quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Flores de estufa


Este governo está cada vez mais parecido com uma florzinha de estufa.
Há dias, na AR, PPC ficou muito enxofrado por Seguro o ter acusado de ir até Bruxelas para entrar mudo e sair calado e disse que isso era um insulto.
Ontem, Vítor Gaspar considerou insultuoso o facto de um deputado lhe ter dito que está a defender os interesses da Merkel.
Hoje, um tipo qualquer foi a tribunal por ter exibido um cartaz a Relvas onde se lia " Bem vindo excelentíssimo senhor doutor Angola gosta do senhor"
Ainda bem que o Ministério Público arquivou o processo de um  estudante que insultou a mãe do nosso primeiro, caso contrário, teríamos assistido à abertura de um processo aos polícias que ontem, durante a manif, exibiam um cartaz onde se podia ler: " Em 74 foram  militares, em breve seremos nós".
É que, ao contrário dos outros, este cartaz é uma ameaça sem qualquer fundamento.

Do mal o menos

Obviamente que torcia por Obama mas, ao contrário do que aconteceu em 2008, não vibrei com a vitória. Já não tenho quaisquer ilusões quanto à sua capacidade para marcar a diferença ou poder contribuir para a melhoria da situação na Europa.
Obama joga noutros tabuleiros e parece não dar grande crédito nem importância à Europa. Terá um mandato difícil, pois os republicanos estão em maioria na Câmara dos Representantes e poderão bloquear as decisões do presidente.
De qualquer modo, sempre é melhor ter Obama na Casa Branca, do que o pesadelo de ver Mitt Romney a comandar os destinos da (ainda) maior potência mundial.
E sempre é melhor ter um presidente como Obama, que não tem medo do povo, do que um qualquer Aníbal que só fala através do FB ou à saída de inaugurações de hotéis, depois de uma confraternização de croquetes e wihiskey marado.

Hey, Mr Rabbit!

Alguns comentadores, jornalistas e equiparados, que ultimamente têm zurzido em Passos Coelho, criticam o PS por recusar o convite do PM para um baile de máscaras.
Compreendo as reacções, reveladoras de  medo pela eventual perda de alguma influência (e de cachets), no caso de o panorama político se alterar nos próximos  meses.
Gostaria no entanto de lembrar a essa gente que vive na órbita do poder, o seguinte:
- O governo ignorou o PS desde o dia em que tomou posse e até fez gala disso, dando a entender que não precisava dos socialistas para nada;
- Pedro Passos Coelho humilhou mais do que uma vez o PS, com afirmações actos e omissões que envergonhariam qualquer homem de bem. Seguro não ripostou e deixou-se utilizar como saco de boxe da aliança destruidora do país;
- O convite de PPC ao PS não foi da sua iniciativa, mas sim uma imposição da troika. (É bom não esquecer que, por diversas vezes, vozes da troika avisaram que para o programa de destruição do nosso país ser possível, era necessária uma grande convergência do governo  com o PS e os parceiros sociais, mas PPC, obnubilado pelo poder e convencido que a sua arrogância e prepotência seriam suficientes para domesticar o melhor povo do  mundo);
- Apesar de orgulhoso, arrogante e prepotente, PPC é também cobarde, pelo que acatou as ordens da troika e veio anunciar publicamente que iria convidar o PS para ser seu parceiro de desgraça. Como já aqui escrevi, este convite está envenedado e tem como único objectivo comprometer o PS, acusando-o de ser responsável por eleições antecipadas, ao recusar o amável convite.
Ninguém com dois dedos de testa aceita um convite de uma pessoa que o pretende apunhalar pelas costas. 
Ninguém, com um mínimo de dignidade, se apresenta a eleições como alternativa,carregando o ónus de ter sido conivente com os coveiros do país.
Tenho aqui feito duras críticas a Seguro mas acredito que, apesar de inapto, seja uma pessoa honesta- o que o diferencia definitivamente da dupla Coelho/Portas. O líder do PS não poderia aceitar um convite para participar numa farsa montada por um bandido, criminoso e aldrabão, que se apoderou  do pote com o único intuito de roubar os portugueses e distribuir os proventos de quem trabalha pela escumalha que o guindou ao poder.
Desde o dia em que encontrei Miguel Relvas  a apascentar-se com Dias Loureiro, no Museu do Arroz, em Troia, que percebi quais são os verdadeiros intentos desta escumalha que assaltou o Estado com o propósito de o destruir.
Os comentadores, jornalistas e comandita associada, que agora vêm com o argumento das responsabilidades do PS no estado em que o país se encontra, são certamente coniventes com o governo e andaram a disfarçar. Ou, então, não têm uma pinga de caracter, pois só uma pessoa sem carácter aceitaria o convite de um grupo de bandidos para uma festança, cujo único objectivo é  assassinar os convivas e repartir os despojos.