quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Basta não estragar...

O mundo ao contrário

Num país normal, governado por gente normal e com uma comunicação social que não fosse acéfala, esta notícia não seria caso para regozijo e foguetes. Mas estamos em Portugal onde governo e alguma ( a maioria) comunicação social vêem o mundo ao contrário e confundem cortar gorduras do Estado com aumento do desemprego.

Ministério das Finanças com animação noturna

Os investidores portugueses têm pouco faro para o negócio. Com efeito, segundo escreviam ontem os jornais, será inaugurada no dia 1 de dezembro uma discoteca no ministério das finanças. 
Parece-me um investimento condenado ao fracasso, porque estando o senhorio empenhado em pôr os portugueses de tanga, seria mais aconselhável abrir ali um bar de strip. Ou então, uma casa de alterne.
Em tempo: devo confessar-vos que fiquei perplexo com a notícia, pois já em Julho estive nessa discoteca,  ao final da noite que aqui vos descrevi. Estaria a funcionar na clandestinidade?

I beg your pardon?

Esta manhã, o senhor Aníbal confessou que não viu as imagens do que se passou ontem em frente à AR. Não deixa de ser preocupante que um PR não tenha interesse em ver o que se passa no seu país, principalmente quando os acontecimentos assumem proporções que preocupam qualquer cidadão... mas ainda mais intrigante é tentar perceber como é que o PR, não tendo visto as imagens, presta este tipo de declarações aos jornalistas 
Se não viu, como pode destacar o desempenho das forças policiais e afirmar que considerar a actuação da polícia excessiva é um insulto à polícia? E como pode condenar o comportamento das pessoas num episódio que não viu?