quarta-feira, 21 de novembro de 2012

E não terá havido troca de bebés?

A entrevista do primeiro ministro ao DN e JN: as partes que os jornais não publicaram


O primeiro ministro de Portugal em exercício, o etíope Abebe Selassié, concedeu uma entrevista ao DN e ao JN onde justifica a razão de o FMI ainda não ter comprado o nosso país e faz revelações explosivas  sobre os objectivos da tríade para Portugal nos próximos anos.
 O CR teve acesso a excertos da entrevista que aqueles jornais,por decoro, não publicaram e reproduz aqui as palavras que vão certamente chocar o país:
" Portugal ainda está muito caro! Ainda paga salários a quase metade da população e isso é um luxo que o país não suporta. Também é inadmissível que haja tantos restaurantes. Apesar de o turismo continuar a crescer, não se justificam tantos restaurantes".
Mas os portugueses também comem- lembrou  timidamente o jornalista
" E acho muito bem que comam, porque não queremos trabalhadores subnutridos, mas fazê-lo em restaurantes é um luxo inadmissível que os portugueses têm de abandonar"
Não lhe parece que o número de desempregados é preocupante?
"É... mas isso também é culpa do sistema remuneratório praticado em Portugal. Os portugueses viveriam muito bem com um terço dos salários que  auferem actualmente. É preciso cortar drasticamente nos salários, para que os investidores invistam em Portugal e haja crescimento".
Não lhe parece que os cortes nas pensões são demasiado pesados?
" Bem pelo contrário! O sistema de pensões português é muito generoso. Apenas uma ou duas centenas de pessoas ( e vocês sabem quais) deveriam ter direito a receber mais do que 300 euros de pensão mensal. Uma média de 10€ diários é mais do que suficiente para qualquer pessoa viver."
Mas as pessoas descontaram uma vida inteira, adquiriram o direito a uma pensão decente...
" Vocês têm a mania de falar de direitos adquiridos ( sorriso irónico). Isso é um disparate! As pessoas descontam para a reforma, mas toda a gente sabe que esse desconto funciona como um imposto. O grande problema é que os portugueses, devido ao luxo do Serviço Nacional de Saúde, estão a  viver até muito tarde e isso é muito mau para as finanças públicas. O governo português tem de fazer um esforço para reduzir a esperança de vida dos portugueses para níveis próximos dos do meu país. Uma pessoa que consiga viver até aos 50 anos já se deve dar por muito feliz. "
Mas a idade da reforma é aos 65 anos!
"Exactamente. Não vejo inconveniente nenhum em que a idade da reforma se mantenha nos 65 anos, desde que Portugal crie condições para que apenas uma ínfima parte das pessoas viva tempo suficiente para a receber. Se isso não for feito, a idade da reforma deve aumentar para os 80 anos, como já sugeriu um colega meu alemão."
E como pode ser alcançado esse objectivo?
" Há várias formas de o fazer. O método mais caro é recorrer à vacinação obrigatória contra a gripe A, a partir dos 50 anos. A nossa tríade até está disposta a conceder um empréstimo a Portugal para adquirir essas vacinas ( sobraram milhões nos laboratórios depois do alerta da OMS, o que foi um gravíssimo prejuízo para a indústria farmacêutica) que já estão todas fora do prazo e, portanto, podem cumprir eficazmente o seu papel".
O senhor está a propor um genocídio do povo português?
"Essa pergunta é um insulto! Reduzir a esperança de vida dos velhos não é um genocídio, é uma medida económica de grande alcance, que traria resultados muito eficazes para o crescimento e contribuiria decisivamente para rejuvenescer a população portuguesa que, como sabe, está muito envelhecida... Os portugueses devem interpretar esta proposta como uma medida higiénica para limpar o défice estrutural."
Está então a dizer que se deve acabar com o Estado Social?
" Claro! Isso é um luxo de países ricos e nem todos o garantem. Olhe para China, por exemplo. Acha que eles teriam crescido como cresceram, se se preocupassem com essas ninharias?"
Mas a nossa Constituição garante o Estado Social...
"( Risos) Ó homem, mas a Constituição é só um papel! Como já disse uma vez o vosso prestigiado Medina Carreira, ninguém come a Constituição. Aliás, você vê o seu Presidente da República preocupar-se com a Constituição? Isso é uma coisa para enganar idiotas, não é para cumprir. O importante é que em Portugal as pessoas continuem a poder votar e dizer que vivem em democracia!"
Acredita, portanto, que é possível pedir ainda mais sacrifícios aos portugueses..
"Pedir? Mas por quem nos toma? Nós na tríade somos muito assertivos. Emprestamos dinheiro, agora terão de pagar, custe o que custar. Não se trata, portanto, de pedir, mas sim de exigir o pagamento da dívida, o que é muito diferente..." 
Sabe que há partidos em Portugal que reclamam a denúncia do acordo...
" O problema é vosso! Se não pagarem, nós sabemos como cobrar..."
Durante a crise da dívida da América Latina, nos anos 90, vários países impuseram condições para pagar a dívida e começaram a crescer muito mais do que os países europeus. 
" (Pausa). Esse é um problema que teremos de resolver. Neste momento o nosso objectivo é destruir a Europa, depois trataremos da América Latina. Garanto-lhe que eles vão pagar a dívida  e com juros muito elevados, que é para aprenderem que com o FMI não se brinca".
A presidente do FMI, a senhora Lagarde, já disse várias vezes que a austeridade excessiva pode matar o doente...
"A senhora Lagarde fez muito bem em dizer isso. Não foi por acaso que a escolhemos para o lugar. Uma presença feminina, com palavras doces, dá ao FMI uma faceta humana que lhe fica muito bem. "
A senhora Lagarde também disse que Portugal está a perder a sua geração mais qualificada..
" Concordo com ela. Esse facto é mais uma prova de que o governo português está no caminho certo. Na época dos Descobrimentos, Portugal  investiu em caravelas e deu a conhecer novos mundos. Hoje em dia, numa prova imensa de generosidade, pagou a educação de milhares de jovens, cujos conhecimentos  muito vão contribuir para o desenvolvimento de outros países.O mundo nunca esquecerá esse gesto solidário dos portugueses."
Então como se justifica o desinvestimento do governo em educação?
"Muito simples... nós não queremos despovoar Portugal. Precisamos de ter aqui mão de obra barata para que os estrangeiros venham para cá investir e criar emprego. Quanto mais analfabeta for essa mão de obra, melhor, porque não fará reivindicações e saberá agradecer com dignidade os salários que lhe pagarem. Como dizia o vosso Salazar, o analfabetismo faz bem à democracia..."
Curioso... nunca tinha ouvido falar dessa afirmação de Salazar
" Bom talvez ele não tenha falado de democracia, porque não era muito apreciador do género, mas não desconhece, certamente, que ele era um grande defensor do analfabetismo e que a instrução deveria estar reservada às elites e a alguns eleitos, não podia ser massificada, como hoje acontece..."
Pois, o MarceloCaetano também dizia que não podíamos ser todos doutores... Adiante! Uma última pergunta, senhor Selassié: qual o modelo em que Portugal se deve inspirar para sair da crise.
" Vou ser sincero. Penso que o modelo de Portugal devia ser o do meu país ( a Etiópia)"
Mas há muita fome e miséria, na Etiópia!
"Isso é propaganda da comunicação social. No meu país as pessoas vivem de acordo com as suas possibilidades e vivem bem. Isso da fome é muito relativo... E veja como, apesar de sermos miseráveis, como você diz, damos grandes exemplos ao mundo! Já contou o número de maratonas e provas de média e longa distância que os atletas etíopes ganharam? Há alguma coisa que nos possa orgulhar mais do que estes sucessos internacionais? Repito: isso da fome e da miséria é muito relativo".


Aquele senhor de fato azul

Aquele senhor que às vezes nos entra em casa, insistindo que é Presidente da República, teve hoje mais um delírio em público: apelou ao investimento no mar, na agricultura e na indústria.
O senhor que normalmente veste fato azul, mas hoje se vestiu de negro, esqueceu-se que foi ele quem destruiu a agricultura, as pescas, a indústria e os caminhos de ferro, pagando a quem investisse os fundos comunitários destinados à agricultura e às pescas  em casas com piscina e jeeps de alta cilindrada.
Esqueceu-se que foi ele que incentivou ao abandono da indústria, em troca dos serviços e nessa aposta gastou verbas avultadas dos fundos comunitários. Que foi ele quem mandou destruir centenas de quilómetros de via férrea. Que disse, em 2001, que as medidas de austeridade eram um erro de palmatória, porque só agravariam a crise.
Avisem o palácio de Belém. Avisem a polícia e as forças armadas. O senhor do fato azul é um homem perigoso. Continua a insistir que é presidente da republica. Não se cansa de dizer "Eu já tinha avisado". Último aviso: Detenham esse senhor que veste fato azul. Ele é um homem perigoso, não pode continuar em liberdade!

Só boas notícias!



Houvesse neste governo alguém que soubesse fazer contas de merceeiro e já teria avisado Gaspar e o PM adjunto, Pedro Passos Coelho, que estão a delapidar um investimento feito ao longo de duas décadas na educação e a oferecê-lo de bandeja a outros países.
Foi preciso vir a  Lagarde das carteiras de 4 mil euros dizê-lo...
Logo de seguida veio o etíope avisar que a carga fiscal vai continuar enorme nos próximos anos e que é preciso reduzir mais os saláios na função pública e fazer mais despedimentos.
Preparem-se, pois, funcionários públicos, reformados e pensionistas, porque o pior ainda está para vir. Se o etíope, o careca  e o eunuco mandarem matar à fome um milhão de portugueses, porque é a única forma de   Portugal poder pagar a dívida ( não confundir com sair da crise...)  este governo obedece.