terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Problemas de comunicação

Quando Vítor Gaspar e PPC  dizem que Portugal não é a Grécia estão, mais uma vez, a revelar dificuldades de comunicação. Na verdade, o que eles querem dizer é : Portugal ainda não é a Grécia!

O amor pelos animais



Os alemães são inegavelmente grandes amigos dos animais. Tão amigos, que alguns os elegem como parceiros sexuais privilegiados.
A Alemanha é, aliás, um dos poucos países  que tolera a zoofilia, admitindo desde 1969 a prática sexual entre seres humanos e animais, desde que o bicho não seja maltratado e não se queixe. (Como sabemos, o coelho nunca se queixou. Bem pelo contrário, até parece gostar  de ser sodomizado).
Mas até no país de Merkel as coisas mudam e, assim, o Reichstag vai votar, no próximo dia 14, uma lei que proíbe a prática da zoofilia.  Obviamente, há quem não esteja de acordo. É o caso, por exemplo, de Michael Kiok, director do grupo zoófilo ZETA. Indignado, perante a perspectiva de ser obrigado à abstinência, deixando o seu pastor alemão privado das suas carícias, promete lutar contra a lei, porque considera  impensável que “qualquer acto sexual com animais seja punido”.

Não, não és o único...

 Seria bom que, por uma vez, o PCP pensasse mais no país do que em si próprio e, em vez de desferir constantes ataques ao PS, procurasse consensos e não se arvorasse como o lídimo ( e único) representante da esquerda. 

O Portas não aguenta? Ai aguenta, aguenta...

Pedro Passos Coelho já humilhou Paulo Portas várias vezes. O líder do CDS resistiu alegando patriotismo.  Gaspar humilhou repetidas vezes  Portas e os deputados do seu partido. Portas continuou a resistir.
Agora, vem este caramelo do Porto chamar-lhe traidor. Presumo que Paulo Portas irá fingir que não ouviu. No fundo, ele sabe bem que merece ser humilhado, mas quantos mais insultos e humilhações estará Paulo Portas disposto  a suportar, por umas migalhas de poder? Será mesmo capaz de vender a Mãe, como já ouvi alguém asseverar? 
Visto por outro prisma ( que não deve ser descartado): até onde estará o PSD disposto a ir para obrigar o CDS a abandonar a coligação, para que depois Coelho se possa armar em vítima? Julgarão Relvas e Coelho que podem esticar a corda até partir para o seu lado? Eu não estaria tão confiante. Portas está, há muito, à procura de engendrar um pretexto para sair por cima num próximo acto eleitoral. No dia em que o encontrar a coligação explode com estrondo e Portas encontrará um outro regaço que o acolha numa nova coligação.
Resumindo: o país está à mercê de uma luta de galináceos da política. O povo, sereno, continua a aguentar tudo, crente de que eles estão a fazer tudo para salvar o país. Santa ingenuidade!

Salomão andou por aqui

A triste telenovela da privatização da RTP reflecte bem a forma de actuar deste governo. Anda à bolina, navega à vista, confunde golfinhos com tubarões, não faz a mínima ideia do que fazer, nem como fazer. 
A única missão que sabe cumprir com zelo é executar as ordens da troika. Quanto ao resto, Gaspar trata das contas e Pedro Passos Coelhos da imagem do elenco.
Assim que se percebeu que a privatização da RTP era um tiro no pé e nem sequer havia candidatos interessados na sua aquisição, começou a falar-se da venda de apenas um canal. Depois de concessão. Mais tarde, aqueles tipos que durante a campanha eleitoral garantiam que já tinham estudado todos os dossiês, anunciaram que, afinal, ainda iam estudar o problema e estavam todas as hipóteses sobre a mesa. A opinião pública mobilizou-se contra a privatização. Alberto da Ponte começou por lhes dar razão mas no dia seguinte Miguel Relvas puxou-lhe as orelhas e obrigou o homem das cervejas a dar uma entrevista a desdizer-se.
Miguel Relvas temeu perder mais uma vez a face ( se é que aquela coisa ainda tem face!) e exigiu a PPC que defendesse a sua honra, em nome do passado comum no mundo dos negócios. Lembrou-lhe que tinha sido ele a catapultá-lo para PM e os jeitos que prestou à Tecnoforma quando PPC era administrador da empresa e Relvas secretário de estado de Durão Barroso. 
PPC ficou entalado, porque já se tinha comprometido com Portas em não avançar com a privatização. Foi até Cabo Verde arejar as ideias e tomou uma decisão salomónica. Privatização, sim, mas só de 49% O resto será concessionado. Ou seja, um molho de bróculos!
Relvas ficou  mais aliviado. Com jeito, conseguirá pelo menos que a privatização atinja os 51%. Gaspar sorriu, porque vão entrar mais uns tostões nos cofres das Finanças. Paulo Portas, mais uma vez, admite recuar.
E assim continua este grupo de energúmenos e de embusteiros a delapidar o património do país, para satisfazer os seus interesses pessoais. Em Belém, um zombie continua a olhar, indiferente, para o país a desmoronar-se. "No pasa nada!"