quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Acção psicológica

Vocês lembram-se de a tia Merkel dizer que parte da crise era psicologia? E lembram-se de o Moedas ter  corroborado a opinião e até ter dito como as coisas se passavam? ( As pessoas primeiro reagem, depois habituam-se, amouxam e a vida continua, foi o que o cágado de Beja disse por outras palavras).
Pois agora vejam só como a cambada  já passou à aplicação prática da acção psicológica:
- Hélder Rosalino descobriu uma boa notícia no OE 2013
- O caramelo Vaquinha nº1 do CR diz que aquela treta de diluir os subsídios é para vigorar só em 2013.
Se o sôr Hélder ainda vai na primeira lição e apresentou uma teoria risível, que só engana idiotas, o caramelo Vaquinha já foi muito mais elaborado. A técnica de tirar e depois fingir que se volta a dar, funciona na perfeição e é muito usada pelos chulos quando roubam as prostitutas. 
Sacam-lhes 1000 €. A prostituta lamenta-se, chora, pragueja e eles armam-se em bonzinhos. Depois de grandes discursos em que as convencem que só lhes sacaram a guita para as proteger, devolvem-lhe 200 para elas comprarem uma roupita nova e convencem-nas que foi uma oferta generosa  que elas devem agradecer.
Será que os portugueses se vão deixar iludir por estas técnicas de basfond?

Onde está o erro?


Expliquem-me, como se eu fosse muito burro, qual é a lógica disto:
O governo alega que há funcionários públicos a mais, por isso é preciso mandar uns 100 mil para o desemprego.
Sendo esta premissa verdadeira, isso quer dizer que não há trabalho no Estado para 100 mil funcionários públicos. Certo?
Errado! Se houvesse funcionários públicos a mais, não havia necessidade de aumentar o horário de trabalho para 40 horas semanais, não vos parece?
Provavelmente a lógica está errada, mas agradecia que alguém me explicasse: ONDE?

Aproveitar as oportunidades da crise (1)

Dou a mão à palmatória. Pedro PC tinha razão quando afirmava que a crise é uma janela de oportunidade.
Logo à partida, a crise tem sido uma oportunidade para ele. Perde cabelo, perde peso, mas garante o futuro à direita de mãe Merkel.
Os portugueses em geral também não se podem queixar. Que outro povo no mundo pode garantir que daqui a um ano, daqui a dois e mesmo daqui a uma década estará a viver em piores condições do que agora?
Depois, se estiverem atentos à leitura dos jornais, os tugas perceberão que a crise é só vantagens. Senão, vejamos:
Estamos a ficar mais gordos- é certo que antes da crise os jovens já estavam a ficar mais gordos graças à fast food, mas agora essa possibilidade estendeu-se a todos os escalões etários, porque todos os portugueses passaram a ter oportunidade de fazer uma dieta alimentar desequilibrada, porque já não têm dinheiro para seguir as regras da Roda dos Alimentos.
É certo que isso vai provocar mais doenças, mas o nosso governo prevê tudo com grande antecedência, por isso vai tornar o acesso ao SNS mais restrito e mais caro, de modo a que o Estado não gaste tanto dinheiro em cuidados de saúde.
(continua)

Somos todos funcionários públicos!

Espero que nesta altura do campeonato a maioria dos portugueses já tenha percebido que andar a zurzir nos funcionários públicos teve um efeito boomerang. Na verdade, basta fazer uma continha rápida para perceber que a partir de agora todos somos funcionários públicos. Então vamos lá:
A partir de 2013, cada português entrega, todos os anos, oito meses do seu salário ao Estado. Ao fim de 10 anos,  terá entregue quase sete anos dos seus rendimentos de trabalho ao Estado. Ao fim de 40, quando pede a reforma, constata que apenas recebeu 13 anos para si, tendo entregue os restantes 27 ao Estado. 
Pensar nisto já é terrível, mas imagine se Vítor Gaspar faz as mesmas contas e chega à conclusão que,  tendo o tuga trabalhado só 13 anos, deverá receber a reforma correspondente ao período em que efectivamente recebeu rendimentos do seu trabalho? Já viu a reforma que vai ter?
Há dias, eu perguntava se o governo tinha nacionalizado os portugueses. Hoje, não tenho dúvidas.

Diz o roto ao nu

Onde é que Pedro Passos de Coelho tem moral para fazer  este tipo de insinuações, quando foi um dos grandes beneficiários do Fundo Social Europeu, à custa do qual  a "sua" empresa viveu durante anos de uma forma, no mínimo, pouco clara?
As proclamações de  honestidade de gajos como Coelho e Relvas provocam-me vómitos!