terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano Novo, Vida Nova

A partir de amanhã entrarei num novo  mundo e numa nova vida. Os preparativos  têm-me ocupado muito tempo e impedido de vos visitar. A todos aqueles que por aqui passam, expresso assim os meus votos de um Feliz 2014 e apresento as minhas desculpas por não poder fazer a habitual visita de Ano Novo.
Até estabilizar, as postagens vão ser escassas, mas virei aqui sempre que puder.
Até para o ano!

O melhor e o pior de 2013?

O melhor:os dias que passei fora de Portugal
O pior: saber que 2014 será tão mau, que nos vai deixar com saudades de 2013.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Há sempre alguém que diz sim!

Já perdi a conta às remodelações neste governo. Hoje foram despedidos mais três ajudantes, rapidamente substituídos por outros tantos. Nos partidos do governo há sempre alguém que diz sim na hora de ir ao pote.

Balanço de 2013

120 mil portugueses foram obrigados a emigrar. Foram expulsos do seu país, por um grupo selvático que se apoderou do pote e continua a governar só para os amigos.

Portugal está morto, mas ainda ninguém percebeu

Um país que não reage às interferências das instituições estrangeiras na sua vida interna, está morto.
Quando o bandalho Durão Barroso ameaça o Tribunal Constitucional e a resposta é o sorriso cúmplice do primeiro ministro;
Quando instituições como o Conselho da Europa, ou o FMI, afirmam que a austeridade está a destruir um povo e um país e a resposta do governo e do PR é "venha mais austeridade;
Quando o putativo PR é insultado pelo governo guineense e a reacção é o silêncio;
Quando o governo ataca o seu próprio povo e este acata passivamente o roubo, o insulto e a corrupção, só se pode concluir que o país não tem governo, não tem povo e o PR é uma mera figura decorativa a soldo dos interesses estrangeiros.
Um país assim, é um país morto. Paz à sua alma!

Para lembrar em 2014

Ser solidário não é andar a encher os bolsos do governo, do Belmiro e do Alexandre Soares dos Santos, com donativos para o Banco Alimentar contra a Fome. Isso talvez sirva para aliviar consciências, mas não é solidariedade. 
Ser  solidário é unir-mo-nos para derrubar este governo e colocar em S. Bento (e em Belém) gente honesta, apostada em defender o seu povo e não em condená-lo à pobreza, por ter vivido acima das suas possibilidades.
Um bom plano para 2014, não vos parece?

domingo, 29 de dezembro de 2013

Humor Negro







Lembrei-me desta campanha brasileira a propósito da indignação bacoca que por aí vai contra as advogadas que resolveram publicitar o seu escritório.
Se a Prevenção Rodoviária tuga se lembrasse de algo do género, caía o Carmo e a Trindade!


Le premier bonheur du jour



A estória é antiga e costumava contá-la aos meus alunos, mas esta versão em modo "Novas Tecnologias" tem muito mais pinta.
Ora veja lá como uma nota ( mesmo falsa) pode resolver os problemas de uma comunidade...

sábado, 28 de dezembro de 2013

Cavaco pediu um Monopólio ao Pai Natal

Depois de ter sido acusado pelo governo guineense de comportamento infantil, Cavaco escreveu ao Pai Natal  a pedir um Monopólio. Quer comprar os bancos todos, para tentar reeditar os ganhos com as acções do BPN.
Aviso: considero deplorável o tratamento do governo guineense ao nosso putativo PR, mas ainda mais me preocupa o silêncio de Cavaco e do governo tuga.

Os novos alquimistas



Nas últimas décadas, a Ciência tem descoberto vários animais que ao longo da sua existência não são afetados nas suas capacidades vitais. A possibilidade de estes animais virem a morrer é tão reduzida, que os cientistas os consideram eternos.
O último exemplar   do grupo de imortais, descoberto pela Ciência,  foi a hydra que se vê na foto, mas a lista inclui espécies de tartarugas, lagartos ou caranguejos.
Temo que  o próximo passo dos cientistas seja  investigar as razões do não envelhecimento e, a partir daí, tentar descobrir  o elixir da longa vida ( ou da juventude) que torne os seres humanos  eternos.
O regresso dos  alquimistas não me agrada particularmente. A descoberta de um tal elixir traria ainda mais problemas a este mundo insano, como qualquer iniciado em BD sabe.  Além disso, até a A6 passaria a ter  engarrafamentos  monstruosos  e as pessoas  deixariam de ter direito a reforma.
Ora, assim sendo, trabalhar eternamente, não me parece que seja um grande programa de vida…

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O mentiroso compulsivo



Os mentirosos compulsivos são doentes e precisam de tratamento adequado. Quando atinge pessoas que
desempenham cargos governativos, a detecção do problema devia ser suficiente para a exoneração.
Não sei quanto tempo durou a mensagem de Natal de Passos Coelho, mas o número de mentiras que proferiu devem-lhe ter garantido uma boa média por minuto.

ASAE faz busca ao palácio de Belém


Imagem do impostor que se faz passar por PR , cuja identidade a ASAE irá divulgar oportunamente


A ASAE  anunciou, esta manhã,  a apreensão de milhares produtos de vestuário contrafeitos, ou com utilização ilegal de marca, em 37 fábricas do norte. Na operação surpresa lançada pela ASAE  foram constituídos 91 arguidos.
Entretanto, o CR sabe que a primeira operação a realizar pela ASAE, em 2014 incidirá sobre o palácio de Belém onde a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica suspeita estar a residir um cidadão de nacionalidade indefinida que há três anos se faz passar por Presidente da República
O homem - apesar de ser  muito parecido com Cavaco Silva - tem tiques que o denunciaram.
Segundo o CR apurou, a ASAE começou a suspeitar do homem que se faz passar por PR , quando começou a cometer uma série de erros, incompatíveis com a afirmação de Cavaco Silva de que um cidadão português só poderia ser tão honesto como ele, se nascesse pelo menos duas vezes.
"O homem que está em Belém é um impostor"- confidenciou ao CR fonte próxima de Cavaco Silva. "É tão idiota que nem sequer respeita a Constituição, algo que o verdadeiro PR nunca faria, pois  há quase 30 anos que vem fazendo ciclicamente juramentos de que a cumprirá"- adiantou a mesma fonte, antes de concluir dizendo ao CR esperar uma acção rápida e eficaz da ASAE, de modo a denunciar o impostor que está a residir em Belém.

Caderneta de cromos (38)



José Pedro Aguiar Branco tem-se esforçado por ganhar  um lugar nesta galeria, desde que revelou inegáveis  capacidades   para dirigir um ministério em Lisboa, a partir do seu escritório de advogados no Porto.
Talvez descoroçoado por  ainda não ter sido incluído nesta prestigiada colecção, Aguiar Branco esforçou-se nos últimos meses por actuar de modo a dar nas vistas. O primeiro acto foi o anúncio de que iria apresentar queixa crime contra Ana Gomes, na sequência das suspeitas levantadas   pela eurodeputada  sobre as ligações da Martifer  ao escritório de advogados de JPAB. 
 Devo confessar que este golpe não me impressionou, pois o processo é  pago pelos contribuintes ( esta decisão de os processos que envolvam desde ministros a directores gerais serem custeados pelos contribuintes  é bizarra, mas não é da responsabilidade desta coligação. Foi uma medida de Sócrates,  quiçá inspirado em Hugo Chavez) e, com jeitinho, ainda podem ser advogados do escritório do ministro a tratar do caso, recebendo os respectivos honorários. 
Reconheço que  é uma golpada bem urdida, mas pouco ousada por não lhe acarretar quaisquer riscos. Não  foi, por isso, suficiente para me  convencer a atribuir um lugar ao ministro da defesa nesta caderneta.  
JPAB não é , no entanto, homem para desistir à primeira. Só uns dias depois, quando percebi que o ministro tinha assimilado rapidamente a matéria sobre  técnicas de propaganda  leccionadas pela dupla Poiares Maduro/Pedro Lomba, acabei por ceder. 
 Ao anunciar à comunicação social que iria mandar  para a PGR e para o DCIAP  todo o processo sobre a privatização/concessão dos estaleiros de Viana do Castelo,  o ministro pretendeu  passar a mensagem de que estava de consciência tranquila e a operação tinha sido tão transparente, que até a submetia, por iniciativa própria, à apreciação da justiça.  É óbvio que Aguiar Branco sabe muito bem que este processo vai ter o mesmo destino do processo dos submarinos: o caixote do lixo.  Mas se, por ironia do destino, um dia se vier  a saber que houve marosca neste contrato com a Martifer,  já o ministro da defesa deve estar aposentado e a gozar a reforma num qualquer off shore recomendado pelo BPN. Ou será pela Tecnoforma?

Da conversa da treta sobre a natalidade

Quando a sociedade de consumo estava no auge, a natalidade descia porque ( dizia-se) as mulheres queriam usufruir da sua liberdade até mais tarde e os filhos condicionavam a ascensão profissional das mulheres.
Com a entrada em crise da sociedade que nos prometeu o paraíso e acabou  por  conduzir milhões  ao inferno da pobreza ( quantas centenas de artigos escrevi eu a avisar para este logro…)  a baixa  da natalidade passou a ser justificada com as dificuldades financeiras das famílias.
Peço desculpa, mas isso é conversa da treta!
A natalidade diminuiu por razões socio culturais.  A família perdeu estabilidade, os casamentos  tornaram-se mais voláteis, a maioria dos casais considera os filhos um entrave e, “last but not the least”, temos uma classe empresarial  constituída por homens das cavernas, que  não querem contratar mulheres grávidas, porque são tacanhos, incultos, analfabetos e só vêem o futuro através de cifrões imediatos.
Inventem-se novos empresários, punam-se severamente aqueles que colocam entraves à contratação de mulheres que manifestem o seu desejo de engravidar, ou que as despedem após a gravidez; desligue-se a ficha dessa ideia pré concebida de que uma mãe não pode ser uma mulher de sucesso em termos profissionais ; invista-se na transmissão da ideia  de que um filho é uma riqueza para o país e não uma despesa ( ideia que  este governo tem transmitido com os cortes dos abonos  e outros apoios familiares); criem-se condições para que  os pais não temam estar a educar filhos para a emigração; dêem-se incentivos às famílias numerosas  e grande parte das barreiras à natalidade serão derrubadas. Não teremos um boom de natalidade mas, pelo menos, não continuaremos a resvalar, perigosamente, para uma sociedade de velhos. É um problema que não diz respeito apenas aos portugueses. É um problema europeu que, neste ano europeu dos cidadãos, que agora termina, não vi abordado de forma séria em nenhum fórum de discussão realizado em Portugal, onde tenha participado.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Uma prendinha de Natal

As boas meninas compram prendas de Natal  para os amigos, com muita antecedência. Esta foi  comprada em Fevereiro, mas oferecida apenas em Dezembro

Da esquizofrenia

"Fizemos nestes anos progressos muito importantes na redução do défice orçamental e não fomos mais longe porque precisámos dos recursos para garantir os apoios sociais e a ajuda aos desempregados"
Mensagem de Natal do líder do grupo folclórico " Os Unidos do Pote"

" ...o emprego começou a crescer e, em termos líquidos, até ao terceiro trimestre de 2013 foram criados 120 mil novos postos de trabalho"
idem

" Ninguém que esteve presente nos piores momentos da crise , com a sua coragem e o seu esforço,será deixado para trás nos anos de oportunidade que temos pela frente"
Ibidem

Comentários extraídos do relatório do psicanalista de serviço nas Urgências:
1-O paciente não percebeu que precisou dos recursos para garantir os apoios sociais porque, com a sua ânsia de celebridade tomou medidas que  destruíram milhares de postos de trabalho.
2- O paciente revela alguns problemas de disfunção cognitiva, ignorando  que os 120 mil novos postos de trabalho  foram criados no estrangeiro, para pessoas que  emigraram e não pelo gang que dirige
3- O paciente está em estado de negação, que o leva a  confundir a tempestade anunciada com dias de sol radioso. Tudo indica que está a garantir às dezenas de milhar de desempregados com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos que vão encontrar emprego nos anos de ouro que, na sua imaginação, se avizinham.

Diagnóstico: A história conhecida do paciente revela  sintomas bipolares, tendências cleptomaníacas e psicose com possibilidade de degeneração esquizofrénica, devendo o tratamento prescrito em anexo ser acompanhado por exames diários ao paciente, que permitam avaliar a evolução do seu estado clínico.
Adverte-se o corpo clínico deste Hospital que o paciente deve deixar de ser acompanhado pelo Dr. Silva, pois este é um falso médico, expulso da Ordem, por ter quebrado o juramento de Hipócrates que - o próprio reconheceu- apenas serve para emoldurar os gabinetes médicos e impressionar os doentes.

Poema do Boxing Day

Hoje é feriado em muitos países europeus, alguns  latino-americanos e asiáticos e também na Madeira. Por cá, apenas se brindam  os leitores de jornais com títulos de notícias em forma de poema:
"Caldeira de aquecimento provoca intoxicamento", titula o DN na página 17.
Eu sei que a palavra "intoxicamento" existe, mas como no texto da notícia  é utilizada por três vezes a palavra "intoxicação" e nenhuma  "intoxicamento", presumo que o objectivo do jornalista que redigiu a notícia foi dedicar um poema aos leitores.  

Ó Papa Francisco! Venha cá ver isto...

Enquanto a Igreja proibir a comunhão a divorciados,  condenar o uso de contraceptivos ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas continuar a permitir que a escumalha  que condenou à miséria e à fome milhões de cidadãos europeus lave as suas culpas comungando sempre que lhe apetece, continuarei a duvidar da Igreja. Traz sempre na boca a protecção dos mais desfavorecidos, mas acaba invariavelmente a proteger os mais poderosos.Mesmo que sejam torturadores profissionais, como a dupla da foto.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O Pai Natal é mau!


Este ano escrevi ao Pai Natal a pedir um governo novo no sapatinho. Pedi-lhe um governo com gente dentro, em vez de um governo de pedras, como o que nos caiu em sorte. O Pai Natal não me fez a vontade, por isso, o melhor é eu  procurar um país com outro governo. É p'ra já!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Venha buscar a sua prenda de Natal!



Caros leitores:
Este ano, apesar da crise, consegui encontrar um Pai Natal que fizesse a distribuição das prendas. Basta clicar aqui, esperar que o relógio pare e, assim que aparecer o Pai Natal, seguir as instruções que ele vai dando. Espero que gostem da vossa prenda!
Na impossibilidade de visitar todos os leitores, aqui deixo a todos os votos de Festas Felizes e um excelente 2014. Durante as próximas semanas andarei um pouco ausente, mas cá estarei, sempre que possa.
Obrigado a todos que me visitaram ao longo do ano e me incentivaram com os seus comentários. A todos a minha gratidão por terem tornado este Rochedo um lugar onde cada vez mais me dá prazer estar na vossa companhia.
Tenham um Feliz Natal 

Pai Natal de contrafacção

Cavaco fez-se passar por Pai Natal, mas afinal era contrafacção

sábado, 21 de dezembro de 2013

Portugal e o Futuro

Com a idade da reforma a subir todos os anos, em breve o panorama junto a umas obras inverter-se-á

Grão a grão enche a EDP o papo?

A ERSE ( Entidade Reguladora dos Serviçõs Energéticos) obrigou a EDP   a  devolver  sete milhões de euros aos consumidores de electricidade com tarifa bi ou tri-horária, lesados  por falhas nos relógios dos contadores. 
A EDP apresentou uma providência cautelar , contestou a decisão em tribunal e a ERSE apelou aos consumidores para que se lhe juntassem, na tentativa de  travar a contestação da EDP. 
A ERSE  apresentou a réplica à contestação na segunda-feira mas  não teve o apoio de nenhum dos 800 mil consumidores lesados! 
É certo que  a comunicação social foi parca a dar notícias sobre esta possibilidade e não serão muitos os consumidores a ler o Diário da República. Mas se,  sempre que há greve de transportes - profusamente anunciadas pelas próprias empresas e pela comunicação social -   vemos uns pasmados na televisão a dizerem que não sabiam de nada, também não me parece que a publicitação  do pedido da ERSE, através da comunicação social, fosse escutado por muitos consumidores. 
Acresce que os consumidores interessados em apoiar  a ERSE teriam de constituir  advogado para, no final, acabarem por receber menos de 30€ de reembolso, por cobrança indevida. No entanto, os mesmos consumidores que se alhearam desta questão, foram lestos a inundar a Direção Geral do Consumidor com pedidos de restituições de cauções, logo que a SIC informou estar aquela DG a proceder ao pagamento dos montantes que as empresas foram obrigadas a restituir aos consumidores.
Agora o Tribunal pode tomar duas decisões:  dar provimento à contestação da EDP e desobrigá-la de devolver os sete milhões de euros  que cobrou indevidamente aos consumidores, ou  dar razão à ERSE.
No primeiro caso, a EDP embolsa sete milhões de euros que terão sido indevidamente cobrados . Na outra  situação,  terá de devolver o dinheiro mas, muito provavelmente, não será ela a suportar as despesas administrativas inerentes ao processo de restituição. Depositará o dinheiro numa  entidade do Estado que suportará esses custos, como está a acontecer  no caso da devolução das cauções.
Será nessa fase que, solícito, um qualquer canal de televisão repetirá a rábula e, com pompa  e circunstância, anunciará que a entidade X tem sete milhões de euros para devolver aos consumidores de electricidade.
Ora como eu já vi este filme  garanto-vos  que,  nos meses seguintes, os consumidores correrão para essa entidade a reclamar o dinheiro, pensando que vão receber uma fortuna.  Descoroçoados  ao serem informados que receberão no máximo 30€, ou que nem sequer têm nada a receber, porque não têm tarifa multi-horária, insultarão o/a funcionário/a que o atender, apelidarão o Estado de ladrão, lamentarão ter perdido tanto tempo para receber de volta uma ninharia e a EDP passará incólume entre os pingos da chuva.
É que nestas coisas os portugueses têm um comportamento singular. Embora tenha sido uma empresa a cobrar-lhes indevidamente electricidade que não consumiram, a culpa é sempre do Estado. Mesmo quando esse Estado esgrimiu argumentos em tribunal para  obrigar a empresa a devolver aos consumidores dinheiro que lhes é devido!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Nuno Crato em entrevista ( exclusiva) ao CR

CR: Os estudantes queixam-se que depois de terminarem os seus estudos não têm saídas.
Nuno Crato: Isso é completamente falso e lamento que a comunicação social reproduza como verdadeiras afirmações de um pequeno grupo de agitadores que nós temos perfeitamente identificados. Nunca nenhum governo, depois do 25 de Abril, proporcionou tantas saídas aos estudantes! 
CR: E que saídas são essas, senhor ministro?
Nuno Crato: Olhe, assim de repente, menciono-lhe já três: por terra, por mar e por ar...

Linguagem gestual

Subscrevo!

Gente indigna!

O que mais revolta ao ver as reacções indignadas da direita  ao chumbo do TC é o seu absoluto desprezo pelas pessoas. Indignam-se porque o TC impediu o governo de roubar à má fila pensionistas que trabalharam uma vida inteira, mas remetem-se ao silêncio quando o Tribunal de Contas aconselha  o governo a descer à Terra denuncia esta negociata ruinosa para benefício dos criminosos do BPN,  ou alerta  para o "esquecimento" da cobrança de mais de 1000 milhões de euros de impostos  e, escândalo supremo, ocultou  1045  milhões de benefícios fiscais a grandes empresas (SGPS)
Sobre estes roubos a gentalha de direita nada tem a dizer. Provavelmente, porque aplaude!

E se fosse brincar com o que é dele?



Para algumas crianças, o melhor das brincadeiras é desarrumar e estragar tudo. Assim que o quarto dos brinquedos  está inabitável  e os brinquedos mais originais e sofisticados estão destruídos ou, pelo menos, avariados, abandonam a brincadeira. Na minha terra chama-se a este tipo de crianças "a canalha".
Ora Hélder Rosalino deve ter pertencido a esse grupo de crianças mas, por alguma questão mal resolvida, não saciou o seu  espírito devastador quando era puto, pelo que em adulto continua a gostar de destruir tudo em que mexe.
Foi o que fez com a Administração Pública. Destruiu e, ainda por cima, foi incompetente na forma como o fez.  A sua reforma de Estado faz-me lembrar os brinquedos  que, após a intervenção furiosa dos putos, continuam a funcionar, embora de forma deficiente ( aquela boneca que apesar de ter ficado sem braços e sem pernas, continua a dizer mamã e a gastar pilhas) . 
Agora Hélder Rosalino  resolveu fazer como "a canalha". Cansou-se do brinquedo e vai brincar para outro lado, com outros meninos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Descubra as diferenças



Em 2015, ofereçam a Seguro uma maioria apoiada num grupo parlamentar dócil, à sua imagem e semelhança, e depois passem quatro anos a tentar descobrir as diferenças entre ele e  Passos Coelho.

Portas anda a enganar os putos!

Que tal chamar os bois pelos nomes?

Foi apenas mais um passo em direcção ao totalitarismo alemão, mas alguma imprensa chama a isto acordo histórico

Eles já confundem Natal com Carnaval?


Ontem foi dia de miminhos, com o espírito natalício a  fervilhar nos corações, mas acredito que tenha sido nuvem passageira.
As cenas dos últimos capítulos, protagonizadas pela troika invasora, em notório conluio com a troika residente, levam-me a pensar que esta malta anda com um problema intrincado: perdeu a noção do tempo.
As aproximações circunstanciais a Seguro, as contradições no discurso sobre o pós troika, ou a (in)existência de um Plano B em caso de chumbo da convergência de pensões, pelo Tribunal Constitucional, são tantas e sucedem-se a um ritmo tão alucinante, que me levam a acreditar que eles pensam estar no Carnaval e não no Natal.
Nem o relógio criado pelos putos do Portas para celebrar o adeus virtual à troika, consegue atinar com o calendário, perante tanta cóboiada

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Resumo do dia: foi só miminhos

António José Seguro, acossado pelos inúmeros movimentos uninominais e unipessoais que alegre e por vezes inconscientemente pulverizam a esquerda e dão trunfos à direita, estava a precisar de miminhos. Olhou em volta e, não vendo ninguém disposto a suprir-lhe as carências, aceitou o colinho de Passos que em troca, só lhe pediu: assina aqui a redução do IRC que eu dou-te miminhos até ao final do ano e, se te portares bem, ainda te deixo assinar o programa cautelar.
Quem também andava a precisar de miminho depois do relatório PISA e do fracasso da prova de avaliação dos professores era Nuno Crato. Telefonou a Poiares Maduro e ele prometeu-lhe uma entrevista na RTP. Nuno lá foi, todo lampeiro e, perante um super indulgente José Rodrigues dos Santos, disse as mentiras e patacoadas que bem entendeu, enquanto o jornalista escritor lhe afagava suavemente os caracóis.
Terminou pois, em verdadeiro espírito natalício, um dia que já tinha começado bem, com a polícia a entrar nas escolas para dar miminhos aos professores. Um hábito que remonta ao Estado Novo, com a única diferença de, à época, a polícia ser mais culta: entrava nas Universidades e só dava miminhos aos estudantes.
O dia só terá começado mal para quem leu  o DN ao pequeno almoço.Deparar  com o descabelado Braga de Macedo a proferir do alto da sua infinita arrogância, uma série de dislates, não é coisa que se recomende. E, muito menos, dizer  que os juízes do TC não são ajuizados.
Desejo-vos  uma noite cheia de miminhos e colinhos, para que este espírito natalício se prolongue durante a quadra festiva.
Amen!

Quem dá e torna a tirar ao Inferno vai parar



Em 1990, o primeiro ministro Cavaco Silva incumbiu Fernando Nogueira  de criar o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas, com o objectivo  de financiar um complemento de pensões para os militares, cuja idade de reforma passou dos 70 para os 65 anos.
Como noticia o “Expresso”,   a criação desse fundo implicava contribuições do Estado e  também dos militares-  passaram a descontar  voluntariamente entre  0,5 e 1%  para esse Fundo, aliciados pela campanha “ Saiba como 1% do seu presente pode significar para si um futuro seguro sorridente”
Como acontece quase sempre, os militares cumpriram a sua parte  mas o Estado andou a encanar a perna à rã . ( Nesta coisa de descontos  já sabemos que o Estado é relutante em cumprir as suas obrigações. Lembro que só recentemente o Estado passou a descontar a sua parte nas reformas dos funcionários públicos).
Os malabaristas da S. Caetano, associados a uns penduras do Largo do Caldas, não tendo dinheiro para continuar a alimentar o Fundo decidiram, por proposta de Berta Cabral, integrar o Fundo na Caixa Geral de Aposentações. 
Percebendo que tinham sido ludibriados, os militares reagiram e nem a promessa de que lhes seriam devolvidas as quantias até agora descontadas os demoveu. 
Berta Cabral não está preocupada. Recorrendo à candura realista afirmou “ À medida que o tempo decorre algumas destas pessoas sairão do sistema" ( a morte, obviamente, resolverá  o problema).
Inconformadas , associações de oficiais, sargentos e praças pediram uma audiência ao pai do Fundo, o agora presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, agendada para hoje às 19 horas. 
Encavacado, sem paciência para os aturar, ou seja lá pelo que for, Cavaco recusou ouvir as razões dos militares,pelo que será um membro da casa militar a recebê-los.
Cavaco não ouvirá assim a advertência dos militares de  que “quem dá e torna a tirar, ao Inferno vai parar” mas  Maria Silva, intermediária de Nossa Senhora de Fátima nos assuntos para Belém, não deixará certamente de lembrar ao seu consorte esta incontornável certeza.
Rebolo-me de gozo, só de imaginar o cadáver de Cavaco a ser consumido pelas chamas da fogueira ateada por Belzebú. 


Hitler vs Pavlov:os cãezinhos amestrados e as lufadas de ar fresco



Enquanto as manifs na Grécia, Espanha ou Chipre, são quase silenciadas pela nossa comunicação social, a revolta popular em Kiev  provocou uma reacção  pavloviana  nos jornais e televisões cá do burgo. Influenciados pelos congéneres ocidentais,  invadem as nossas casas e  inundam  as pantalhas a toda a hora  com  imagens da BBC e da Sky sobre a gloriosa e justa revolta popular na Ucrânia, que conta com o  apoio declarado de Frau  Merkel e da dupla Obama/ Cameron , os Dupont e Dupond da cena política mundial. 
(A independência dos jornais no mundo ocidental é igual à que existe nos regimes ditatoriais. A diferença é que nas ditaduras, a comunicação social é controlada pelos governos e nas belas democracias ocidentais é controlada pelo poder económico e financeiro, que dá ordens aos governos que colocaram no poder para melhor poderem defender os seus interesses).
Compreendo a luta dos povos por melhores condições de vida. Compreendo que os povos se revoltem contra  ditaduras.  Sabia que a  apregoada primavera  libertadora  ia acabar mal, mas nunca critiquei a luta dos povos árabes.
Percebo que os ucranianos lutem pela adesão à UE, embora  me pareça que estão a apostar no cavalo errado. (Se o contrato de adesão com a UE for assinado, sem que as exigências de Yakunovitch sejam aceites por Merkel, a Ucrânia irá enfiar-se num atoleiro e, a breve prazo, estará com os mesmos problemas dos países sob assistência. Mais lucros para a Alemanha com a desgraça de outros povos europeus, a única coisa que, além da cerveja  faz salivar a dama  da Stassi).
Ontem, o presidente ucraniano conseguiu não só que a Rússia reduzisse em mais de 30% o preço do gás,  mas também- e mais importante - um apoio de 15 mil milhões de dólares ( a UE não estava disposta a patrocinar um  apoio sem condições e pretendia que a UE recorresse ao FMI )  que permitirá à Ucrânia evitar o recurso ao FMI e as medidas de austeridade que Lagarde exigia para conceder um empréstimo.
Compreendo que um país onde a emigração não para de aumentar, é um país mal governado.No entanto, neste aspecto, parece-me que o presidente ucraniano esteve bem. Se a UE queria acolher a Ucrânia ( para depois esmifrar os ucranianos)  não tivesse sido arrogante e inflexível. (Nem todos os governantes se chamam Coelhos e Portas, nem estão dispostos a trair o seu povo, com mira em recompensas futuras).
O que não compreendo é que um povo, vergastado diariamente por um governo invasor, dirigido por uma trupe de néscios e obediente na   aplicação das medidas exigidas por  Merkel, continue impávido e sereno, sem capacidade de reação. Não compreendo, porque sempre detestei cobardes e considero os cãezinhos amestrados uns animais muito  idiotas. Iguais a alguns jornalistas que pululam nas redacções.
O que me sinto incapaz de aceitar é a legitimidade  das críticas  de Catherine Ashton, ou Merkel, à intervenção da polícia e consequente apoio à justa luta popular ucraniana, quando as mesmas condenam a reacção popular dos gregos e nunca tiveram uma palavra para a violência das policias grega, espanhola e até portuguesa, contra os manifestantes que criticam a troika e as esclavagistas políticas europeias em relação aos países do sul, de que elas são acérrimas defensoras.
Quem foi que disse que as mulheres no poder seriam uma lufada de ar fresco, quem foi? Espero que já se tenham arrependido porque, na Europa, ainda não houve uma única mulher que tivesse uma política orientada para a sensibilidade social e, em muitos casos, não passam de histéricas deslumbradas com o poder.     


Pausa para publicidade (Prendas de Natal)

Quando há  alguns anos entrevistei o Miguel Pina Martins, para a revista DIRIGIR, no âmbito de uma reportagem sobre "Empreendedorismo",  a Science For You  era ainda uma pequena empresa, mas não tive dúvidas em afirmar que viria a ser um caso de grande sucesso. Parece que não me enganei.
Hoje em dia, a empresa de brinquedos científicos  já está  em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Itália, Holanda, Suécia, Dinamarca, Noruega, Grécia, Lituânia, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde!
O Miguel enviou-me há dias este filme anúncio  ( clicar na imagem) que, com muito gosto, partilho com vocês.
Brinquedos didácticos, amigos do ambiente e para todas as bolsas, podem ser uma boa sugestão para prenda de Natal.
E já agora, um pequeno gesto não custa nada e pode proporcionar muitas alegrias neste Natal. É só irem aqui:https://www.facebook.com/Science4you

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ora nem mais...

Aviso prévio: não vi o tão referenciado programa dos Gato Fedorento que tem motivado duras críticas a Rodrigo Guedes de Carvalho, jornalista que não conheço pessoalmente, mas costuma provocar-me alguma urticária.
Isso não invalida que  assine por baixo este artigo do Pedro Tadeu
Não é preciso ter visto o programa para perceber que as virgens ofendidas padecem de cegueira e apenas vêem o acessório, desprezando  o essencial.

Os burros escoiceiam sempre duas vezes


Os burros são como os carteiros. A diferença é que os carteiros tocam duas vezes à campainha, para terem a certeza que  são ouvidos, enquanto  os burros escoiceam duas vezes para se certificarem de que as suas teses são compreendidas.
O secretário de estado Bruno Maçães utilizou uma técnica mista. Deu uma entrevista ao Sol para confirmar a rábula da Grécia: orgulha-se de ser considerado alemão, é fã da senhora Merkel que diz ser uma nossa grande amiga e acredita na Europa una e indivisível, onde não haverá divisões entre Norte e Sul.
Estou certo que muitos o terão escutado, mas ninguém ( fora da courela governativa) o terá compreendido. Logo, esforço inútil o do Maçães! O remédio é aprimorar a técnica dos burros, para ver se alguém o entende.

Toda a indignação é legítima



Amanhã, o TC vai decidir se a convergência das pensões é constitucional. Em caso afirmativo, vingará a tese daqueles que defendem  que a pensão não é propriedade do pensionista, pelo que o Estado está no direito de confiscar o dinheiro sempre que lhe apetecer. Esta situação minará, definitivamente, as relações entre Estado  e população, pois não será mais possível confiar nos governantes, mesmo quando democraticamente eleitos.
Não vou aqui discutir a matéria em termos jurídicos, obviamente. Limito-me a perguntar aos senhores juízes o seguinte:
- Se o dinheiro que eu  fui obrigado a descontar mensalmente durante mais de 40 anos, mediante a garantia do Estado de que me pagaria a pensão  até ao final da vida, foi desviado pelo Estado para outros fins, ou não é suficiente para o Estado satisfazer os seus compromissos, estou ou não a ser esbulhado de um direito?  Estou ou não a ser vítima de uma fraude por parte do Estado que me propôs um negócio, que  aceitei de boa fé  ( mas nem sequer teria hipótese  recusar, porque fui coagido a assinar esse acordo?)
Quando PPC, depois de anunciar que para efeitos de reformas futuras, não será considerado o "corte temporário" de Sócrates, roubando em média  mais 10% da pensão aos funcionários públicos, para além do corte previsto na convergência,  com que tipo de gente estão os portugueses a lidar?
Na minha terra, quando alguém não cumpre um negócio é apelidado de caloteiro, vigarista ou ladrão. Normalmente, comprovado em tribunal o roubo ou a fraude, o vigarista é punido e obrigado a indemnizar o lesado.
Se os tribunais não me defendem do esbulho do Estado, que se apropriou de dinheiro que eu lhe confiei, então terei todo o direito de agir por conta própria e fazer justiça pelas próprias mãos. Ou não?

O importante é o Freeport!

Que pena a Manuela Moura Guedes andar entretida com o "Quem quer ser Milionário" e o Crespo deliciado a entrevistar em semanas alternadas o Ângelo Correia e o Arnault das lâmpadas.
Que pena o Francisco Almeida Leite estar agora a gozar uma reforma antecipada oferecida pelo Coelho e o Zé Manel já não fabricar notícias naquele café da AV de Roma, com o apoio de Fernando Lima, ex-conselheiro presidencial.
Tivessem eles tempo e, como jornalistas probos que são, já estariam a  fazer primeiras páginas e a abrir telejornais, diariamente, com acusações a Pedro Passos Coelho e à corja que o rodeia, de serem os legítimos herdeiros dos criminosos do BPN, amigos de Cavaco. Certamente até teriam encontrado uns familiares e umas quantas testemunhas para apimentar a coisa.
Infelizmente, MMG e o Crespo das t-shirts,são insubstituíveis. Por isso, nem um só canal de televisão deu relevo a este caso que cheira mal que tresanda. Já não há jornalistas como antigamete, é o que é!
No próximo ano começam a chegar mais fundos comunitários. Quem serão os felizes contemplados com dinheiros europeus? Experiência nesta matéria não falta neste governo 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Banco de Portugal e a publicidade aos produtos para carecas

Eu nem queria acreditar, quando recebi um SMS  com a frase  “a recessão acabou”. Fui ver e confirmei  as minhas suspeitas: os publicitários são uns exagerados! Fiquei surpreendido, no entanto,  ao perceber que os publicitários se transferiram para o Banco de Portugal.
Isto de fazer publicidade enganosa, num relatório trimestral, não pode ser iniciativa de Carlos Costa. Ele sabe muito bem que com cortes em salários e pensões, o consumo privado não aumenta. No entanto,  a mensagem  dos publicitários que ele tem ao seu serviço e cujo trabalho avaliza, não  é tão assertiva quanto ao crescimento do consumo privado, como uns quantos intérpretes nos querem fazer crer. 
Na verdade, a mensagem dos publicitários diz que vai haver crescimento e retoma mas, em letras pequeninas, lembra que pode ser só para alguns. 
No fundo, o relatório do Banco de Portugal é como aqueles produtos  milagre para carecas que a  publicidade promove. Depois de ler as instruções, percebe-se que o produto se  destina a evitar a acentuada queda de cabelo ( e mesmo assim, só em determinadas situações), mas é ineficaz no que concerne a restituir cabelo a um careca.
Traduzindo por miúdos: se o TC chumbar a convergência das pensões e o corte de salários dos funcionários públicos, talvez haja retoma do consumo privado, como aconteceu com a restituição do subsídio de férias.  Se ambos os diplomas passarem pelo crivo do TC, a retoma limitar-se-á  a alguns privilegiados do sector privado, cujos salários  o Banco de Portugal  garante que  irão crescer em 2014.

Se os nossos governantes fossem pessoas de bem...

O Bastonário da Ordem dos Médicos faz afirmações gravíssimas nesta entrevista ao  Jornal i.
Se não corresponderem à verdade, o governo tem de reagir e apresentar uma queixa crime contra José Manuel Silva. A serem verdade, o mínimo que se pode dizer é que  Pedro Passos Coelho e o seu elenco são  um bando de invertebrados que, com a conivência de Cavaco Silva, está a exterminar portugueses. Logo, devem ser julgados..s
( Ler entrevista aqui)

Agora regam Relvas com Branquinho

Eu sou como o Camilo de Oliveira. Sempre preferi o tinto! O Branquinho é feito a martelo,  está cheio de químicos que o adulteram  e emporcalham tudo à sua volta.O Branquinho« só serve para regar Relvas. É um fartar vilanagem!
Parabéns ao José António Cerejo, dos raros jornalistas que honram a profissão e não investigam sempre o mesmo lado.

Os fingidores

Nos últimos meses criei a rubrica (“Querem mesmo fazer a reforma do Estado? Juram?”) onde tenho tentado demonstrar que o governo não está minimamente interessado em fazer a reforma do Estado.  Entre várias questões , apontei o que se passa nos casos dos cargos dirigentes e chefias. Além de alguns processos concursais serem pouco transparentes,  continua a  haver, em muitos organismos, um ratio chefias/ funcionários perfeitamente exagerado ( 1chefia para 7 funcionários) , havendo  dirigentes que têm apenas a supervisão de 1 funcionário!
O Tribunal de Contas  veio agora confirmar o falhanço do PREMAC de forma bastante dura e acusa o governo de falta de transparência
Entre outras tropelias, Moedas terá criado obstáculos de modo a impedir uma auditoria e o TC  deparou com inúmeras dificuldades para obter informações.
 Cortam-se salários sem qualquer pudor,  mas não se reduzem organismos públicos, nem se cortam chefias superfluas . A explicação, como já avancei, é simples: o governo quer  manter as chefias para, em 2015, colocar os seus boys and girls,  agora em estágio nos gabinetes ministeriais. Vai ser um fartar vilanagem!

Those were the days (42)


Bombaim (Índia)

domingo, 15 de dezembro de 2013

Diário de um idiota (7)

Bruno Maçães
Este menino da foto, parceiro de José Luis Arnaut no que concerne à admiração por Sarah Palin, anda em maré der azar. O partido Republicano assinou um acordo com os Democratas para viabilizar o Orçamento, o que motivou uma reacção irada  do Tea Party
Bruno Maçães, que envergonhou e humilhou Portugal, ao colocar-se ao lado da Alemanha e recusar uma aliança com os países do sul para fazer frente às medidas de austeridade acéfalas da UE deve estar decepcionadíssimo.
Poderia estar aqui a escrever, como habitualmente, que o idiota sou eu por não perceber que Maçães está carregado de razão. Poderia... se não fosse este pequeno pormenor que me ocorreu e deita por terra a argumentação de Maçães e do governo em geral

Portugal e a atracção pelo mar

Não há dúvida que estamos muito ligados ao mar, local excelente para fazer bons negócios.
Paulo Portas fez bons negócios com submarinos, Aguiar Branco faz bons negócios com os estaleiros navais. Não há dúvida: o nosso futuro é o mar ( encapelado de suspeitas)...

Le premier bonheur du jour

Espero que se divirtam com este vírus.
Tenham um domingo cheio de bom humor.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Isto cheira a esturro!

Após a manif dos polícias, Miguel Macedo deu uma de "duro" e demitiu o director nacional da PSP. Poucas semanas depois, criou um lugar, onde Paulo Valente Gomes vai ganhar o triplo do que ganhava no lugar de onde foi demitido, "para servir de exemplo".
São tantas as dúvidas suscitadas por  este episódio, que o mínimo a dizer é que isto cheira a esturro. Em nome da transparência, o mínimo que se pode exigir é que Miguel Macedo venha explicar esta nomeação.

Há coisas fantásticas, não há?

Quem me segue há mais tempo, sabe que sou uma pessoa muito pontual e não tolero atrasos. É por isso que nunca fui convidado para ir para a ERC.  Faz muito mais jeito ter lá o Carlos Magno, um rapazito cujos atrasos se tornam muito convenientes... 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Desculpem, mas ainda não consegui parar de rir!



"Se há uma característica que o primeiro ministro tem , é ser um homem de palavra!"
(Marco António Costa, nas televisões)

Cavaco e a não violência



O homem que diariamente escarra na CRP veio há dias explicar a votação de Portugal contra a libertação de Mandela, alegando a necessidade de evitar a violência.
Já há muito sabemos que para Cavaco e toda a corja de maltrapilhos (em) que ele (se)apoia, a noção de violência varia consoante o ponto de observação onde se colocam.  Compreende-se por isso que Cavaco se tenha manifestado  contra a violência, se defendida pelo ANC, mas bastante tolerante e compreensivo com este tipo de violência que, certamente, considera legítima.

E eu a pensar que os robôs eram ateus!


Da entrevista do  moço  de recados da troika à D. Judite e ao sr. Baldaia, apenas vi , horas mais tarde, um compacto do “Worst of”
Como já ontem adiantara, na adenda a este post,  aquilo foi uma festarola a três. O Pedro disse as mentirolas que lhe apeteceu ( ex: “quando o programa da troika foi desenhado  não se conhecia o défice de 2010”) e a dupla de jornalistas convidados para animar o show do Coelho abanou as orelhas e manteve-se em silêncio, não ousando dizer ao sr.Pedro que estava a mentir, provavelmente com receio de  que a Laura pusesse algum laxante  nos petiscos  que lhes estava a preparar para depois da entrevista.
Enquanto via a prestação do Coelho no compacto da TVI, não me saía da cabeça o livro de Gilles Lipovetsky “A Era do Vazio”. Na verdade , o homem de mão da troika em Lisboa é um lídimo representante do nihilismo que, como prenunciava Lipovetsky na década de 80, chegaria ao poder no século XXI.
Eu ia escrever  que no cérebro  de Passos Coelho não existe uma única ideia, mas isso era partir do princípio que o homem tem cérebro, algo que me parece de um exagerado optimismo.  Coelho é apenas um robô programado para obedecer às forças invasoras. Não pensa. Executa. Foi Cavaco quem o recomendou à troika  em 2011, quando decidiu entregar o país a forças estrangeiras.
As suas respostas durante a entrevista estavam devidamente programadas ( pelo menos foi essa a sensação com que fiquei através do “Worst of”), razão por que a D. Judite e o sr. Baldaia não ousaram contraditar as mentirolas do entrevistado e, às  duas únicas perguntas  que não estavam no guião, o robô respondeu: que quer a senhora que lhe diga? 
Por outro lado, sempre que interrogado sobre o futuro dos portugueses, o robô surpreendeu repetindo ad nauseam   “ o futuro a Deus pertence”. 
Eu pensava que  os robôs eram ateus, mas este é fervoroso católico e temente a Deus. Não sendo milagre de Fátima, só pode ser obra do Papa Francisco!
Resumindo: em matéria de reality shows, atrevo-me a dizer  que A Casa dos Segredos ou o Big Brother devem ser mais genuínos.  E ao menos têm cenas de sexo com actores variados, não apenas com um tarado sexual que quer  f…. 10 milhões, para entrar no Guiness! 
No concernente à ficção, as telenovelas da TVI devem ter argumentos melhores, mais convincentes  e, sem dúvida, serão  protagonizadas por melhores actores do que este barítono falhado e aldrabão, que a TVI pretendeu catapultar para o estrelato na noite de ontem.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Este Rio não corre para o mar..



Vai por aí uma grande algazarra  (mesmo euforia) com  a putativa candidatura de Rui Rio à liderança do PSD. Lamento não acompanhar esses "sinais de esperança" que muitos vislumbram. Autoritário, convencido e  incapaz de construir consensos, Rio assemelha-se muito a Passos Coelho. Se um dia chegar à liderança do PSD e/ou do país, os portugueses vão perceber que ele e Coelho são feitos com farinha do mesmo saco. Odeiam jornalistas que não os adulem, são egocêntricos e o seu conceito de democracia limita-se a exigir que os outros respeitem as suas opiniões.
Ao contrário de Seguro ( que continua a fingir-se de morto para que ninguém descubra as suas limitações para exercer o cargo de PM), Rui Rio soltou esta semana um caudal de verborreia que inundou a comunicação social. Fez bem. Ficámos a saber, entre outras coisas, que também considera o TC um empecilho e depois, com aquele ar de puta ofendida em festa de ricaços, alertou os seus atentos ouvintes para o facto de corrermos o risco de vir a ter uma ditadura sem rosto. Ao ouvir a advertência de Rio, hesitei entre sorrir ou praguejar. Como era possível as pessoas acenarem com a cabeça, em sinal de concordância, e não perceberem que diante dos seus olhos estava o próprio ditador, disfarçado de pomba da Paz? Como é que a Associação 25 de Abril caiu na esparrela de convidar tal personagem?
Sim, Rui Rio tem razão... corremos o risco de acordar um dia destes e constatar que elegemos um ditador para PM: ele próprio!
 Seria caso para dizer " na primeira quem quer cai, na segunda só cai quem quer", não se desse o caso de o povo português gostar de ditadores. Ao contrário do que alguns pensam, o D. Sebastião com que muitos portugueses sonham é um sucessor de Salazar, não é um democrata. Os tugas gostam da chibata e não há nada a fazer.

Adenda: ouvi dizer que o moço de recados da troika vai dar uma entrevista esta noite à D. Judite e ao sr Baldaia. Espero que a D. Judite já tenha submetido as perguntas à aprovação  de Sexa e, no final da entrevista, vão todos até Massamá comer umas pataniscas cozinhadas pela Laura. Faço votos é que ninguém se esqueça de um microfone aberto,  como aconteceu quando a D. Judite entrevistou a D. Manuela.  Assim, sempre continuaremos a acreditar que se tratou de uma entrevista sem rede.
Não vou perder tempo a ver a entrevista na TVI, nem o relato na TSF. O médico proibiu-me de ver espectáculos de circo, incluindo os números de palhaços. Tanto melhor. Assim não serei obrigado a comprar outro televisor este ano. Como faço actualmente com os jogos de futebol, verei apenas o resumo alargado, em diferido. 


Tudo dentro da normalidade!

Ano passado ficámos a saber que a FIFA manipulou os resultados da votação para o melhor treinador do ano, desviando votos em Mourinho, para o candidato vencedor. 
Era apenas futebol e ninguém se importou muito...
O caso muda de figura, quando o PE adultera votações dos deputados, como aconteceu aquando da
votação do relatório da Edite Estrela sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
Ficámos hoje a saber que o PE adoptou as práticas da FIFA e manipulou  o sentido de voto de alguns deputados. 
Nuno Melo, o talibã de Joane, considera isso perfeitamente normal.  Nós continuamos a acreditar que vivemos em democracia e as instituições funcionam dentro da maior normalidade. O pior vai ser quando acordarmos ao som do rufar dos tambores anunciando a vitória dos ditadores.

O gesto (nem sempre) é tudo

Sedenta de dar boas notícias, a comunicação social esforçou-se (meritoriamente) por encontrar um significado de esperança no aperto de mão entre Obama e Raul Castro. 
Se é verdade que a imagem fixa pode transmitir essa ideia aos leitores, já as imagens televisivas tiram quaisquer dúvidas: foi um cumprimento meramente circunstancial e, muito provavelmente, irrepetível.
Fazer-nos acreditar que o aperto de mão pode significar o desanuviamento das relações entre os EUA e Cuba e o aliviar do embargo imposto pelos americanos ao sacrificado povo de Cuba pode ser bem intencionado, mas é apenas especulação sem fundamento. Algo a que estamos habituados  na comunicação social lusa  mas, desta vez,  com uma perspectiva positiva.
Como bem lembrava o DN, no dia seguinte, também em 2005, durante o funeral do Papa João Paulo II, um cumprimento seguido de breve troca de palavras entre o presidente israelita Moshe Katsav e o seu congénere  iraniano, Muhammad Khatani, surpreendeu o mundo e deu azo a algumas especulações positivas, que os radicais de ambos os países se apressaram a desvalorizar. Exactamente como fez Kerry, no dia seguinte ao aperto de mão entre Obama e Raul Castro, para que o mundo não tenha ilusões. O Nobel da Paz já recebeu o prémio, não precisa de gestos de aproximação pacificadores. Aconteceu apenas que Obama subiu as escadas a correr, quando lá chegou acima estendeu a mão ao primeiro que lhe apareceu. Porventura, Obama saberia que o homem que estava a cumprimentar era Raul Castro? Essa é a pergunta que se impõe. O resto é folclore... ou talvez não, a avaliar por esta outra foto muito esclarecedora que levanta outro tipo de dúvidas...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A caminho da Europa dos pobres





( Não, não é um post sobre futebol)
Esta semana, Benfica e FC do Porto abandonaram a Europa dos ricos. Em 2014 passarão a integrar a dos pobres, onde um triunfo vale apenas tostões. 
Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira e Estoril  foram expulsos da Europa, passando a pertencer  ao grupo dos sem abrigo que se terão de contentar com a solidariedade dos portugueses e aquilo que a escassez interna permita distribuir.
O que se passa no mundo do futebol é o mesmo que se passa na vida dos portugueses. Enquanto o governo anda eufórico a anunciar o fim da recessão que  em 2014 permitirá ao país, quando muito, ter acesso à sopa dos pobres, os portugueses dividem-se entre os  que militarão numa Europa de segunda, a par de cipriotas, gregos, romenos e búlgaros e os que serão expulsos da Europa, apesar de continuarem a receber  os salários e pagar as dívidas em euros.
Os nossos governantes  fazem-me lembrar  Os Simples, de Guerra Junqueiro. Moralistas, cultivadores da vida rural, simples e frugal, do regresso ao passado salazarento, casto e temente a Deus, a libertinagem que conduz  alegremente o país para o abismo, não se cansa de destacar as suas virtudes e competência na tarefa de destruição da nossa identidade. Tal como Jesus e Fonseca , apostados em fazer valer as suas estratégias, negligenciando o valor dos plantéis que têm ao seu dispor (contribuindo para desvalorizar os jogadores que agora irão enriquecer outros clubes ) também Coelho e Portas , ao persistirem teimosamente no seu fanatismo ideológico, empobreceram e desvalorizaram os portugueses, obrigando-os a  emigrar e assim  contribuir para o enriquecimento de outros países, com mão de obra qualificada cuja formação foi paga por todos nós.
Felizes e orgulhosos com o seu trabalho de vendilhões da Pátria, Coelho e Portas deixarão o país em ruínas mas, tal como Fonseca e Jesus, serão recompensados com cargos bem remunerados em plantéis europeus sempre dispostos a pagar a traidores e incompetentes.

Ah, grande Chalana!



Quando tudo parece ruir à nossa volta, gestos como este enchem-me de esperança e fazem-me acreditar que um mundo melhor é possível. Depende apenas de nós!
( Ver aqui)

Já não há palavras...

Manoel de Oliveira faz hoje 105 anos. Continua a pensar em filmes e a fazer projectos de futuro. Já não tenho palavras para classificar este homem, pelo que vos remeto para o que aqui escrevi no ano do seu 100º aniversário

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Para que conste



A mulher que está na foto  chama-se  Regina Bastos. É deputada europeia, eleita nas listas do PSD, com os votos de muitas mulheres portuguesas. Algumas porque acreditaram que a Regina defenderia os seus interesses no Parlamento Europeu; outras porque a confundiram com os chocolates e pensaram que era bom votar numa coisa docinha; outras ainda, porque votariam no PSD, mesmo que no lugar da Regina estivesse Marine Le Pen.
Fiquem então as mulheres portuguesas que votaram neste estafermo, que Regina Bastos atraiçoou os interesses das mulheres, ao votar no PE contra o relatório de Edite Estrela sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.  
Ainda há quem pense que fundamentalistas são os árabes e que as mulheres defendem sempre  melhor os seus interesses do que os homens

Esta gente não se enxerga!

Depois de Merkel dizer que irá apoiar o lider da oposição ucraniana, não era necessário o governo português fazer uma vez mais figura de parvo e renovar as suas declarações de amor à chancelarina. 
Apesar de já dominar a Europa a seu bel prazer, Merkel está sedenta de uma boa guerra que extravase o âmbito económico e financeiro e continua a insistir que o melhor, para o futuro da Europa, é regá-la com gasolina e depois acender um fósforo. 
Que a Alemanha é o país mais belicista da Europa, habitados por um dos povos mais tarados do planeta, já todos sabemos. O que talvez alguns não saibam é que, por cá, não falta quem aprecie o estilo e adore lamber  o rabo da senhora Merkel 
Com estas declarações de Machete, o nosso governo está a candidatar-se a governo mais imbecil do mundo, ou a umas esmolas da senhora Merkel?

domingo, 8 de dezembro de 2013

Perguntar não ofende..

Se Nelson Mandela é, na opinião de Cavaco e de Passos, um exemplo a seguir, porque é que não o seguem?
Deixem de ser hipócritas, porra!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Espírito natalício



Este mês de Dezembro não me iluminou com o espírito natalício. Não me apetece perdoar, não tenho vontade de sorrir  e sei que este será o pior  Natal de toda a minha vida ( embora tenha dificuldade em encontrar algum Natal com boas recordações, desde os meus 19 anos)
Ao perceber  que o Portugal de Abril morreu e a escumalha venceu a batalha, com a conivência  passiva  de um povo mesquinho, reles e cobarde, perdi a paciência para ser comedido nas palavras, a capacidade de perdoar e de sorrir.
Perante o cenário de miséria que se adensa, para gáudio de gentalha medíocre e reles  que  apoia e se revê  orgulhosamente na escumalha que se alcandorou ao poder cavalgando a mentira e a insídia, é difícil manter a compostura.
Não é fácil reagir com sobriedade aos actos terroristas de um grupo de fanáticos que pretende destruir a classe média e dizimar os funcionários públicos e pensionistas do Estado com o sadismo próprio dos ditadores loucos. Ou aceitar com complacência que um membro do governo  confesse na Grécia  estar ao serviço da Alemanha  para trair os portugueses, perante a passividade do PR. Ou admitir como normal que a única solução para este país seja o assistencialismo, o voluntariado ou a caridadezinha, que  enriquece os Belmiros e os Alexandres,  e enche os cofres do Estado mas distribui parcas migalhas a quem tem fome.
Deixei de ter pachorra para esperar por decisões de juízes que condenam ou ilibam milhares de cidadãos a trabalhos (es) forçados, escravatura e miséria, em função de variáveis tão volúveis como  a aparentemente acidental  nomeação do  pai de um dos juízes, para ministro.
Vomito de nojo ao conhecer o teor das condolências enviadas por Cavaco à família de Mandela.  Esse ser abjecto  que – era então primeiro ministro- se colocou ao lado de Reagan e Thatcher, votando contra uma resolução da ONU que pedia a libertação de Mandela e manifestava solidariedade com o ANC, vem agora enviar uma mensagem asquerosa, onde enaltece as qualidades do defunto, que noutra época repudiou. A mensagem de Cavaco faz-me lembrar o assassino que comparece, choroso, no funeral da vítima, oferecendo os seus préstimos para ajudar a descobrir o autor do crime. Haja vergonha!
Transpiro ódio por todos os poros aos bandalhos prepotentes que, cavalgando a democracia, exercem o poder de forma tirânica, como se a democracia fosse pura e simplesmente a imposição da lei do mais votado e não um diálogo político e social permanente.
Cheguei ao momento em que deixei de acreditar na força do diálogo, na persuasão ou na boa vontade.  Já não é possível salvar o país através das palavras. Chegou a hora de agir.

AVISO: Peço desculpa por me ter ausentado sem qualquer aviso prévio,  mas há situações que não dominamos nem podemos prever. Querer, nem sempre é poder!
 Durante os próximos tempos talvez não consiga manter a assiduidade habitual mas, sempre que me seja possível, aqui estarei. 
Enquanto não retomar a normalidade, vou aproveitar  para  fazer uma introspeção profunda e tentar encontrar paz  no lugar habitual, mas agora com outros propósitos.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Traidores

O dia de hoje devia passar a ser o Dia Nacional da Hipocrisia.
Um governo que acaba com o feriado que  assinala o dia em que recuperámos a independência, após 60 anos de jugo espanhol e acata com um sorriso nos lábios os ataques estrangeiros a órgãos de soberania,  que envergonham qualquer português, é um governo de traidores.
Portugal é o único país do mundo onde a data da independência não é assinalada com um feriado.
Estamos a precisar de um punhado de bravos que expulsem os traidores e nos devolvam o orgulho de ser portugueses.

Le premier bonheur du jour

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade

Alberto Caeiro

sábado, 30 de novembro de 2013

Uma ideia que merece ser ponderada.

Eu ia poupar imenso dinheiro se alguém abrisse por cá um restaurante destes

É tão simples...

Só quem não sabe a ponta de um corno sobre a História da Europa, ou finge não perceber o que se está a passar, se indigna  com  os avisos de Mário Soares sobre  um crescendo da conflitualidade social que poderá acabar numa escalada de violência.
Mário Soares falou para dentro, mas sabe bem o que se está a passar um pouco por toda a Europa, onde a actuação da classe política e casos como o de Philippe Varin  têm o efeito de bombas ao retardador.
O Papa falou para o mundo. Só aí  reside a diferença entre as palavras de Soares e do Papa Francisco.
Poderá não se gostar de Mário Soares ( eu, apesar de alguns erros que lhe reconheço, gosto e estou certo que a História um dia lhe fará justiça), mas acusá-lo de estar, neste caso, a pensar no seu interesse pessoal é, no mínimo, injusto. Faz no entanto parte de uma manobra orquestrada visando descredibilizá-lo, cujas origens são facilmente localizáveis.

Já não se costura assim...

Madame Yevonde
Costureira no Verão de 1937

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sinais

O sonho das mulheres japonesas


As japonesas são mal  agradecidas. Ora digam lá se não tenho razão…
O governo de Tóquio pretendia garantir, até 2020,a presença de mulheres em 30% dos cargos de responsabilidade do Estado. 
Pensam que as japonesas rejubilaram e foram  para a porta da sede do governo fazer véneas de agradecimento? Estão muito enganados…
Em resposta a um estudo  de opinião, uma em cada três japonesas solteiras  disse que o governo podia manter os homens em cargos de responsabilidade porque o seu grande sonho, quando casarem, não é  trabalhar para o Estado. Nem para  empresas privadas. O grande sonho de 33 por cento das mulheres japonesas, depois de casadas, é ser dona de casa. 
Toma e embrulha!
Em tempo: Enquanto isto, o PE quer 40% de mulheres em cargos de direcção nas empresas até 2020

Querem mesmo fazer a reforma do Estado? Juram? (10)

Então determinem  que os curricula publicados no DR, acompanhando a nomeação de boys e girls em concursos faz de conta, passem a ser fiscalizados por uma comissão independente que avalie a sua veracidade.  É que por vezes leio curricula publicados no DR, de gente que conheço, e dá-me vontade de rir!
Não sei se a avaliação curricular é um  item de ponderação obrigatória na classificação dos candidatos a concursos  mas, se for, então  o que se passa actualmente é  que quem melhor conseguir aldrabar júris de concursos com um curriculum fantasiado, terá mais  possibilidades de sucesso.

Those were the days (40)


 Jaipur ( Índia)

Ah, pois, as gerações futuras...

Este governo preocupa-se muito com as gerações futuras, como se pode aqui confirmar

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Diário de um idiota (6)




Bruno Carvalho foi almoçar a Braga e, em circunstâncias que não consegui ainda apurar ( terá sido no final da refeição?)   disse " quando quiserem começar a resolver os problemas de Portugal é fácil: tiramos o vermelho da bandeira e é tudo nosso"
Eu sei que não passou de uma "boutade´, de imediato desvalorizada por alguns sportinguistas ilustres. como Vasco Lourenço ou o embaixador Seixas da Costa,  mas se a frase tivesse sido proferida pelo presidente do Rio Ave, ou do Vitória de Setúbal, a indignação teria sido imediata e, muito provavelmente, alguns dos que agora tentam desculpar Bruno de Carvalho, já estariam a pedir  severa punição pela ofensa à bandeira nacional.
Lamento, mas as declarações de BC não têm qualquer lógica, por isso, hoje o idiota é mesmo ele.

O regabofe das reformas

Estou farto de ouvir os argumentos do governo sobre a necessidade de fazer a convergência das pensões entre público e privado. 
Sou dos que  concorda com a convergência, mas não que ela se faça à bruta e, ainda por cima, ludibriando as expectativas de gente já reformada. Muitos aceitaram reformar-se antecipadamente  mediante a garantia de que lhe seriam pagos complementos de reforma, mas o governo que se proclama defensor da equidade decidiu roubar-lhos.
O mesmo governo que  não tem  coragem, nem ética, para  terminar com gritantes casos de iniquidade na atribuição de pensões de reforma que chegam a roçar a indignidade. Não me refiro apenas  a casos como  Mira Amaral ( para dar só um exemplo) com reforma superior a 15 mil euros e apenas um ano de descontos, ou outros, como Jardim, que asseguraram  reformas milionárias (transmissíveis aos descendentes!!!) que ultrapassam os 150 mil € mensais e   incluem avião particular e segurança  privada.
Refiro-me a casos mais comezinhos que, à luz da situação actual, justificavam mais atenção, antes de o governo optar pelos cortes cegos e sem  outro critério que não seja o de roubar o mais possível, ao maior número de pessoas.
Quando era primeiro-ministro, Cavaco Silva permitiu  aos funcionários públicos ( não sei se também aos trabalhadores do sector privado)  acrescentarem até cinco anos à sua actividade profissional, desde que declarassem ter trabalhado durante esse tempo, no sector privado, sem fazer descontos. Feita a declaração,  e assumido o pagamento dos descontos em prestações mensais, esse tempo passava a contar para a reforma.
Não vivia em Portugal na altura, mas afiançaram-me que o processo era extremamente simples. Bastava alguém apresentar-se nos serviços da Segurança Social com uma testemunha que confirmasse a veracidade das declarações prestadas. Depois, passava a descontar no seu vencimento uma percentagem para pagamento desses anos. Conheço casos de pessoas que, sem nunca o terem feito, declararam  ter começado a dar explicações aos 16 anos...
Garantem-me que nessa época era comum as pessoas perguntarem umas às outras”Então quantos anos compraste?”
Graças a este processo, houve muita gente que conseguiu reformar-se com 50 e poucos anos e partir para uma nova vida, com uma reforma no bolso por inteiro. Não sei se ainda com Cavaco, mas seguramente com António Guterres, outra medida veio facilitar o processo de reformas dos funcionários públicos e torná-las mais atractivas. Quem, nos últimos 3 anos antes da reforma, ocupasse, por exemplo, um lugar no Conselho de Administração de uma empresa pública, ou certos cargos de chefia, na Administração Pública, poderia reformar-se praticamente com a totalidade do vencimento auferido nesses três anos, graças a uma fórmula adoptada para as reformas, que privilegiava os últimos anos de carreira. Também os notários podiam reformar-se com o valor obtido no último mês de actividade, engordando assim substancialmente a sua reforma.
Foi assim em anos de “vacas gordas”. Manuela Ferreira Leite acabou com estas prebendas e congelou os salários. Mas repor a situação normal já não era suficiente para assegurar as reformas e pensões dos portugueses. Por isso Sócrates teve de cortar a direito, alargando progressivamente a idade da reforma para os 65 anos e aumentando o número de anos de trabalho.
Ninguém nos governos responsáveis por este regabofe foi responsabilizado por tomar medidas que puseram em risco a sobrevivência das pensões das gerações futuras. Hoje, a idade da reforma é cada vez mais alargada e as retribuições são cada vez mais pequenas.
As desigualdades são gritantes. Enquanto alguns funcionários públicos se reformaram com pouco mais de 50 anos de idade e 35 anos de serviço, recebendo a reforma por inteiro,a maioria assinou contrato com o Estado na expectativa de se reformar ao fim daquele tempo mas vai ser obrigado a trabalhar 40 anos, e mais, para receber reformas mexerucas.
Entretanto, há cerca de dois anos, foram descobertos dois funcionários da segurança social que arranjavam esquemas que permitiam aumentar os anos de exercício de actividade profissional, garantindo uma reforma mais temperana e rentável. Cobravam até 500€ por ano “acrescentado” fraudulentamente. Não sei o que lhes terá acontecido
.E ainda há quem diga que somos todos iguais...