quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Azáfama natalícia


Não é só o governo que anda numa azáfama para vender tudo o que puder até ao final do ano, de modo a poder mascarar o défice. Também eu estou a  sofrer da sempiterna síndrome de Dezembro: menos trabalho, mas muitos compromissos sociais. Mais até do que habitualmente.
Todos os dias há um almoço ou jantar de Natal, o lançamento de um livro, uma vernissage de final de tarde, uma assembleia geral de uma associação de que faço parte,  o encontro com um amigo de velha data que veio passar o Natal, ou o trabalho de voluntariado.
Ainda faltam alguns dias para o Natal e já estou estoirado, a precisar de férias, de mudar de ares. Como sempre, anseio a chegada do dia 26.
Em tempo: nos próximos dois dias, espero visitar todos os vizinhos do blogobairro, para lhes dar as saudações natalícias, mas na sexta-feira faço as despedidas formais até ao próximo ano.

Até as crianças percebem!

Quando um governo corta num espectáculo para crianças, cujo custo é de uns escassos milhares de euros ( menos de cinco mil, segundo me disseram) temos de nos perguntar que escória de gente é esta que nos governa. 


Vale e Azevedo no governo?

Neste governo já nada me espanta. Nem mesmo o facto de se comportar como um grupo de feirantes aldrabões, ou como o merceeiro que engana o cliente, roubando no peso do fiambre. 
O facto de ter acordado em Abril a redução das verbas da Casa da Música em 20 por cento e seis meses depois vir dizer que afinal vai cortar 30, deve ser encarado como normal, porque é  um problema da má formação das pessoas que integram o elenco.
Só gente que desde pequenino desprezou o valor da palavra dada, fez da mentira o seu modo de vida e preenchia a cadernetas de cromos roubando o carimbado ao melhor amigo, se comporta assim. É gente  que sempre viveu do arranjinho e do encosto a padrinhos. Gente desprezível, a quem não se pode comprar nem um alfinete. Com quem não se pode assinar um contrato. A quem não se pode confiar nem a pulga do cão. Que vê a cultura como uma coisa supérflua e as pessoas como empecilhos. Que adora o cifrão como um deus e os números como seus apóstolos.
É gente que não presta.Podiam estar a fazer companhia a Vale e Azevedo, mas optaram por outro ramo que lhes garante impunidade. Não é por isso que são mais respeitáveis do que o ex-presidente do Benfica.



De quem é a culpa?


Na sequência deste post
O neto da minha empregada acompanhou-a ao hospital e perante a situação pediu imediatamente o Livro de Reclamações. A avó não o deixou reclamar. Perguntei-lhe porquê. A resposta veio rápida. 
“ E depois, quando eu for operada? Se o médico fica zangado, quem sofre sou eu!”
Não evoluímos muito desde o 25 de Abril em matéria de consciencialização, pois não? Não, mas a culpa é de quem? Da minha empregada que tem medo de ser maltratada se reclamar?
Não me parece, mas gostava de saber a vossa opinião…