terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cenas dos próximos capítulos


Aprovado que está o OE por um grupo de energúmenos, entra em cena o candidato a Bobo. 
O Banco de Portugal, a OCDe e reputados economistas portugueses e estrangeiros já disseram que este OE é um embuste e as metas não serão cumpridas.
Hoje mesmo, Vítor Gaspar veio admitir essa possibilidade, mas descartou responsabilidades, alegando que se não for cumprido será por culpa das circunstâncias internacionais.
Aconselhado pelos parceiros sociais e pela  maioria dos conselheiros de Estado a pedir a fiscalização do Tribunal Constitucional , ou a vetá-lo, como reagirá o cadáver de Belém? 
O mais provável é que vá consultar a sua conta bancária, para confirmar se a sua parca reforma foi depositada a tempo e horas.  Se estiver tudo bem, comete mais uma vez  perjúrio, aprova o OE em nome da estabilidade política e, confortado pela consciência de bobo, vai comer bolo rei com a Maria. 
Na mensagem de Ano Novo, vai falar das alterações climáticas...

Aproveitar as oportunidades da crise (3)

Os portugueses já não correm para as urgências dos hospitais ao primeiro espirro, porque não têm dinheiro para pagar tanta taxa moderadora. Agora, mesmo à rasquinha, esperam até ao momento em que tenham de ser levados para as urgências pelo INEM. Sempre poupam na gasolina, ou no táxi...
Poderá aumentar a taxa de mortalidade? É um facto, mas o governo, como sempre perspicaz, já reduziu o subsídio de funeral para metade. Além disso, mesmo que tenha de custear o transporte, vai ganhar. Gaspar sabe fazer as contas e, muito bem, concluiu que mais vale pagar o transporte do 112, do que pagar reformas a uns chulecos que andaram  durante 40 anos a entregar parte do seu salário ao Estado e, só por isso, já se julgavam no direito de reclamar reforma. Uns oportunistas,estes tugas!
( Ver mais oportunidades aqui )

Para memória futura


    Aqui ficam as fotografias e os nomes dos deputados que, traindo a confiança que neles depositaram alguns eleitores, aprovaram o OE 2013, condenando à miséria- e quiçá à morte- milhares de portugueses inocentes.
    Apesar de estarem aquartelados na S. Caetano à Lapa e no Largo do Caldas, estes traidores exercem a sua acção por todo o país, razão pela qual se identificam, igualmente, os distritos onde actuam para enganar o povo com o conto do vigário. Para defenderem o tacho, traíram quem neles votou. Cambada de cobardes!

    Abel Baptista (Viana do Castelo, CDS-PP), Adão Silva(Bragança, PSD), Adolfo Mesquita Nunes (Lisboa, CDS-PP), Adriano Rafael Moreira (Porto, PSD), Afonso Oliveira (Porto, PSD), Altino Bessa (Braga, CDS-PP),Amadeu Soares Albergaria (Aveiro, PSD), Ana Oliveira(Coimbra, PSD), Ana Sofia Bettencourt (Lisboa, PSD),Andreia Neto (Porto, PSD), Ângela Guerra (Guarda, PSD), António Leitão Amaro (Lisboa, PSD), António Prôa (Lisboa, PSD), António Rodrigues (Lisboa, PSD),Arménio Santos (Viseu, PSD), Artur Rêgo (Faro, CDS-PP), Assunção Esteves (Lisboa, PSD), Bruno Coimbra(Aveiro, PSD), Bruno Vitorino (Setúbal, PSD), Carina Oliveira (Santarém, PSD),Carla Rodrigues (Aveiro, PSD), Carlos Abreu Amorim (Viana do Castelo, PSD),Carlos Alberto Gonçalves (Europa, PSD), Carlos Costa Neves (Castelo Branco, PSD), Carlos Páscoa Gonçalves (Fora da Europa, PSD), Carlos Peixoto (Guarda, PSD), Carlos Santos Silva (Lisboa, PSD), Carlos São Martinho (Castelo Branco, PSD), Clara Marques Mendes (Braga, PSD), Cláudia Monteiro de Aguiar (Madeira, PSD), Conceição Bessa Ruão (Porto, PSD), Correia de Jesus (Madeira, PSD),Couto dos Santos (Aveiro, PSD), Cristóvão Crespo (Portalegre, PSD), Cristóvão Norte (Faro, PSD), Cristóvão Simão Ribeiro (Porto, PSD), Duarte Marques(Santarém, PSD), Duarte Pacheco (Lisboa, PSD), Eduardo Teixeira (Viana do Castelo, PSD), Elsa Cordeiro (Faro, PSD), Emídio Guerreiro (Braga, PSD), Emília Santos (Porto, PSD), Fernando Marques (Leiria, PSD), Fernando Negrão (Braga, PSD), Fernando Virgílio Macedo (Porto, PSD), Francisca Almeida (Braga, PSD),Graça Mota (Braga, PSD), Guilherme Silva (Madeira, PSD), Hélder Amaral (Viseu, CDS-PP), Hélder Sousa Silva (Lisboa, PSD), Hugo Lopes Soares (Braga, PSD),Hugo Velosa (Madeira, PSD), Inês Teotónio Pereira (Lisboa, CDS-PP), Isabel Galriça Neto (Lisboa, CDS-PP), Isilda Aguincha (Santarém, PSD), Joana Barata Lopes (Lisboa, PSD), João Figueiredo (Viseu, PSD), João Gonçalves Pereira(Lisboa, CDS-PP), João Lobo (Braga, PSD), João Paulo Viegas (Setúbal, CDS-PP),João Pinho de Almeida (Porto, CDS-PP), João Prata (Guarda, PSD), João Rebelo(Lisboa, CDS-PP), João Serpa Oliva (Coimbra, CDS-PP), Joaquim Ponte (Açores, PSD), Jorge Paulo Oliveira (Braga, PSD), José de Matos Correia (Lisboa, PSD),José de Matos Rosa (Lisboa, PSD), José Lino Ramos (Lisboa, CDS-PP), José Manuel Canavarro (Coimbra, PSD), José Ribeiro e Castro (Porto, CDS-PP), Laura Esperança (Leiria, PSD), Lídia Bulcão (Açores, PSD), Luís Campos Ferreira (Porto, PSD), Luís Leite Ramos (Vila Real, PSD), Luís Menezes (Porto, PSD), Luís Montenegro (Aveiro, PSD), Luís Pedro Pimentel (Vila Real, PSD), Luís Vales (Porto, PSD), Manuel Isaac (Leiria, CDS-PP), Margarida Almeida (Porto, PSD), Margarida Neto (Santarém, CDS-PP), Maria Conceição Pereira (Leiria, PSD), Maria da Conceição Caldeira (Lisboa, PSD), Maria das Mercês Borges (Setúbal, PSD), Maria João Ávila (Fora da Europa, PSD), Maria José Castelo Branco (Porto, PSD), Maria José Moreno (Bragança, PSD), Maria Manuela Tender (Vila Real, PSD), Maria Paula Cardoso (Aveiro, PSD), Mário Magalhães (Porto, PSD), Mário Simões (Beja, PSD),Maurício Marques (Coimbra, PSD), Mendes Bota (Faro, PSD), Michael Seufert(Porto, CDS-PP), Miguel Frasquilho (Porto, PSD), Miguel Santos (Porto, PSD),Mónica Ferro (Lisboa, PSD), Mota Amaral (Açores, PSD), Nilza de Sena (Coimbra, PSD), Nuno Encarnação (Coimbra, PSD), Nuno Filipe Matias (Setúbal, PSD), Nuno Magalhães (Setúbal, CDS-PP), Nuno Reis (Braga, PSD), Nuno Serra (Santarém, PSD), Odete Silva (Lisboa, PSD), Paulo Batista Santos (Leiria, PSD), Paulo Cavaleiro (Aveiro, PSD), Paulo Mota Pinto (Lisboa, PSD), Paulo Rios de Oliveira(Porto, PSD), Paulo Simões Ribeiro (Setúbal, PSD), Pedro Alves (Viseu, PSD),Pedro do ó Ramos (Setúbal, PSD), Pedro Lynce (Évora, PSD), Pedro Pimpão(Leiria, PSD), Pedro Pinto (Lisboa, PSD), Pedro Roque (Faro, PSD), Raúl de Almeida (Aveiro, CDS-PP), Ricardo Baptista Leite (Lisboa, PSD), Rosa Arezes(Viana do Castelo, PSD), Rui Barreto (Madeira, CDS-PP)Sérgio Azevedo (Lisboa, PSD), Telmo Correia (Braga, CDS-PP), Teresa Anjinho (Aveiro, CDS-PP), Teresa Caeiro (Lisboa, CDS-PP), Teresa Costa Santos (Viseu, PSD), Teresa Leal Coelho(Porto, PSD), Ulisses Pereira (Aveiro, PSD), Valter Ribeiro (Leiria, PSD), Vasco Cunha (Santarém, PSD) e Vera Rodrigues (Porto, CDS-PP).

Simulação, dizem eles!

Os jornais do dia  noticiam que decorrerá hoje uma simulação de tsunami na costa portuguesa.
Falar de simulação ao largo quando está a ocorrer um tsunami bem real em terra, com epicentro em S. Bento, parece-me brincadeira de mau gosto.  É certo que os efeitos deste tsunami  terrestre só começarão a sentir-se em Janeiro, quando os portugueses perceberem que foram roubados por uns senhores bem falantes que os ludibriaram com o conto do vigário, mas terá efeitos devastadores que a comunicação social  se esforça por mitigar: um número indeterminado de desalojados, desaparecidos e mortos. À fome, ou por desespero.
O tsunami terá também efeitos colaterais mais prolongados, devastando o CDS/PP num próximo acto eleitoral. Nessa altura, a maioria dos votantes no partido de Portas perceberá que não vale a pena gastar tinta com um partido inútil. O único sobrevivente será Paulo Portas, o comandante, que abandonará o navio e os tripulantes à sua sorte. Alguns encontrarão refúgio seguro em empresas públicas. Os restantes pagarão o preço da traição.
No CDS/PP reuniu-se o maior grupo de embusteiros e traidores à Pátria desde 1640. Para salvarem o coiro, contribuem com o seu voto para a ruína do país. Os portugueses não lhes perdoarão. 

Portugal dos pequeninos

Depois deste negócio pornográfico, do corte dos salários e pensões, do aumento dos impostos, o governo deixou de subsidiar os voos Bragança/Lisboa.
Depois da  ver suspensa a auto-estrada do Marão, a região mais isolada do país, fica ainda mais longe de Portugal. Mais um golpe na coesão territorial.

Aproveitar as oportunidades da crise (2)

( Continuado daqui)
Outra vantagem da crise é a diminuição do número de divórcios.
Agora já ninguém se divorcia com a desculpa de que o cônjuge não cumpre os seus deveres matrimoniais,  porque foi presenteado com um par de palitos, ou simplesmente porque já estão fartos um do outro.
Agora, os cônjuges aguentam firmes os encornanços, o tédio, ou mesmo os maus tratos. Aguentam estoicamente a vida sob o mesmo tecto, de acordo com as leis da Santa Madre Igreja, ou do Código Civil, até que um deles mate o outro.
Obviamente que o governo vê, também aqui, uma janela de oportunidade. Principalmente se um dos cônjuges for funcionário público ou reformado, porque é menos uma despesa para o Estado e, assim, os que cá ficam podem viver um bocadinho melhor, porque sempre são menos bocas a comer da manjedoura estatal.
( Continua)