quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Falha imperdoável!

Come a papa, Belinha come a papa...

Há dias, Isabel Jonet- presidente do Banco Alimentar contra a fome- disse na SIC Notícias  que  não há miséria em Portugal e antes da crise os portugueses viviam acima das suas possibilidades porque "comiam bifes todos os dias" e alimentavam os bebés com Nestum .
As declarações da tia - que a cada dia que passa mais parece um clone da madame Supico Pinto-surgem na sequência destas e motivam-me uma pergunta:
Se não há miséria em Portugal, por que razão existe um Banco Alimentar Contra a Fome? Para alimentar o ego da dona Isabel com papas Nestum?
Uma coisa é certa. Este governo gosta muito das pessoas caridosas ( lembre-se o episódio Fernando Nobre)  e promove-as a santas, porque naquelas cabeças a caridade deve ser a única via correcta para resolver os problemas do país.

Porque não te calas, José?



José Gomes Ferreira é um jornalista alinhado com este governo. Com aspirações a Medina Carreira dos analfabetos  nunca se cansa de tecer loas ao projecto de empobrecimento do país, desde que o alvo sejam os funcionários públicos e os pensionistas.
Quando o governo anunciou que também lhe ia ao bolso, o bajulador de Carnaxide não gostou e, embora de forma velada, teceu algumas críticas às medidas de austeridade.
 Tal como os seus ídolos Coelho e  Gaspar, José Gomes Ferreira tem ódios de estimação, como é o caso das entidades reguladoras - especialmente a ERSE- e não perde uma oportunidade de dar exemplos de organismos que deveriam ser extintos.
A última vez que o ouvi, num telejornal da SIC, JGF deu o exemplo de um instituto público que devia ser extinto, porque existe uma associação ( a DECO) que cumpre plenamente a função de defesa dos consumidores.
JGF só poderia,obviamente, estar a referir-se ao Instituto do Consumidor, organismo que prestou relevantes serviços até 2005, mas viria a ser extinto por José Sócrates- curiosamente um dos seus grandes dinamizadores, quando era secretário de estado do ambiente e defesa do consumidor.  Ou seja, JGF reclama a extinção de um organismo que já não existe há meia dúzia de anos.
Aproveito para informar JGF que, após a extinção do Instituto do Consumidor,  foi criada a Direcção Geral do Consumidor, com metade dos seus funcionários.
Gostaria de perguntar a JGF se é de opinião que as competências "residuais" da DGC ( produção legislativa - incluindo adaptação das directivas comunitárias- , fiscalização da publicidade, análise da segurança de produtos e serviços) deveriam transitar para a DECO. Em caso de a resposta ser afirmativa, atrevo-me a perguntar-lhe com que dinheiro iria a DECO desmpenhar essas atribuições da DGC. Com subsídios do Estado, certamente...
Posto isto, devo dizer que concordo com JGF, quando defende que há ainda muito para cortar nas despesas de funcionamento do Estado. A começar nos gabinetes ministeriais e a terminar em serviços públicos que apenas existem para receber umas verbas da UE e presentear  umas senhoras  da camarilha laranja com lugares de chefia.
Se alguém fizesse contas sérias, ficaria a perceber que os dinheiros vindos de Bruxelas não cobrem as despesas de funcionamento. Porque algumas dessas estruturas estão sobredimensionadas e não justificam os gastos, quando comparados com os serviços que prestam. Ou porque inflacionaram o número de cargos de chefia  para satisfazer egos e melhorar curricula. Um organismo com menos de 50 funcionários que precisa de sete chefias intermédias é uma aberração, mas isso são outras contas e fazem parte de um  outro rosário que os governantes continuam a não querer ver, para não perder clientela.