quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Breves notas sobre o reality show de Coelho

1- O concorrente deu um beijo à Judite de Sousa antes de começar a prova
2- A Judite estava com um penteado novo, que expressava o seu temor reverencial perante o concorrente
3- O outro entrevistador fazia voz grossa e franzia o cenho antes das perguntas
4- O concorrente , apesar de muito vaidoso e com ar de encantador de sopeiras, era muito fraquinho e, percebeu-se logo, muito mentiroso.
5- O concorrente confessou que irá violar as regras do jogo, quer o público goste, quer não.  Deu a entender, por exemplo,  que vai cortar as pensões abaixo de mil euros, os alunos vão ter de pagar propinas mesmo no ensino público obrigatório e outras maldades que divulgará a seu tempo.
6- Perguntado sobre a Grécia, respondeu que aquilo não interessa nem às palhinhas do Menino Jesus e nós devemos seguir orgulhosamente o nosso caminho sem sermos invejosos e querermos as mesmas benesses de que a Grécia vai usufruir.
7- O concorrente voltou a demonstrar que odeia os portugueses.
8- Disse várias vezes " Eu sou bom" e "Eu sou o salvador da Pátria", "Eu sou o caminho".
9- Quando não sabia responder às perguntas olhava para o lado ( devia estar à procura da cábula que o Gaspar lhe preparara) e começava a falar do tempo. 
10- O concorrente falou de outras matérias, mas fê-lo de forma vaga e desconexa. Não deu para se perceber se era ignorância ou ronha para enganar papalvos.
11- Resumindo: o concorrente não estudou a lição e procurou atrair os entrevistadores para a única matéria que dominava. Os entrevistadores caíram no engodo. Suspeito que algum público também...
Aviso à navegação: o concorrente tem bem vincados os tiques de ditador.O homem é perigoso e se o público não se põe a pau ele gama-lhes até as cuecas e apodera-se definitivamente do pote.

APRECIAÇÃO do Júri de avaliação:
Francisco Assis e Francisco Louçã  consideraram o  concorrente mentiroso, vaidoso e perigoso
Ângelo Correia ( o Padrinho que o inscreveu no reality show)- Manifestou-se decepcionado com a prestação do afilhado.
Ribeiro e Castro- Gostou, mas ficou muito aborrecido pelo facto de o concorrente ter dito que Paulo Portas era o nº3 do governo. Um erro imperdoável do concorrente- insistiu quase até entrar em estado apoplético.
António José Teixeira e Adelino Maltez- Cuidado com este gajo! Está a perverter as regras, o árbitro está desatento e o tipo é capaz de ganhar , apesar de ser um batoteiro.
Maria José Garrido- Eu queria dizer que gostei, mas não consigo, porra! A arrogância do tipo irritou-me um bocado. Tem de aprender a cativar o públco e o júri.
José Gomes Ferreira- Este tipo é um artista. Adoro-o! É batoteiro, mas eu adoro batoteiros ( excepto o Sócrates) Não gostais do que ele faz? Sois uns lorpas! Ele vai fazer o que deve ser feito, ganha o concurso e, com um bocadinho  mais de empenho, eu hei-de conseguir sentar-me ao seu lado. Ele está-se nas tintas para as regras do jogo, porque são estúpidas. Por isso ele faz as regras e ganha. Repito. Adoro este gajo, é o meu ídolo!


Regabofe é ...(9)

O governo oferecer 1100 milhões de euros à Madeira para comprar os votos de quatro deputados e o governo regional gastar o dinheiro em fogo de artifício.

Diatribes do fantasminha Gaspar


No discurso de encerramento da "cerimónia" de aprovação do OE 2013, o primeiro ministro Vítor Gaspar lançou umas farpas ao PS, aludindo a divisões internas e deixando o aviso de que o pedido de fiscalização ao TC poderia desencadear uma crise política.
Ouvi alguns comentadores darem a sua concordância à intervenção de Gaspar e elogiarem a forma como explorou as divisões no seio do PS.
Parece-me uma análise errada por duas razões:
1- Se o  governo lança o papão da crise política, no caso de o OE ser enviado para o TC, é porque tem consciência de que viola a Constituição, pelo que está a tentar condicionar o direito dos partidos da oposição recorrerem ao OE para  que seja reposta a legalidade.
2- O aviso de Gaspar  foi uma indirecta para Belém, a quem o governo incluiu no pacote das ameaças.
O mais natural é que Cavaco ceda às pressões mas, se o PS se deixar amedrontar e se demitir do seu dever, o eleitorado julgá-lo-á.
O governo já não tem legitimidade para dizer que o PS é co-responsável pelo memorando, pois aquilo que o PS assinou foi substancialmente alterado.
Assim sendo,a diatribe de Gaspar é um não caso e como tal deve ser tratado?
Bem pelo contrário! É preciso dar a máxima atenção às suas palavras e ameaças porque encaixam, na perfeição, na estratégia concebida por Salazar para implantar uma ditadura em Portugal. Estratégia que, aliás, tem  como principal apoiante Pedro Passos de Coelho.
Enquanto Gaspar avisa "eu ou o caos", PPC  adapta a máxima salazarenta " Para Angola rapidamente e em força" convertendo-a em " os portugueses têm de empobrecer , custe o que custar".
A quem pensar que estou a ser exagerado e alarmista, lembro que ontem, no programa Economix da RTP, o insuspeito Rui Moreira ( possível candidato do CDS à câmara do Porto) alertou exactamente para o mesmo. Dizia ele que a rédea solta a Gaspar nos está a conduzir para caminhos que põem em risco o regime democrático e todos devíamos pensar nisso. 
Ora quando a direita avisa, o melhor é mesmo estarmos atentos...


A ténue fornteira que separa um herói de um cobarde




Foi visível o desconforto de alguns deputados dos  partidos da coligação, face ao OE 2013. Espernearam, prometeram que só votariam este OE se passassem por cima do seu cadáver ( Adolfo Mesquita Nunes, por exemplo…)  mas acabaram por votá-lo favoravelmente. 
No CDS, quatro deputados reclamaram o estatuto de heróis, fazendo uma declaração de voto em que, sucintamente, afirmavam que  votavam a favor apenas para defender o coiro e o tacho.  Exceptuando o deputado do CDS Madeira que mostrou ao patrão Portas como devia agir se realmente quisesse defender os interesses de Portugal e dos portugueses, as declarações de voto dos deputados do CDS são de ir às lágrimas.
João Almeida, o caramelo Vaquinha de estimação do CR, fez esta brilhante afirmação:
"Se há coisa que o passado recente nos mostra claramente, é que a uma má solução, ainda que rejeitada, sucede uma pior. (...)"

Ou seja, acabou por reconhecer que o governo Sócrates era melhor do que este. Claro que isso não é novidade para ninguém, mas ser um deputado do CDS/PP a admiti-lo, fia mais fino!
Quanto a Adolfo Mesquita Nunes de quem criei uma opinião bastante favorável depois de fazer uns debates com ele na rádio Comercial, desiludiu-me em absoluto. Considero-o uma pessoa inteligente, mas quando leio na sua declaração de voto que as suas críticas incidem sobre o espectro socialista que enforma o actual OE,  percebo que muito provavelmente ainda não aprendi a distinguir um fascista de um tipo bem falante.
Quanto a Ribeiro e Castro, passo. Não me pronuncio sobre inimputáveis.
Passemos então aos “arrependidos” do PSD  
A dúzia e meia  de deputados  laranja ( podia ser um quarteirão, porque ia dar ao mesmo) que anunciaram pela voz de Miguel Frasquilho ir apresentar uma declaração de voto, meteram a viola no saco, assim que Miguel Relvas os ameaçou com o pau de marmeleiro. Depois do alarido, acabaram a beijar o rabo do grande chefe.
Todos estes deputados quiseram apresentar-se como heróis e, eventualmente, salvar a face dos seus partidos. Infelizmente, desconhecem que a fronteira entre um herói e um cobarde é delimitada por um traço muito fino.  Receosos de perder os tachos e mordomias,  ultrapassaram-no. Cobriram-se de ridículo e ficarão para a História como traidores iguais aos que se mantiveram em silêncio e se limitaram a abanar o rabo às ordens dos chefes de claque, como cãezinhos amestrados  à espera de entrarem em cena no palco circense da AR. Uns chihuahua ou caniches da espécie humana.







Ao deputado e ao borracho, põe Relvas a mão por baixo

Então Relvas chegou junto dos 18 deputados rebeldes  e perguntou



Os meninos foram então para as sanitas da AR refazer o enunciado da declaração de voto...