terça-feira, 11 de dezembro de 2012

São rosas, senhor, são rosas!



Já tinha percebido que D. Isabel- a Jonet, não a de Aragão- era mais caridosa do que solidária, mas ela fez questão de o relembrar nesta entrevista ao jornal i.
Para D. Isabel, o importante é a caridade, porque isso da solidariedade social é uma coisa fria que tem a ver com essa chatice dos direitos adquiridos e leva muito dinheiro ao Estado.
Ficamos pois todos a saber que a D. Isabel gosta é de ter muitos pobrezinhos por quem velar, que lhe beijem as mãos agradecidos, se rojem ao chão em prantos veneratórios, gratos por tamanha indulgência. É com a miséria dos outros que ela se glorifica e espera alcançar o reino celestial. Os direitos adquiridos, a dignidade da pessoa humana, são desprezíveis construções marxistas  que ela detesta, porque a impedem de atingir a glória eterna. Ela sabe que sem a caridadezinha e sem os pobrezinhos seria insignificante. Inútil. Apenas uma Tia com saudades da Supico Pinto e do Movimento Nacional Feminino. Para a D. Jonet, o ideal seria mesmo uma guerra, para poder distribuir cigarros aos soldados, escoltada por jeeps, tanques e muitas câmaras de televisão. Para ela, quanto mais sangue e mais miséria melhor, porque esses são os alimentos que engordam a sua notoriedade.
Alguns pensarão que a D. Isabel é apenas idiota. Não se iludam! Ela é mesmo fascista e quer que todos o saibam!

A propósito do Nobel da Paz

Mortes insólitas





Todos sabemos que Salazar morreu depois de ter caído da cadeira,  que Martim Moniz terá morrido entalado numa porta do Castelo de S. Jorge, ou que D. Carlos sucumbiu aos tiros disparados por Buíça, numa altura em que os portugueses já não suportavam a Monarquia e suspiravam pela República.
Há, porém, muitos outros políticos portugueses que morreram de forma violenta ou, como escreve o autor deste livro” ridícula”, mas pouco conhecida.
É o caso, por exemplo, de Hintze Ribeiro que morreu à porta do cemitério, quando se preparava para assistir ao funeral do seu amigo Frederico Casal Ribeiro.
Mais violenta foi a morte do psiquiatra  Miguel Bombarda, implicado na preparação do  golpe de 5 de Outubro. Dois dias antes  estava  no seu consultório e preparou-se para receber um ex-doente- o tenente do exército Aparício Rebello dos Santos. Assim que entrou no consultório , disparou vários tiros à queima roupa e saiu sem pagar a conta.
Miguel Bombarda viria a ser sepultado no dia 6 de Outubro, juntamente com o seu amigo Cândido dos Reis, outra vítima da República: suicidou-se, porque pensava que a Revolução tinha falhado.
Já o primeiro-ministro António Granjo, foi morto durante a célebre “Noite Sangrenta” em que a camioneta fantasma andou a recolher vítimas.
Estes são apenas alguns dos 56 relatos feitos por Ricardo Raimundo, sobre 56 personalidades da vida portuguesa que faleceram de forma no mínimo, pouco normal.
Em “ Vidas Surpreendentes, Mortes Insólitas da História de Portugal”, Ricardo Raimundo escreve de forma muito peculiar e por vezes empolgante, sobre  o fim da vida de políticos, poetas,desportistas, investigadores e outras figuras  da sociedade portuguesa. De Martim Moniz a Joaquim Agostinho, passando pelo Papa Pedro Hispano, pela cantora Luísa Todi ou por Antero de Quental,  o autor construiu um livro onde a protagonista é a morte.  Mortes  insólitas, como a do diplomata Teixeira Sampaio, que morreu de comoção ao beijar a mão da rainha D. Amélia, violentas, inesperadas, heroicas, mas sempre ridículas…

Confissões de Natal


Algumas pessoas aproveitam o mês de Dezembro para confessar erros do passado, na esperança de que o espírito de boa vontade dos portugueses, nesta quadra natalícia, os absolva.
Foi o que fez, por exemplo, António Guterres  quando reconheceu os erros dos seus governos.
Também Filipe La Féria- a quem eu já repetidas vezes acusei aqui de ser responsável por termos um primeiro ministro da estirpe de PPC-  veio reconhecer, finalmente a sua responsabilidade numa recente entrevista. Diz ele:
“Acho que Passos Coelho seria mais feliz se fosse cantor. Ele é um bom cantor. Eu fui o culpado, de facto, de ele agora ser primeiro ministro. Ele concorreu para fazer o “My Fair Lady” e eu escolhi outro”.
Espero que a próxima pessoa a partilhar esta (ir)responsabilidade seja Fátima Padinha, a mulher com quem PPC casou, porque ali viu uma boa porta de entrada para o show bizz. 
O resto da história que tornou PPC um homem amargo e apostado em vingar-se das suas frustrações vocacionais e familiares, castigando os portugueses já aqui contei, como se devem lembrar…