segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Chariots of fire

Não gostei de ver as irmãs de Carlos Castro felizes, depois de o júri ter declarado Renato Seabra culpado, o que equivalerá a uma pesada pena.
A estratégia da defesa não colou e os jurados não foram na cantiga de que o jovem modelo estava maluquinho no momento em que praticou o crime. ( Convenhamos que muito bom da cabeça não devia estar...)
Renato Seabra poderá agora ser condenado a uma pena entre os 15 anos e a prisão perpétua. Não sei em que medida isso alivia a dor das irmãs de Carlos Castro. Sentir-se-ão vingadas?
Compreendo a revolta das senhoras. Aceito até que tenham ficado satisfeitas por os jurados não se terem deixado levar na estratégia montada pela defesa. Agora que a condenação tenha sido festejada de forma tão efusiva é que me provoca macaquinhos no sótão.
Uma pena de privação da liberdade perpétua, para um jovem que cometeu um crime hediondo, mas não pode ( penso eu...) ser considerado um criminoso irrecuperável, é uma coisa que me agonia.
Depois ponho-me na pele daquela mãe ao ver a alegria das senhoras pela condenação do filho e penso como reagiria eu no seu lugar.
Finalmente, penso nas responsabilidades desta sociedade onde a glória fácil é exaltada a toda a hora e tenho pena que estes vendedores de ilusões não sejam co-responsabilizados. 

Os fantasmas não são transparentes!

Quem não deve  não teme...Por isso, o mínimo que se poderia pedir a Cavaco Silva era que quebrasse o silêncio e, numa demonstração de que realmente ainda está para nascer alguém mais honesto do que ele, dissesse que autorizava o Tribunal a revelar os dados pedidos pelo "Público". 
Ah pois, já me esquecia...os cadáveres não falam e os fantasmas não são transparentes!
Só falta agora o sr. Aníbal vir dizer que por ele não se opõe, mas que é obrigado a respeitar as decisões do Tribunal. Então, sim, a gargalhada que se ouviria no país era capaz de acordar o morto de Belém.
Mais informações aqui

Pera tão longo amor, tão curta a vida...



Que o governo trata os trabalhadores como se fossem burros de carga, já todos sabemos. Agora que os ponha a correr atrás da cenoura, adiando sucessivamente a idade da reforma, quando  já estão quase a atingi-la, faz-me lembrar  este soneto camoniano:

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais servira, se não fora
Pera tão longo amor tão curta a vida!

Vinte anos é muito tempo...


Há 20 anos foi enviado o primeiro SMS. Dizia apenas: Feliz Natal
Vinte anos depois, em linguagem de SMS, pode escrever-se simplesmente  :-) Natal
ou criar mensagens mais elaboradas, como esta que encontrei neste site:

"Meus caro, digo-vos isto com tristeza. Este ano não há presépio: a vaca está louca e não se segura nas patas; os Reis magos não podem vir porque os camelos estão no governo; a nossa senhora e o são José foram meter os papeis para o rendimento mínimo; a asae fechou o estábulo por falta de condições e o tribunal de menores ordenou a entrega do menino ao pai biológico... E antes que me tirem as mensagens à borla aproveito para desejar um Bom Natal e um Feliz Ano Novo". 
[Enviado por Carla Galego]


Passos Coelho deixa nova mensagem no Facebook

Depois destas declarações em Cabo Verde ( afinal, às vezes, ele também fala sobre política interna quando está no estrangeiro), o nosso primeiro escreveu uma mensagem no FB:
Mas vocês ainda são tão ingénuos que acreditam numa palavra do que eu digo? Não vos basta serem piegas?
Ó pazinhos! Eu digo o que me apetece ou o que me vem à cabeça e vocês não me devem levar a sério. Não se excitem com as minhas palavras. Paguem mas é os vossos impostos, porque não estou disposto a aturar os vossos calotes. Olhem para mim com o respeito que eu mereço. Nasci português de segunda e cheguei a primeiro ministro. Com a ajuda do meu inseparável amigo Relvas e de um mouro de Boliqueime, mas também com muito esforço. Vocês imaginam lá o que eu tenho de me esforçar para dizer umas galgas e tentar desviar a vossa atenção dos problemas do país? Vão mas é trabalhar, porque eu e o Gaspar, com a colaboração do Relvas ( este fds ele quis ir ao México e eu fiz-lhe a vontade...) estamos a criar uma empresa que vai fazer inveja àqueles nabos do BPN. Eu aprendi muito na Tecnoforma e sei utilizar muito bem os fundos europeus. Nós ganhamos o dinheirito e vocês pagam os juros com os vossos impostos. Querem um conselho?