco dinheiro.
Posto isto, parece-me que LFM seria, na conjuntura actual, o pior candidato possível para o Porto, pois não tem poder reivindicativo junto do governo e trairá os portuenses assim que alguém em Lisboa lhe acene com a cenoura do poder.
Foi, no entanto, uma declaração de LFM durante a cerimónia de apresentação da sua candidatura, que me deixou com os cabelos em pé.
Prometeu o candidato à autarquia portuense que, uma vez eleito, iria propor ao seu homólogo de Gaia a fusão das duas cidades. “ Para que se poupem e rentabilizem recursos e para transformar Porto/Gaia na maior cidade do país”- afirmou.
Como discurso bairrista, não está mal. O problema é que esta proposta esbarra numa realidade incontornável: a fusão de Porto com Gaia seria, neste momento, um negócio ruinoso para o Porto.
Com efeito, a fusão das duas cidades iria permitir maquilhar a dívida que contraiu em Gaia  e cujos custos passariam a ser partilhados pelo Porto.
Espero que os portuenses percebam o logro e rejeitem, liminarmente, uma proposta destas. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Apitó combóio ( com evidente atraso...)



A imagem é da noite de S. Silvestre no Rio de Janeiro, mas só hoje a vi e não podia deixar de a partilhar convosco.
Para mais pormenores, ler aqui

Noite de estreia


A RTP estreou, sábado à noite, o seriado “Depois do Adeus”. Trata-se da sequência da série “Conta-me como foi”, uma das mais aclamadas dos últimos tempos que retratava, com muita fidelidade, o Portugal do Estado Novo.
“Depois do Adeus” começa em 1975 e centra-se no drama dos “retornados”. O primeiro episódio faz-me temer o pior.
O guião parece ter sido escrito pela dupla Relvas/Coelho: portugueses calaceiros contra portugueses empreendedores. Comunistas malandros que põem o país à beira do caos. Jovens mandriões esquerdistas contra  jovens fascistas bêbados. A salvação do país na Fonte Luminosa. A vitória dos bons sobre os maus.
O problema desta série é que já conhecemos o final. É esse epílogo - visível por estes dias  - que me leva a acreditar que o guião, se não foi escrito pela dupla maltrapilha, foi certamente por ela encomendado. O retornado Coelho vinga-se dos infiéis que lhes roubaram a terra e nele se revêem milhares de retornados espoliados. Os empreendedores triunfarão sobre os privilegiados. Estes, se não estiverem bem, mudem-se, porque há mais mundo para além das fronteiras. Uma produção bíblica em versão laranja ressabiada.
Os “retornados” mereciam mais respeito. Os que os receberam também.
Trabalhei no IARN e sinto-me revoltado. Não devia. Tinha obrigação de saber que isto ia acabar  assim.

Acalmem-se! A Vichyssoise não chegou a ser servida


Marcelo Rebelo de Sousa esteve ontem particularmente contundente, como aliás eu já previra aqui. 
O que sinceramente não esperava, é que MRS viesse a ser desmentido por João Soares sobre uma suposta conversa telefónica que afirmou ter tido com Mário Soares ontem à tarde.
Quando li o desmentido de Soares pensei mesmo que poderíamos estar perante uma segunda edição da célebre Vichyssoise. Ou, em alternativa, que a doença de Pedro Passos Coelho (que o tornou um mentiroso compulsivo) estivesse a alastrar a outras figuras do PSD.
Afinal, foi João Soares que falou antes de tempo. A conversa entre MRS e Mário Soares não foi invenção do professor. Apenas teve uma pitada de coentros para a tornar mais apetitosa. É que, na verdade, MRS falou com Mário Soares, mas através de Eduardo Barroso. Terá sido mais ou menos assim:
- MRS: Então e como está o Mário?
- Eduardo Barroso:  Vai melhorando, felizmente.
- MRS: Diz-lhe que lhe mando um abraço
- EB: Ele também manda. Diz que um dia destes têm de se encontrar.
Radiante, MRS chegou à TVI e, enquanto esperava pela sua intervenção, romanceou a estória. João Soares não gostou de saber e meteu o pé na argola. Agora vem dizer que não chamou mentiroso a Marcelo. Nem precisou... a amplificação nas redes sociais da sua mensagem no FB fez o trabalho por ele.
Felizmente que nesta coisa das tricas entre políticos, a comunicação social é célere a ouvir ambas as partes.

Roleta Russa no Casino Portugal


Os portugueses vivem de acordo com as contingências de uma roleta russa.
Como se não lhes bastasse serem governados por  um grupo de esquizofrénicos, ainda se têm de confrontar com os humores das instituições. Senão, vejamos...
Na Justiça…
Continuamos a assistir ao triste espectáculo de alguns juízes proferirem sentenças com base nas suas convicções e não no direito, menosprezando a prova científica , o direito comparado, ou mesmo sentenças proferidas por outros juízes apontando em sentido contrário. A justiça em Portugal é, cada vez mais, uma roleta russa.
Na Saúde…
 A cura já não depende apenas da medicina ou da capacidade técnica do pessoal médico. Um doente, em Portugal, tem de ter a sorte de ir parar a um Hospital onde os médicos não estejam proibidos de prescrever determinados medicamentos. Viver ou morrer, depende também da sorte
No trabalho…
Assinar um contrato de trabalho com o Estado, é o mesmo que assinar um contrato de escravatura. O patrão põe e dispõe a seu bel prazer, indiferente aos compromissos que assumiu com o trabalhador. Ao fim de 35 anos de serviço ( ou mesmo mais) o Estado muda as regras e o funcionário publico acata. Nem sequer lhe é dada a possibilidade de rescindir o contrato com justa causa e receber a indemnização a que tem direito, por incumprimento contratual do patrão.
Nas empresas, tudo depende do patrão. Há muita gente séria, mas também há empresários sem escrúpulos que tratam os trabalhadores como mercadoria.
Dizem-nos que as coisas melhorariam se pagássemos mais impostos. Ou seja, se aumentarmos o valor da aposta. Mas quem acredita nas promessas de croupiers vigaristas? Pagar impostos  em Portugal é como fazer uma aposta no Euromilhões. Um cidadão tanto pode ter a sorte de ver a sua aposta premiada, como ver o seu dinheiro ir parar à banca, ou ser desbaratado pelos gestores deste casino.

domingo, 20 de janeiro de 2013

O melhor do mundo

O melhor árbitro do mundo chama-se Proença, mas não é este...



Segundo a  IFHHS  é este...


Hmmmm, coisa gostosa!

Hoje, Santa Maria da Feira está em festa. É dia de desfile das fogaceiras. Que tal uma fatia de fogaça acompanhada por um cafezinho, enquanto assiste a uma animada partida de matrequilhos?

O novo brinquedo do Passos



Pedro Passos Coelho aderiu à campanha " Alugue brinquedos para poupar" e já tem um brinquedo novo. Trocou-o pelo Gaspar, por uns dias, para ver como funciona. Se a Moeda falsa lhe agradar, até é capaz de deitar fora o rei mago.

Le premier bonheur du jour

É tão giro ter um mini!
Sigam o link e tenham um bom domingo.

sábado, 19 de janeiro de 2013

In Memoriam



Tiveram hoje início as comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. Foi um dos mais ilustres portugueses do século XX. Daqueles que amaram Portugal e tentaram dar a este país um rumo que não tivesse este epílogo miserável: entregue aos agiotas  por traidores.
Portugal precisava de uma centena de homens como Álvaro Cunhal para se livrar da escória imunda que nos governa.
Digo-o com a independência de quem nunca foi do PCP, mas sabe distinguir um patriota (Cunhal) de um traidor que está a fazer um ajuste de contas com o passado (Coelho)

Mulheres ao volante? Um desastre!


Esta manhã, quando vinha pela auto-estrada, olho para o meu lado esquerdo e o que vejo???
Uma fulana num Mercedes novinho, a 150 km por hora, de queixo levantado para o espelho retrovisor a pôr rímel nas pestanas!
Continuei a olhar por mais uns segundos quando reparei que o carro dela já estava mais de metade na minha faixa de rodagem e ela continuava tranquilamente a pintar os olhos!!!
Apanhei um susto de tal forma (sou homem, não é?!?! Estas coisas chocam-me!!!), que deixei cair a máquina de barbear e larguei o Donut que ia a comer! Como se não bastasse... no meio daquela confusão toda, a tentar não tirar os joelhos do volante para não me despistar, dei uma pantufada no telemóvel que caiu dentro do café que levava no meio das pernas, salpiquei tudo, queimei "o meu amigo e os amigos dele", estraguei a porcaria do telefone e ainda por cima desliguei uma chamada importante!!!
Raios partam as mulheres ao volante!!!
( Via FB)

Obviamente que não!

O governo não concede tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval. Tem lógica! Se desde que estes tipos chegaram ao poder o Carnaval é todos os dias, por que raio haveriam de dar tolerância de ponto numa terça-feira? Ainda se fosse numa segunda... ou numa sexta, sei lá!

Arte Urbana (17)

Em S. João da Madeira, Alexandre Farto (Vihils) presta homenagem aos trabalhadores da Oliva

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Adolfo e o efeito boomerang

"Os comentadores que apoiaram as políticas que nos arruinaram, as associações que beneficiaram das políticas que nos arruinaram, as elites que conviveram bem com as políticas que nos arruinaram e os agentes sociais que fizeram parte das políticas que nos arruinaram são vozes que devemos sempre respeitar, mas às quais não temos de pedir autorização para governar".
(Adolfo Mesquita Nunes no i)

Falas bem, mas não me enganas Adolfo!Dentro de alguns meses, estarei pronto a acrescentar:
" Perante a situação de calamidade em que nos encontramos, os deputados que arruinaram o país quando aprovaram o OE 2013, deviam pedir desculpa aos portugueses e demitir-se. Prestavam um bom serviço ao país e talvez escapassem de ser acusados de traidores".

Thanks God, it's Friday!


Meias verdades

Ontem, só pude ver as notícias da meia noite. Nos serviços noticiosos dos três canais, fartei-me de ouvir dizer que Hollande elogiara o programa de ajustamento português. Como terá acontecido com muitos outros, acreditei que o presidente francês se rendera ao gasparismo. 
Esta manhã, ao ler o "Expresso", constato que as televisões só deram metade da notícia e afinal Hollande fora crítico em relação à via da austeridade escolhida por Gaspar e apoiada por Coelho. Chegou mesmo a dizer que Portugal não é exemplo a seguir
O que terá levado as televisões a truncar a realidade? Não me digam que a Sofia Galvão também já edita os noticiários televisivos!

Tudo normal!

Ricardo Salgado esqueceu-se de declarar 8,5 milhões.  ao fisco. É normal! Eu às vezes também me esqueço de umas moedas no bolso. O que não é normal, é que um tipo que se enganou num cêntimo na declaração do IRS seja multado em 88 euros e um banqueiro seja recompensado com dinheiro dos contribuintes, cada vez que  brinca com o dinheiro dos outros.
Também  é normal que, três anos depois de ter sido preso por suspeitas em relação ao BPN, Oliveira e Costa continue em liberdade à espera da prescrição do processo em que está envolvido. O que não é normal é Relvas continuar a ser ministro. Ou um banqueiro participar nas reuniões do conselho de ministros.
Ou talvez seja...porque é sempre bom não esquecer que vivemos num país que é um protectorado da alta finança.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

E se...

... antes de começar a fazer declarações destas, Seguro se visse ao espelho? Ou fosse a um psiquiatra, para ver como está a sua  saúde mental? Ou, pelo menos, percebesse que os portugueses gostam (quase) tanto dele como de Coelho? 

O Purgatório




Esta noite sonhei que uma tremenda catástrofe tinha atingido Portugal sem aviso prévio. Ou melhor: os meteorologistas tinham avisado que se aproximavam ventos fortes e muita chuva, quiçá mesmo algumas trovoadas, mas as pessoas não ligaram muito e saíram à rua sem guarda chuva, até porque o dia amanheceu radioso e os passarinhos cantavam nos beirais, anunciando a Primavera. 
Durante o dia apareceu na televisão um meteorologista a anunciar que vinha aí uma tempestade que provocaria enormes inundações. Para não variar, acusou as pessoas de serem as culpadas pelas consequências, porque não tinham limpado as sarjetas.
Vim trabalhar e depois fui almoçar com um amigo.  Contei-lhe o meu sonho. Curiosamente ele sonhara o mesmo. Depois de um bate papo, quando cada um ia à sua vida, vimos que o céu se toldara de repente. Saímos para a rua e começámos a reparar que as pessoas andavam na rua como almas penadas. Na montra de um estabelecimento havia uma televisão ligada. A imagem mostrava um plano fixo de três rostos muito sorridentes: Coelho, Gaspar e Relvas. Olhámos em redor. As pessoas passavam por nós de rosto fechado e olhos postos no chão. Caminhavam em círculos, como se não soubessem de onde vinham, nem para onde se dirigiam.
Foi então que percebemos que estávamos todos no Purgatório, à espera que alguém decidisse se transitaríamos para o Céu ou para o Inferno. Os decisores eram aqueles três rostos que se viam no televisor num plano fixo. De imediato percebemos qual seria o nosso destino, mas não entrámos em pânico. Qualquer Inferno será melhor do que viver na indecisão de um Purgatório, onde os juízes são três bandidos armados em meteorologistas. 
De repente, abriu-se uma porta e uma velhinha mandou-nos entrar.
 O corredor é estreito, mas esforcem-se por conseguir atravessá-lo . A mim já me condenaram ao Inferno. Vocês ainda têm uma oportunidade- disse. No final do corredor está um avião à espera dos que ainda não foram sentenciados. Vão depressa, antes que eles vos condenem à morte!
Mas nós não estamos mortos?
Não! Estão apenas adormecidos mas, se demorarem muito tempo a fugir, não escaparão! 
Recusámos a oferta. Aproveitámos o facto de saber que ainda estamos vivos para acordar o maior número de pessoas possível. Se formos muitos, talvez consigamos impedir que aqueles três rostos cumpram o seu desígnio. Se formos muitos, poderemos derrotá-los e expulsá-los para sempre do ecrã de televisão onde estão instalados a comandar as nossas vidas. 

Aleluia! Pedro Passos Coelho disse uma verdade!



Finalmente, Pedro Passos Coelho disse uma verdade! Em Paris, afirmou que "o governo está a trabalhar intensamente para criar oportunidades em Portugal".
Não disse, mas todos sabemos, que estas "Novas Oportunidades" criadas com as privatizações das empresas portuguesas são uma grande oportunidade para o Relvas, o Borges, o Gaspar e para ele próprio. Ao menos, que haja alguém a ganhar com a crise. Os 10 milhões de portugueses que o governo condenou à fome e à miséria devem aguardar pacientemente a sua vez. Depois da troika é que vai ser bom e haverá oportunidades para todos, como PPC não se cansa de repetir  na sua nova "cassette" gravada na feira de Carcavelos.
Adenda: como o homem não consegue estar mais de meia hora sem dizer uma mentira, já borrou a pintura toda

O segredo dos famosos

Hoje, vários jornais escolheram para chamada de capa o título " Estripador de Lisboa absolvido".
Estamos perante um bom exemplo de uma não notícia. 
É certo que depois de o filho ter ido para um reality show dizer que o pai era o  autor dos crimes cometidos contra prostitutas na zona de Lisboa, José Guedes passou a ser  tratado na comunicação social como o "Estripador de Lisboa".
Acontece, porém, que José Guedes estava a ser julgado por dois outros crimes ocorridos em Aveiro ( também envolvendo uma prostituta)  do qual foi ilibado e não sobre os crimes pretensamente cometidos sobre prostitutas de Lisboa que terá "confessado" a  Felícia Cabrita, jornalista do "Sol". 
Não foi o "Estripador de Lisboa" que foi absolvido ( continua a ser desconhecido o autor dos crimes), mas sim o cidadão José Guedes, acusado de dois crimes cometidos em Cacia (Aveiro) e cujo filho,  na tentativa de prolongar os seus 15 minutos de fama, acusou num reality show de ser o autor de três crimes em Lisboa, envolvendo prostitutas.
José Guedes esteve 13 meses preso e a sua advogada admite a possibilidade de o seu cliente vir a pedir uma indemnização. Pretensão que me parece condenada ao fracasso. Este julgamento custou ao Estado muito dinheiro em investigação e em processos judiciais. Preço que José Guedes pagou com a prisão, ao pactuar com o filho que pretendia ser famoso e inventou uma história. As contas não estarão saldadas, porque foram os contribuintes a  pagar a brincadeira e nunca serão ressarcidos. Portanto, o melhor é tirar o cavalinho da chuva...
Adenda: Sim, ematejoca, eu sei que  Glória Araújo, deputada do PS, foi apanhada com 2,4 g/l de álcool no sangue na noite do seu aniversário. Já escrevi sobre isso aqui, portanto não precisa de vir para a caixa de comentários informar-me em cada post que escrevo. Obrigado!




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um adeus a Belém

Confirmadíssimo. Marcelo Rebelo de Sousa não será candidato a Belém. Miguel Relvas "nomeou" José Arantes ( um homem que uns dias é jornalistas, outros assessor de imprensa e outros ainda membro de governo) para director da RTP Internacional.
Ora José Arantes é amigo fidelíssimo de Durão Barroso, o que significa que o Zé Manel será o candidato do PSD a Belém e Arantes vai para a RTP Internacional promover a candidatura do amigo.
Assim se esvai a última oportunidade de Marcelo se candidatar à presidência. Um sonho de vida que se esfumou.
Mas nem tudo se perde...talvez a partir de agora o professor passe a ser mais crítico do governo e de Passos, pois já não precisa de o amanteigar. É até bem provável que MRS comece, em breve, a praticar as vingançazinhas, com a mestria que lhe é conhecida.

Zico versus irmãos Metralha


Algumas dezenas de milhares de portugueses (entre os quais me incluo) assinaram uma petição em defesa do Zico. Já aqui expliquei a razão de a ter assinado. 
Não esperava é que a defesa de um cão mobilizasse tanto a sociedade portuguesa e suscitasse tão aceso debate nas redes sociais e na comunicação social. 
Se considero a petição uma causa justa, porque visa defender o cumprimento da Lei, numa altura em que continua a morrer gente, vítima da impunidade com que são tratados alguns donos de cães, irresponsáveis, não deixo de lamentar que causas mais justas,visando a dignidade humana dos portugueses, sejam acolhidas com muito menos entusiasmo.
 Refiro-me, obviamente, à passividade dos portugueses perante o assalto dos irmãos Metralha. Lamuriosos e de bolsos vazios, os portugueses não defendem a sua dignidade de cidadãos. São mais lestos a defender a dignidade de um cão. E isso é que me encanita!

E por falar em papagaios...

Vamos oferecer um destes robots ao Pedro, para ver se o homem volta para as empresas do padrinho?

Uma pessoa séria!

Já toda a gente deve ter visto este video, mas nunca é demais lembrar as palavras deste embusteiro. Até porque há dois dias que, tal papagaio de bordel, garante  ter toda a legitimidade para governar. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Psssstttt, ó coisinhos!


Soube que os vossos patrões estão a discutir a sociedade civil à porta fechada e com a informação para o exterior condicionada. Quando é que vocês vão convocar uma manif em defesa  da liberdade de expressão? É que desta vez, face à gravidade dos factos, eu também quero ir... Até vou de branco, se continuarem a exigir tão patusca indumentária.
O quê, isso agora não interessa nada porque vocês já estão  lambuzados  com o pote e até são capazes de lavar o dito ao Relvas, com água de rosas? 
Pronto, já percebi...vocês são mesmo uns gajos de honestidade moral e intelectual irrepreensível. Desde que  vos deixem mexer no pote, até vos podem mijar em cima, que vocês aguentam. Vão bardamerda!
E se  os vossos patrões querem discutir a sociedade civil nestas circunstâncias, então digam-lhes que o melhor é irem discutir para casa do Pedro, e pedirem à Laura para preparar os aperitivos. Fica na mesma tudo em família e sai mais barato aos contribuintes.

Pepa versus Relvas


Na última semana, as redes sociais escandalizaram-se com a Pepa. Para quem não saiba, a Pepa é uma miúda de 17 anos que ousou dizer que o seu sonho para 2013 era ter uma carteira Chanel.  Quantos de nós não tivemos sonhos parvos na nossa juventude? Porquê acusar a Pepa de ser fútil, num país que corre para o Pingo Doce num 1º de Maio, faz filas para ter a última versão do Ipad ou ser o primeiro a ter o último livro da saga Harry Potter?
Curiosamente, neste país escandalizado com a Pepa, poucas foram as vozes que se levantaram contra Miguel Relvas, que foi passar o fim de ano ao Copacabana Palace, na companhia de pessoas tão recomendáveis como Dias Loureiro ou Paulo Maluf.
Pepa é uma miúda de 17 anos que oscila entre o pedantismo e a futilidade betinhas, mas pretende comprar a carteira com o seu dinheiro. Fazendo poupanças.
Miguel Relvas é um adulto com curriculum pouco abonatório, habituado a falar ao telefone ( e outras coisas mais) à custa dos contribuintes, membro de um governo que pede sacrifícios aos portugueses e proclama a austeridade como lema de vida. Relvas devia ser responsável, coisa que não podemos pedir à maioria dos jovens de 17 anos. 
Deixem a Pepa em paz. Preocupem-se é com o escroque do Relvas e toda a pandilha que o rodeia e nos anda a roubar diariamente.

Sinais...

É com estas pequenas lições que se aprende. Eu sei que se trata de uma Junta de Freguesia, que há circunstâncias particulares que explicam os resultados, mas é bom que não esqueçam este caso, por muito insignificante que possa parecer...

Os novos "estrangeirados"



Na sua última homilia dominical, Marcelo Rebelo de Sousa chamou “estrangeirado” a Carlos Moedas. Entendi, na expressão de MRS, que ministros como Gaspar ( cuja carreira foi desenvolvida em instâncias internacionais que se estão nas tintas para os interesses de Portugal) deviam ser incluídos nessa expressão mas, como sempre, MRS foi dúbio. 
Mais assertivo e abrangente, o presidente do Tribunal de Contas veio dizer, no dia seguinte, que o governo não se deve guiar por economistas visitantes. De uma só penada, Guilherme Oliveira Martins abrange a gentalha da troika e os   que governam o país em nome dos interesses do capital estrangeiro. Quer eles venham do BCE, da Goldman Sachs, ou de outra qualquer instituição a soldo dos mercados.
Convém lembrar que os estrangeirados do século XVIII ( Verney, Gusmão, ou  o marquês de Pombal) influenciaram profundamente o poder, numa época em que o analfabetismo em Portugal era esmagador e as Ordens Religiosas dominavam o ensino, com métodos da Idade Média. 
No século XXI , o índice de analfabetismo é residual ( embora o analfabetismo funcional deva atingir mais de 60% da população)  e estrangeirados como Moedas e Gaspar- apesar de fazerem  parte de um governo cujos expoentes máximos ( Coelho e Relvas) são parolos profundos  rendidos ao esplendor dos mercados- têm mais dificuldade em impor as suas ideias. Daí que recorram ao FMI para as “vender” como símbolo de progresso.
Portugal nunca teve, ao longo da sua História, um grupo de jovens tão qualificados como neste limiar do século XXI daí que, para impor o seu programa ideológico, a dupla de parolos tenha envidado todos os esforços para correr com a massa crítica do país, obrigando-a a emigrar.
Portugal poderá, nos próximos anos,  perder todo o investimento que fez na educação dos seus cidadãos ao longo de duas décadas e entregar a países estrangeiros o melhor capital que tinha para refundar o país, tornando-o europeu e moderno: o capital humano. Tudo em nome dos interesses destes novos estrangeirados que nada têm a ver com os do século XVIII.
 Como muito bem salientou Guilherme d’Oliveira Martins, estes estrangeirados são apenas “visitantes”. O futuro deles não passa por aqui, o seu país é apensa um estágio para progressão de carreira lá fora.
Estão, por isso, marimbando para Portugal. Não estão preocupados em desenvolver o país, mas tão só atirá-lo para a cauda da Europa e tornar a sua população escrava do poder financeiro internacional, enquanto eles se banqueteiam nas instituições europeias. 
O basbaque de S. Bento não percebeu nada disto. Acredita que ficará na História como salvador da pátria, mas não terá mais do que uma nota de rodapé a acusá-lo de chefe de um gangue de traidores que fez retroceder o país mais de meio século.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O mundo mudou!


No meu tempo, eram elas que se queixavam de dores de cabeça.
Ainda sou do tempo em que ver uma maminha num filme era motivo de conversa para um mês e o tipo que tinha um exemplar da Playboy era tão importante como o "dono da bola" com que jogávamos futebol nas traseiras lá de casa.
Será por isso que não me sinto cansado?

A wTVision é do Relvas?


No site da liga Portuguesa de Futebol, o resultado do Benfica- Porto apareceu falseado. Aresponsabilidade- esclarece a Liga- é da empresa wTVision
A wTVision "tem como clientes os órgãos de comunicação social, canais de televisão, empresas de produção técnica e conteúdos, assim como clubes desportivos, academias e federações".
Provavelmente, é isso que explica a intoxicação informativa do governo na comunicação social...

Podiam entender-se, para ver se a gente percebe?

Já só faltam 800 dias ( mais coisa, menos coisa...) para que o PSD volte a ganhar as eleições. Com declarações destas,  ou destas o PS dá mais um tiro no pé e ( mais uma)  boa ajuda ao governo.
Não vale a pena perder tempo com as trapalhadas em que o PS se envolve quase diariamente. O importante é desmontar o que está por detrás deste debate sobre a ADSE e o SNS e saber o que realmente pensa o PS se um dia for governo.
Os caramelos ainda não perceberam que os funcionários públicos descontam para a ADSE e que a existência deste sistema de saúde é do interesse dos hospitais privados? Como é que pensam que Hospitais como o da Luz sobrevivem?
Claro que o Zorrinho também não percebeu os defensores da extinção da ADSE... Pensou apenas: eh, pá, acabar com a ADSE é impopular, porque aquilo vale mais de um milhão de votos. Vou dizer que o PS é contra. 
Já agora, Adolfo, foi uma pena teres metido a viola no saco e, depois de tantas ameaças e escritos no FB, teres-te juntado ao grupo de cobardolas que aprovou o OE 2013. Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras, sabias?

O bode expiatório


Enquanto a austeridade apenas atingiu os funcionários públicos, a maioria das pessoas mostrava-se compreensiva, porque afinal os servidores do Estado são mandriões,ganham muito e é justo que sejam eles a pagar a crise. Em relação aos cortes nas pensões dos reformados, o silêncio da comunicação social e comentadores acoplados era a regra.
Qualquer pessoa com dois dedos de testa e um neurónio sabia que, mais tarde ou mais cedo, a austeridade ia tocar a todos,  mas o acórdão do Tribunal Constitucional veio precipitar os acontecimentos. No dia em que soube da notícia ( não estava em Portugal)  adverti que as ruas se iam animar, mas a intoxicação informativa desencadeada pelo governo acalmaria as hostes. 
Quando o governo aumentou brutalmente os impostos começou a cortar a torto e a direito, respaldando as suas decisões no acórdão do TC ou nas exigências da troika ( este governo tem a peculiar característica de nunca se responsabilizar e culpar outros pelas asneiras que faz...) as pessoas reagiram, mas o governo suspirou de alívio. Desde Maio que sabia ser impossível cumprir o défice e, bem feitas as contas, o TC veio dar-lhe uma ajuda em vez de lhe criar um problema. Como explicaria o governo os cortes, sem a "involuntária ajuda" do TC? Assim, passou a ter mais um bode expiatório para justificar a sua política de destruição do país.
Em 2013, a situação é idêntica. O governo não conseguirá cumprir o défice, as contas vão continuar a derrapar e o governo precisa de um bode expiatório para se desculpar da sua incompetência. Nada melhor do que o chumbo do OE 2013, para que Coelho, Gaspar e comandita venham para a rua dizer aos portugueses que vão ter de aguentar mais sacrifícios, mas a culpa é do TC.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Um acordo secreto?

Não haverá no PS quem se chegue à frente para o país se ver livre de Seguro? O líder do PS deve ter mesmo um acordo secreto com Coelho e  não  quer perturbar a governança de PPC. Cada vez que o PSD mete o pé na argola, Seguro corre pressuroso a fazer uma asneira para irritar os potenciais eleitores. A última sacanice  foi esta.

O garoto de Ipanema



Foi passar o fim de ano ao Brasil e hospedou-se no hotel mais caro do Rio de Janeiro. Alguém pagou a conta, porque não há almoços grátis...
Grátis é este cafezinho que vos convido a tomar aqui hoje E, esta semana, a convidada traz um pitéu muito especial...

Le premier bonheur du jour



Para esta manhã de domingo proponho-vos uma viagem até Cabo Verde. Tenham um bom domingo e logo à tarde não se esqueçam que temos cafezinho ( com suplemento especial) servido pela Janita, no sítio do costume.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Foi você que pediu um abate?



Pensei escrever um post sobre a morte de um bebé, em Beja, provocada  por um pitbull (arraçado). Sobre o que penso dos cães ditos perigosos e suas relações com os seres humanos já escrevi  várias vezes, a última das quais aqui
Tencionava, por isso, escrever sobre as razões que me levam a assinar a petição onde se pede a suspensão do abate do cão.
Comecei o post( que nunca será escrito)  invocando o facto de o cão ser mais vítima do que algoz em toda esta trama ( se alguém deve ser punido é o avô do bebé, cujas declarações às televisões me deixaram agoniado). Foi então que me lembrei de um comentário feito pela Patti  (sim, eu lembro-me de muitos dos vossos comentários, mesmo alguns  meses depois...)  naquele post,  que enuncia todas as razões que eu poderia invocar. Por isso, limito-me a reproduzir o que a Patti escreveu: ( os sublinhados são da minha responsabilidade)

"Os animais, primeiro que tudo são irracionais. Não se pode esperar um comportamento sempre igual, coerente e ordenado da parte deles.
Há raças mais indolentes, outras mais agitadas, outras tímidas, outras nervosas, outras dominantes e por aí afora.
 Ora da irracionalidade de um animal, há que esperar tudo, e aqueles cuja raça é mais agitada, enérgica, dominante ou como lhe queriam falar, é preciso ter cuidado redobrado. O inesperado acontece um dia. Ou nunca.
Aqui falham os donos, os "criadores" e a legislação. E as desgraças, como as que o carlos fala, acontecem.
 Agora que muitos destes bichos, devido às características próprias da sua raça, são instigados à agressividade gratuita, isso é um facto. Eu testemunho isso todos os dias.
 Assim como é um facto, ainda mais vergonhoso, que não há legislação eficaz que puna verdadeiramente este comércio escandaloso e desumano, de lutas de animais de raça potencialmente perigosa, às nossas portas.
Não há legislação que puna os donos de cadelas enjauladas, unicamente parideiras de cachorros que logo desde bebés são ensinados a matar.
Não há legislação que os salve, às mãos, destes donos, eles sim verdadeiros assassinos! E racionais, ainda por cima.
 Assim como não há legislação, neste país vergonhoso, onde um animal de estimação é ainda considerado como "coisa", e que quem abandona, maltrata e mata, sai completamente impune.
 Há toda um código civil obsoleto, pré-histórico que tem de ser mexido, no que diz respeito aos direitos dos animais nesta terra terceiro mundista!"

Indignação na capoeira



O PS decidiu - e bem- levantar a imunidade parlamentar à deputada Glória Araújo que bebeu uns copos ( digamos mesmo, bastantes, porque 2,4 g/l  é sinónimo de depósito bem atestado) no dia do seu aniversário. Por isso, nada escrevi sobre o assunto. 
Mudei de ideias ao ver que umas garotinhas adeptas da maioria, daquelas que engravidam ao som do hino do PSD, pedem a demissão da deputada do PS. Se quem faz estas exigências não tivesse cérebro de galinha, eu perguntar-lhes-ia quando é que pedem a demissão dos deputados do PSD e do CDS  que votaram a favor do OE 2013, violando os mais básicos princípios da ética republicana. Ou, para recuar ainda mais, quando é que estas galináceas exigem a demissão do trambiqueiro Relvas.
Assim, não vale a pena perguntar-lhes o que quer que seja.  Limito-me a traçar uma linha recta no chão com um pau de giz. As galinhas gostam e sempre anima a capoeira.

Arte Urbana (16)


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Figurinhas

Este país está cheio de figurinhas. Gente sem coluna vertebral que saltita de partido em partido, à procura de um lugar ao sol. A administração pública, os gabinetes ministeriais, o mundo empresarial e a alta ( e baixa) finança estão cheios  desta gente rasteirinha, que está sempre do lado de quem ganha, nem que tenha de vender a alma ao Diabo.
Já há muito  sabia que Vital Moreira é uma figurinha oportunista. Igual a Zita Seabra ou Pina Moura, mas com bigode.No entanto, tenho pena de ver Vital Moreira ( ui, um catedrático de Coimbra, meu Deus!) fazer estes fretes, sem sequer cuidar de explicar a razão que o leva a defender o oposto do que defendia há dois anos.  Qual será o tacho que este merdoso intelectual da treta quer abichar desta vez? 

Portugal já saiu da Europa?

Ao ler as críticas de Martin Schulz e Juncker ao relatório do FMI, contrastantes com o aplauso do governo português, ocorre- me perguntar se Portugal já terá saído da Europa. Como é possível que um governo que supostamente devia defender os portugueses, seja indiferente às críticas dos dirigentes europeus e aplauda um documento que os condena a sacrifícios insustentáveis?
Parece ser muito claro que este governo está a trair o país e os portugueses. No entanto só o faz porque, não existindo em Portugal um PR, actua impunemente. 
Face à gravidade da actuação do governo, é urgente eleger um PR que, obrigatoriamente, demitirá o governo logo após a tomada de posse. Portugal não se pode dar ao luxo de instalar um reformado em Belém, com o argumento de que é preciso cortar nas despesas do Estado. Precisamos mesmo de um PR a tempo inteiro, que cumpra a Constituição e obrigue o governo a respeitá-la.

Um crime (quase) perfeito

O programador introduziu dados falsos, para que o computador lhe desse a resposta desejada. A batota foi descoberta. Que fará agora o badalo de Belém? Despedirá o burlão com justa causa e sem direito a indemnização, ou continuará a fazer de Bela Adormecida?
Ver como os burlões enganaram o FMI
 Aqui  e Aqui